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Economia

Dólar cai para R$ 5,21, menor valor em quase dois anos, e Bolsa alcança novo recorde

Tamara Nassif
FolhaPress

O dólar teve uma queda significativa de 1,38% nesta terça-feira (27), fechando cotado a R$ 5,2067, o menor valor desde 28 de maio de 2024, quando estava a R$ 5,16. Isso aconteceu devido a vários fatores que aumentaram o interesse dos investidores por ativos brasileiros.

Durante o dia, o dólar chegou a atingir o valor mínimo de R$ 5,198. Essa queda ocorreu globalmente, com o índice DXY, que compara o dólar com outras seis moedas fortes, caindo 0,86%, atingindo 96,21 pontos — o menor nível desde 2022.

A Bolsa de Valores também teve um ótimo desempenho, subindo 1,79% e fechando em 181.919 pontos. O Ibovespa bateu novos recordes históricos, passando pela casa dos 181 mil, 182 mil e 183 mil pontos pela primeira vez neste dia. No pico do pregão, alcançou 183.359 pontos.

Investidores estrangeiros retiraram recursos das bolsas norte-americanas e direcionaram mais de R$ 17,7 bilhões para o Brasil desde o início de janeiro até o dia 23, segundo dados da B3, representando mais de 60% do volume investido por esses investidores no ano passado.

Um dos fatores que impulsionou a valorização do real e da bolsa foi o resultado do IPCA-15 (índice que antecipa a inflação oficial) de janeiro, que ficou ligeiramente abaixo do esperado. O índice avançou 0,2% na comparação mensal, enquanto a expectativa era 0,22%, de acordo com a Bloomberg.

No entanto, o IPCA-15 acumulado em 12 meses acelerou um pouco, chegando a 4,5%, exatamente o teto da meta de inflação definida pelo Banco Central para o índice oficial de preços ao consumidor.

A divulgação do IPCA-15 veio na véspera da primeira decisão de juros do Copom em 2026, que acontece na chamada “superquarta”, dia em que também o Fed (Banco Central dos EUA) divulga sua decisão de juros.

Analistas esperam que a taxa Selic se mantenha nos atuais 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Entretanto, o resultado do IPCA-15 pode permitir ao Copom mudar a comunicação e indicar o início de cortes nas taxas já na reunião de março.

André Valério, economista sênior do Inter, comenta que o resultado do dia é pouco relevante para a decisão imediata, mas deve influenciar o comunicado do Banco Central para refletir a possibilidade de cortes futuros.

A tendência de desinflação no longo prazo é sustentada pela valorização do real frente ao dólar e pela recente queda nos preços dos alimentos. A Petrobras também deve ajudar ao diminuir os preços da gasolina no primeiro trimestre, segundo Valério.

De acordo com o boletim Focus, especialistas esperam um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros em março, iniciando um ciclo de flexibilização monetária. A expectativa é que a Selic encerre 2026 em 12,25% e o IPCA a 4%.

João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, destaca que a evolução dos dados aumenta a confiança de que a política monetária restritiva está conseguindo reduzir a inflação e que a expectativa por cortes de juros está crescendo.

Para a Bolsa, a redução dos juros deve ser positiva, pois investimentos em renda fixa se tornam menos atrativos, estimulando a busca por retornos maiores em ativos de maior risco. Segundo a XP, ciclos recentes de cortes de juros levaram o Ibovespa a subir cerca de 39,2%.

Apesar de uma possível volatilidade devido às eleições presidenciais de outubro, o mercado acredita que a Bolsa continuará a subir ao longo do ano. Essa movimentação está alinhada à busca por ativos em mercados que não estão tão expostos aos conflitos econômicos e geopolíticos causados pelo governo Donald Trump.

O dólar acompanhou essa tendência, caindo depois que o Ibovespa ultrapassou 183 mil pontos com o ingresso de capital estrangeiro.

João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos, observa que a queda do dólar é resultado do maior apetite ao risco no exterior e da rotação de investimentos para fora dos EUA.

A decisão do Fed na “superquarta” também gera tensão, embora a expectativa seja de manutenção da taxa entre 3,5% e 3,75%. Os ataques do ex-presidente Donald Trump à independência do Fed preocupam analistas, considerando sua pressão para redução brusca da taxa para 1,5%.

Atualmente, o presidente do Fed, Jerome Powell, está sendo investigado federalmente por uma reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do banco central. Powell classificou a investigação como um pretexto para pressioná-lo a cortar juros drasticamente.

Matthew Ryan, chefe de estratégia da Ebury, afirma que, apesar das poucas dúvidas sobre o resultado da reunião, espera-se uma retórica agressiva devido aos fortes dados econômicos e respostas às críticas de Trump.

Com a aproximação do fim do mandato de Powell em maio, o mercado teme que Trump escolha um novo presidente do Fed que atenda suas demandas e não os dados econômicos.

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Economia

Mega-Sena chega a prêmio de R$ 135 milhões; veja os números sorteados

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Nenhum participante acertou as seis dezenas do Concurso 3.039 da Mega-Sena, que ocorreu neste domingo (2), no Espaço da Sorte, em São Paulo. O valor do prêmio acumulou e agora está estimado em R$ 135 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 14 – 16 – 21 – 39 – 53 – 58.

  • 86 bilhetes acertaram cinco números e vão receber R$ 45.932,28 cada;
  • 6.332 apostas acertaram quatro números e irão ganhar R$ 1.028,31 cada.

Os jogos puderam ser feitos até as 22h do sábado (1º) em todas as casas lotéricas do país, no portal Loterias Caixa e pelo aplicativo Loterias Caixa, disponível para os sistemas Android e iOS. A compra de cotas de bolões pelas plataformas digitais teve um prazo estendido, ficando disponível até as 10h45 deste domingo, pouco antes do sorteio ser realizado.

O próximo sorteio está marcado para terça-feira (4). A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.

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Economia

Política precisa ser coerente, diz Pedro Freitas

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O prefeito de Aliança e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Pedro Freitas (PP), destacou a importância da coerência na atuação política. Ele comentou a possibilidade de que o grupo Coelho deixe a base da governadora Raquel Lyra (PSD), após Miguel Coelho (UB) não ser escolhido como candidato ao Senado.

Ao chegar ao Marco Zero para a convenção do PSD de Pernambuco, onde aguardava a governadora Raquel Lyra, o prefeito citou o exemplo do prefeito de Ferreiros, que saiu do PSB para o PSD.

“É fundamental haver coerência na política. Cada gestor, cada grupo político e cada região devem analisar o que foi realizado nos últimos quatro anos, quais avanços ocorreram. Eu sempre menciono o caso de Ferreiros, na Mata Norte. Zé Roberto, então prefeito eleito pelo PSB, viu sua cidade receber investimentos significativos e crescer sob a gestão de Raquel Lyra. Essa adesão natural da população é reflexo do progresso na sua localidade.

Portanto, a coerência política deve prevalecer. É essencial estar alinhado com quem entrega resultados, trabalha e se dedica ao desenvolvimento de Pernambuco.”

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Convenção do Psd No Bairro Do Recife Começa A Reunir Pessoas Pela Reeleição De Raquel Lyra

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O partido PSD em Pernambuco está promovendo uma convenção neste domingo, dia 2, para confirmar a pré-candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD). Militantes, apoiadores e pré-candidatos de várias partes do estado estão se reunindo no Parador, localizado no bairro do Recife, esperando a chegada da governadora para o evento.

Caravanas vindas de diversos locais do estado participam do encontro, que também irá lançar uma lista de candidatos para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Para o Senado, as pré-candidaturas dos deputados Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) serão apresentadas.

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