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Debate eleitoral: Tarcísio e Haddad discutem privatizações e economia em São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) protagonizaram neste domingo, 9, o primeiro debate entre os candidatos ao governo paulista promovido pelo Grupo Bandeirantes. Durante duas horas, os candidatos trocaram críticas sobre segurança pública, economia, educação e privatizações, além de disputarem a narrativa sobre a relação entre São Paulo e o governo federal.

Com liderança nas pesquisas, Tarcísio defendeu o legado de sua gestão e atacou o PT e o governo Lula, trazendo a disputa para um âmbito nacional. Em um momento, Tarcísio comparou o partido a um cupim, que destrói por onde passa.

Haddad associou Tarcísio ao bolsonarismo, criticou a desinformação promovida por este grupo em temas como vacinação e mudanças climáticas, e afirmou que ele apoiou parcialmente o aumento das tarifas imposto pelo presidente americano Donald Trump ao Brasil. O petista também destacou fragilidades na gestão estadual em várias áreas e acusou o governador de não reconhecer o apoio federal a São Paulo.

A dinâmica do debate foi marcada por provocações. Haddad ironizou o uso frequente de números por Tarcísio, chamando-o de ‘concurseiro’ e ‘decoreba’, enquanto o governador sugeriu que o petista teria dificuldades com matemática.

Sobre segurança pública, Tarcísio reconheceu que há desafios e prometeu trabalhar para restaurar a sensação de segurança, destacando a redução de homicídios e latrocínios, o fim da Cracolândia e a parceria com o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Questionou Haddad sobre o programa De Braços Abertos, implantado na gestão petista.

Em um momento tenso, Tarcísio acusou Haddad de ter dividido palanque com uma mulher ligada ao tráfico na Favela do Moinho, o que foi negado pelo petista, que afirmou desconhecer os fatos e considerar a acusação injusta.

Haddad prometeu criar um gabinete de segurança com representantes da Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal e Conselho de Controle de Atividades Financeiras para melhorar a segurança.

O petista também questionou o aumento dos feminicídios e suspeitas de envolvimento de policiais com o crime organizado, criticou decisões de secretários de segurança, o funcionamento da Delegacia da Mulher 24 horas e a política de câmeras corporais.

A Operação Carbono Oculto, que investigou infiltração do crime organizado na economia formal, foi destaque. Haddad ressaltou o papel da Receita Federal e do governo federal, enquanto Tarcísio destacou a ação da Polícia Civil paulista.

A relação entre São Paulo e a União foi debatida. Haddad disse que Tarcísio não valoriza o apoio federal, mencionando renegociação da dívida estadual e financiamentos do BNDES. O governador criticou dificuldades em operações de crédito e disputaram autoria de obras como o túnel Santos-Guarujá.

Tarcísio usou a gestão de Haddad no Ministério da Fazenda para questionar conselhos ao presidente Lula diante do endividamento, citando fragilidades econômicas e risco de recessão.

Haddad respondeu atribuindo problemas à política do Banco Central e afirmou que o governo Lula entregará melhores indicadores econômicos que a gestão anterior.

Tarcísio afirmou que a economia paulista reflete a nacional, enquanto Haddad cobrou explicações sobre o desempenho inferior de São Paulo comparado ao Brasil.

Sobre tarifas americanas, Haddad elogiou o governo federal e provocou Tarcísio pela postura pró-Trump, referindo-se a um boné usado pelo governador com a frase ‘Make America Great Again’.

Tarcísio expressou gratidão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, responsável por sua nomeação ao Ministério da Infraestrutura, e negou indicações de aliados bolsonaristas para o secretariado, afirmando que seu time é técnico e profissional.

O debate também teve confrontos sobre privatizações. Haddad acusou Tarcísio de liderar uma onda de venda de estatais, citando a privatização da Sabesp e concessão do transporte metroviário, alegando venda abaixo do valor de mercado e promessa não cumprida de redução na conta de água.

Tarcísio defendeu as privatizações como meio de ampliar o acesso a saneamento em áreas desassistidas, reconheceu que a tarifa diminuiu inicialmente, mas afirmou que mantê-la assim causaria risco de insolvência à empresa. O governador provocou o adversário dizendo que a especialidade dos governos petistas são as empresas públicas que não conseguem se sustentar financeiramente.

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Cidades

Gari é assassinado a tiros enquanto trabalha em Maranguape I

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Um gari de 46 anos foi baleado fatalmente enquanto desempenhava suas atividades de limpeza no bairro de Maranguape I, localizado em Paulista, Região Metropolitana de Recife.

O incidente ocorreu na manhã desta terça-feira (11), por volta das 11h, na Avenida Colibri.

Câmeras de segurança no local captaram o som de vários disparos contra o trabalhador.

O homem, cuja identidade não foi divulgada, realizava a limpeza urbana quando dois indivíduos em uma motocicleta chegaram e efetuaram os tiros.

A motivação do crime ainda é desconhecida, e nenhum suspeito foi detido.

O Instituto de Criminalística esteve no local para realizar perícia, assim como o Instituto de Medicina Legal, que recolheu o corpo do gari.

De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, a Força Tarefa de Homicídios da Região Metropolitana Norte, vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), registrou o caso como homicídio consumado.

Segundo a corporação: “A vítima, um homem de 46 anos, foi atingida por múltiplos disparos de arma de fogo, vindo a falecer no local. Um inquérito policial foi aberto para investigar os fatos, identificar os responsáveis e a motivação do crime.”

A Prefeitura de Paulista foi contatada para esclarecimentos adicionais, mas até o momento não houve retorno.

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Brasil

Dinheiro esquecido em bancos soma mais de 5 bilhões de reais no Brasil

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Dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (11) indicam que mais de R$ 5,12 bilhões permanecem esquecidos em instituições financeiras no Brasil.

