Mundo
Cem turistas brasileiros saem da Venezuela após ataque dos EUA
O governo brasileiro anunciou neste sábado (3) que 100 turistas brasileiros deixaram a Venezuela e entraram no Brasil pela fronteira em Roraima, após os ataques dos Estados Unidos contra o país sul-americano.
Maria Laura da Rocha, ministra interina do Ministério das Relações Exteriores (MRE), informou que o Itamaraty está monitorando a situação da comunidade brasileira na Venezuela.
“Nossa embaixada em Caracas acompanha atentamente os desdobramentos dos fatos, bem como a condição dos brasileiros no país. Não há relatos de vítimas ou feridos entre os brasileiros”, afirmou a ministra interina.
Maria Laura substitui o ministro Mauro Vieira, que interrompeu suas férias para retornar a Brasília e acompanhar os eventos envolvendo a Venezuela.
A ministra falou à imprensa após a segunda reunião emergencial do dia sobre a invasão da Venezuela pelos EUA, coordenada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Participaram também os ministros da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowiski, da Secretaria de Comunicação do Planalto, Sidônio Palmeira, e da Defesa, José Múcio, além de outras autoridades.
José Múcio reforçou que a fronteira brasileira está aberta e tranquila e aconselhou os brasileiros a procurarem as representações diplomáticas caso desejem sair da Venezuela.
“Está tudo calmo, as fronteiras estão abertas e não há restrições. Os brasileiros podem vir, devem procurar seus representantes diplomáticos, que estão prontos para ajudar”, destacou o ministro da Defesa.
Consultada sobre quem o Brasil reconhece como chefe de Estado na Venezuela, Maria Laura afirmou que é a vice-presidente Delcy Rodríguez, que atua como presidente interina na ausência de Maduro.
A ministra interina do MRE informou que o Brasil participará da reunião ministerial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Conselho de Segurança da ONU, nas quais será debatida a agressão dos EUA contra a Venezuela.
“O Brasil mantém sua posição tradicional de respeito ao direito internacional, rejeitando qualquer forma de invasão territorial e defendendo a soberania dos países”, afirmou Maria Laura.
O presidente Lula condenou o ataque, classificando-o como uma violação do direito internacional.
Contexto
O ataque dos EUA à Venezuela representa uma nova intervenção direta na América Latina, sendo a primeira desde a invasão do Panamá em 1989, quando as forças militares americanas prenderam o presidente Manuel Noriega, acusado de narcotráfico.
Assim como no caso de Noriega, os EUA acusam o presidente venezuelano Maduro de liderar um suposto cartel de drogas, chamado De Los Soles, sem apresentar provas concretas. Especialistas em tráfico internacional de drogas duvidam da existência desse cartel.
Os EUA chegaram a oferecer US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.
Críticos veem essa ação como uma estratégia geopolítica para afastar a Venezuela dos adversários globais dos EUA, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre as vastas reservas petrolíferas do país, reconhecidas como as maiores do mundo.
Mundo
Irã mantém armas, mas perdeu escudo de mísseis que buscava, diz Rubio
Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, declarou em entrevista à Fox News que, embora o Irã ainda possua armas perigosas, o país persa perdeu o “escudo” de mísseis tradicionais que usava como proteção.
De acordo com Rubio, essa é a principal razão pela qual Teerã agora está aberto a negociar um acordo de desnuclearização e controle dos estreitos, especialmente o de Ormuz. “Estamos abordando a situação com eles de uma posição de força, diferente do que se via nas administrações passadas e na percepção geral do mundo”, afirmou.
Antes do anúncio do presidente americano, Donald Trump, sobre a suspensão de ataques ao Irã para promover as negociações de paz, Rubio ressaltou que o Irã busca uma arma nuclear e estava desenvolvendo um sistema de defesa com mísseis convencionais para se proteger. “Eles planejavam, em cerca de um ano e meio, ostentar uma frota de drones e mísseis que fossem difíceis de conter. O presidente Trump deixou claro que isso não vai acontecer”, disse.
Rubio destacou que o regime iraniano precisa mudar sua postura, já que tradicionalmente tenta expandir sua influência e revolução para outros países. “Essa prática deve ser interrompida, e para isso, é necessário que o custo para o Irã seja alto demais para continuar com essa política”, concluiu.
Mundo
Incêndio em balsa causa morte de 5 pessoas e deixa 41 desaparecidas na Indonésia
Um incêndio ocorreu em uma balsa neste domingo (2) na costa da Indonésia, resultando na morte de cinco pessoas e deixando 41 desaparecidas, conforme informado pelas equipes de emergência.
A Agência Regional de Busca e Resgate de Surabaya comunicou que 225 passageiros que estavam na embarcação foram salvos.
Alguns dos passageiros saltaram no mar e foram socorridos por uma embarcação próxima, segundo a Basarnas, a Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia.
Outras quatro embarcações tentaram se aproximar da balsa para ajudar no salvamento de mais pessoas, porém não conseguiram devido ao perigo causado pelos materiais inflamáveis presentes a bordo, acrescentou a Basarnas.
O capitão da embarcação entrou em contato com a empresa responsável para relatar o incêndio enquanto a balsa seguia viagem de Surabaya, em Java Oriental, a Makassar, em Sulawesi do Sul, conforme comunicado pela Basarnas.
Após essa mensagem, o capitão não fez mais contato.
Uma operação de resgate maior estava a caminho do local, partindo de Surabaya, que fica a uma viagem de seis horas do local do acidente, de acordo com a Basarnas.
“De acordo com as primeiras informações no local, os passageiros aguardam o salvamento pelas embarcações que estão próximas do local do sinistro”, declarou Muhammad Masyhud, funcionário de alto escalão do Ministério dos Transportes.
“A segurança dos passageiros e da tripulação é nossa prioridade máxima. Estamos em constante coordenação com todas as partes envolvidas para assegurar que o processo de evacuação seja conduzido de forma rápida, segura e eficiente”, afirmou em nota oficial.
Acidentes em embarcações são comuns na Indonésia, um arquipélago com mais de 17 mil ilhas, devido em parte às normas de segurança pouco rigorosas e às condições meteorológicas instáveis.
No mês anterior, uma balsa transportando mais de 70 passageiros naufragou próximo a Selayar, uma pequena ilha ao sul da grande ilha de Sulawesi. Pelo menos quatro vítimas foram encontradas e 14 permaneciam desaparecidas ao término das buscas.
Mundo
Ataque com drones mata duas pessoas no sudoeste da Rússia
Um ataque com drones realizou um ataque fatal, resultando na morte de duas pessoas no sudoeste da Rússia, conforme reportado neste domingo (2) pelo governador da região de Saratov, localizada a 750 quilômetros da fronteira.
Roman Busargin, governador da região, declarou: “Em decorrência de um ataque de drones inimigos, duas pessoas perderam a vida. Expresso minhas condolências às famílias e aos entes queridos”.
O Ministério da Defesa da Rússia comunicou que interceptou 635 drones lançados contra mais de 10 regiões ao longo da noite.
Em retaliação aos continuados bombardeios russos sobre seu território, a Ucrânia aumentou os ataques dirigidos a áreas civis dentro da Rússia.
Recentemente, as operações ucranianas têm focado em locais como refinarias, depósitos de combustível, um depósito da grande empresa varejista Wildberries e embarcações de carga no mar.
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