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Crises marcantes de Alexandre de Moraes no STF

Publicado

em

Marcos Hermanson
Brasília, DF (Folhapress)

O ministro Alexandre de Moraes tem sido alvo de críticas recentemente, após reportagem da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, afirmar que ele teria tentado ajudar o Banco Master em uma ligação para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Na época, o Banco Central analisava a venda do Banco Master para o banco estatal BRB (Banco de Brasília). Em setembro, a operação foi negada pela autoridade, e em novembro o Banco Master foi fechado oficialmente.

Além disso, segundo O Globo, o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci, teria um contrato de R$ 3,6 milhões mensais para defender o Banco Master desde 2024.

Alexandre de Moraes nega as acusações e diz que, na ligação com Galípolo, falou apenas sobre a Lei Magnitsky, uma lei dos Estados Unidos que foi aplicada contra ele em julho deste ano.

Ele explicou que todas as conversas focaram nos efeitos da aplicação da lei, principalmente sobre o acesso a serviços bancários como contas correntes e cartões.

A seguir, relembre alguns momentos polêmicos envolvendo Alexandre de Moraes no STF.

Inquérito das Fake News

Desde 2019, Alexandre de Moraes conduz o inquérito das fake news, criado pelo ministro Dias Toffoli. Essa investigação é alvo de críticas por durar muito tempo e por medidas que muitos consideram censura.

Censura da Revista Crusoé

Em abril de 2019, o ministro mandou tirar do ar uma matéria da Revista Crusoé que citava o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o então presidente do STF, Dias Toffoli. Três dias depois, voltou atrás após protestos da sociedade.

Mandados contra Empresários por Discursos Golpistas

Em agosto de 2022, atendendo pedido da Polícia Federal, o ministro autorizou buscas em empresas de empresários que enviaram mensagens contra a democracia em grupos de WhatsApp, conforme reportagens do Metrópoles e Folha.

Comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022

Alexandre de Moraes presidiu o TSE durante as eleições de 2022, período marcado por falsas acusações do governo Bolsonaro contra a urna eletrônica, e por decisões que geraram controvérsia, como a ordem para retirar do ar perfis e publicações bolsonaristas em redes sociais.

Em 2024, a Folha divulgou que Moraes usou o TSE para obter informações usadas em decisões no STF contra políticos ligados a Bolsonaro.

Discussão em Aeroporto de Roma

Em julho de 2023, no aeroporto de Roma, Alexandre de Moraes se envolveu em uma discussão com a família do empresário Roberto Mantovani, que teria insultado o ministro e agredido seu filho, derrubando os óculos do garoto.

O incidente levou à abertura de investigação e busca e apreensão contra Roberto Mantovani, mas o processo foi encerrado em dezembro de 2024 após uma retratação formal.

Gesto ofensivo em jogo de futebol

Em julho de 2025, durante uma partida do Corinthians contra o Palmeiras, Alexandre de Moraes foi flagrado fazendo um gesto considerado ofensivo para um torcedor. Isso ocorreu logo após os Estados Unidos aplicarem sanções contra ele pela Lei Magnitsky.

Julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro

Os inquéritos das fake news e das milícias digitais, ambos comandados por Alexandre de Moraes, levaram ao processo que julgou a tentativa de golpe de Jair Bolsonaro após as eleições de 2022.

Em setembro, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente a 27 anos por organizar um plano para ficar no poder de forma ilegal, sendo essa a primeira punição do tipo na história do Brasil.

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