Dessa quantia, R$ 3,76 bilhões pertencem a aproximadamente 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,35 bilhão está ligado a 2 milhões de pessoas jurídicas, segundo o Sistema Valores a Receber (SVR).

O Banco Central aponta que, dos cerca de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos em bancos e consórcios, R$ 15,81 bilhões já foram retirados pelos beneficiários.

Destes valores devolvidos, R$ 11,65 bilhões foram destinados a 38,73 milhões de pessoas físicas, e R$ 4,15 bilhões para 4,7 milhões de pessoas jurídicas.

Saques

Em junho, os brasileiros retiraram R$ 340 milhões de valores esquecidos no sistema financeiro.

Em maio, os saques somaram R$ 427 milhões, valor próximo aos R$ 483 milhões devolvidos em abril.

Grande parte dos valores a receber são pequenos: cerca de 18,5 milhões de beneficiários têm valores esquecidos de até R$ 10, representando aproximadamente 70% do total.

Para 4,96 milhões de usuários, os valores variam entre R$ 10,01 e R$ 100 (18,73% do total), e cerca de 3 milhões de brasileiros possuem valores superiores a isso (11% do total).

Sistema

O SVR é um serviço do Banco Central que permite que cidadãos consultem se possuem dinheiro esquecido em bancos, consórcios, financeiras ou corretoras.

Não é necessário fazer login para a consulta, apenas informar o CPF e a data de nascimento, ou o CNPJ e a data de abertura da empresa, mesmo que esta já esteja encerrada.

Se houver valores a serem recebidos, o cidadão deve acessar o sistema com a conta Gov.br, com nível prata ou ouro e autenticação em duas etapas.

Resgate dos valores

Os recursos esquecidos podem ser recuperados de três maneiras:

  • Solicitação direta à instituição responsável;
  • Requerimento pelo próprio Sistema Valores a Receber;
  • Pedido de resgate automático dos valores.

As origens dos valores esquecidos incluem:

  • contas correntes ou poupanças encerradas;
  • cotas e rateios de sobras líquidas de ex-membros de cooperativas de crédito;
  • recursos não reclamados de grupos de consórcio extintos;
  • tarifas cobradas indevidamente;
  • parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas;
  • contas mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas;
  • outros recursos disponíveis nas instituições aguardando devolução.
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Cultura

BTS é o maior fenômeno musical desde Michael Jackson, diz The New York Times

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O grupo sul-coreano BTS ganhou atenção em uma avaliação feita pelo jornal The New York Times após anunciar que não enviará o álbum Arirang para competir no Grammy Awards de 2027.

O veículo chamou o septeto de “possivelmente o maior fenômeno musical mundial desde Michael Jackson“, destacando o impacto que o grupo tem na indústria e sua escolha de se afastar da premiação.

A mudança ocorre depois que a Recording Academy criou a categoria Melhor Performance de Música Pop Asiática, que vai premiar trabalhos de pop asiático, incluindo K-pop, J-pop e C-pop.

Esta mudança foi criticada por fãs e especialistas, pois levantou dúvidas se separar artistas conforme a origem e idioma pode excluir artistas asiáticos das categorias principais do Grammy.

Por que o BTS decidiu ficar fora do Grammy?

Os integrantes anunciaram juntos nas redes sociais que não enviariam suas músicas para avaliação na próxima edição do prêmio.

No comunicado, o grupo explicou: “Esperamos que a música seja apreciada pelo que é, sem divisão por região ou idioma.”

Embora não tenha mencionado diretamente a nova categoria como motivo, a decisão foi vista como uma resposta à criação do prêmio de pop asiático.

A Recording Academy afirmou que a nova categoria pretende reconhecer a expansão e diversidade da música asiática, sem impedir concorrência nas categorias gerais.

BTS tem histórico no Grammy, sendo o primeiro grupo de K-pop indicado em 2019 e acumulando indicações, mas sem vencer até hoje.

Comparação com Michael Jackson

The New York Times ampliou a análise para além do Grammy, comparando a carreira do BTS à de Michael Jackson e os desafios que ambos enfrentaram na indústria para alcançar o centro do mercado pop.

O jornal lembrou que o álbum Off the Wall, lançado por Jackson em 1979, foi ignorado nas principais categorias do Grammy em 1980, destacando a resistência enfrentada por artistas negros para ganhar espaço na mídia e plataformas influentes nos EUA.

Para o jornal, BTS possui uma influência atual capaz de questionar essas estruturas.

O que é considerado música pop?

O texto questiona o que a indústria define como música pop, afirmando que o gênero não tem características musicais fixas, e estilos diversos podem ser considerados pop quando alcançam grande popularidade.

Também é abordado o histórico de segregação racial e mercadológica da indústria musical americana.

Artistas negros frequentemente foram excluídos dos espaços mainstream, mesmo com músicas similares às de artistas brancos aceitos no mercado pop.

A questão central seria como classificações baseadas em origem, idioma ou cultura podem limitar o acesso ao mercado mais amplo.

Discussão envolvendo Taylor Swift

A comparação com Michael Jackson gerou reações entre fãs de outros grandes nomes atuais, como Taylor Swift.

Algumas pessoas questionaram a ausência dela na análise do The New York Times sobre os maiores fenômenos musicais contemporâneos.

A discussão nas redes contrapôs diferentes formas de avaliar impacto na indústria, como números comerciais, vendas, turnês e alcance de Taylor Swift, contra a influência internacional do BTS e seu papel em popularizar o K-pop globalmente.

Porém, o artigo não apresentou uma comparação formal entre artistas, utilizando a carreira de Michael Jackson somente como referência para discutir o impacto do BTS e sua capacidade de desafiar estruturas tradicionais na indústria musical.

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