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Debate tem novidades: Lula não comparece, Flávio desiste e Renan é incluído
A duas horas do começo do debate entre os candidatos à presidência na TV Globo, duas decisões judiciais mudaram as regras para o evento. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Estela Aranha proibiu a TV de mostrar o púlpito vazio do Lula, do PT, que optou por não participar. No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes exigiu que o candidato Renan Santos, do partido Missão, fosse incluído no debate.
Essas mudanças causaram impacto imediato: o senador Flávio Bolsonaro, do PL, anunciou que não iria mais participar do debate na Globo.
“Resolvi não ir ao debate da Globo por conta da censura imposta pelo TSE ao evento. A imprensa deve ser livre e as eleições justas. Em breve darei mais informações”, disse o candidato do PL nas redes sociais.
Pouco antes do anúncio, a ministra Estela Aranha deu uma liminar que proibiu a exibição do púlpito vazio do presidente Lula e impediu que os outros candidatos fizessem perguntas para ele. O petista escolheu participar em um podcast no mesmo horário.
Para a magistrada, mostrar o lugar vazio do candidato cria um desequilíbrio na disputa.
“Em uma análise inicial, essa medida pode criar uma situação de desigualdade entre os participantes, dando espaço ao candidato ausente sem o debate direto que é essencial em uma eleição”.
O regulamento da própria emissora previa mostrar todos os púlpitos dos candidatos convidados, mas a participação não é obrigatória, e a ausência não prejudica o Lula.
“Mesmo com compromisso anterior, não há obrigação de participar. A consequência é perder a chance de estar naquele momento, mas o debate continua conforme as regras combinadas”.
Por outro lado, o ministro Gilmar Mendes ordenou que a Globo inclua Renan Santos no debate. Essa decisão vem depois de uma reclamação do partido Solidariedade, que estava sob análise desde maio.
“No caso em questão, parece claro que excluir o candidato Renan Santos do debate presidencial da Rede Globo não é correto”, escreveu Gilmar Mendes. Ele destacou que a liberdade de expressão garante ao eleitor o direito de ouvir as propostas dos candidatos.