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Como a imprensa internacional viu as condenações por tentativa de golpe
Há três anos, muitos seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram prédios importantes em Brasília, tentando impedir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tomasse posse. Esse ato, que aconteceu logo após as eleições de 2022, incluiu bloqueios de estradas, acampamentos em frente a quartéis em várias cidades, a colocação de uma bomba perto do Aeroporto de Brasília na véspera do Natal e a invasão da sede da Polícia Federal na capital.
Em setembro do ano passado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro e sete aliados, com 4 votos a 1, por envolvimento nessa tentativa de golpe. A decisão foi histórica e resultou em uma pena superior a 27 anos de prisão para Bolsonaro, devido à tentativa de derrubar o Estado Democrático de Direito.
A decisão teve grande repercussão na mídia internacional. O The New York Times destacou na capa de sua edição online que a corte suprema do Brasil condenou o ex-presidente por tentar manter o poder após perder a eleição de 2022, incluindo um plano para assassinar seu adversário.
O The Guardian ressaltou que o ex-presidente de direita radical do Brasil, Jair Bolsonaro, foi condenado a mais de 27 anos de prisão por planejar um golpe militar e tentar destruir a democracia do país.
O Le Monde relatou que o líder da extrema-direita foi considerado culpado de liderar uma organização criminosa que tentou manter um governo autoritário, mesmo após a derrota nas eleições de 2022. A defesa pretende recorrer, inclusive em instâncias internacionais.
Outros veículos, como The Washington Post, El País, Clarín e Al Jazeera, também destacaram a decisão. O Washington Post mencionou o plano que incluía o assassinato de Lula, enquanto o El País chamou o veredicto de um passo importante contra a impunidade. Na Argentina, o Clarín noticiou a condenação por conspiração contra a ordem democrática, e a Al Jazeera citou a ministra Cármen Lúcia, que apontou provas de que Bolsonaro agiu com intenção de enfraquecer a democracia e as instituições.