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Carlos Bolsonaro questiona inclusão de Janja no inquérito das fake news

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O senador Carlos Bolsonaro, eleito por Santa Catarina, reagiu nesta quinta-feira (8) a um vídeo da primeira-dama Janja Lula da Silva, no qual ela afirma que Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, encerraria o programa Farmácia Popular se eleito. Nas redes sociais, o irmão do presidenciável solicitou que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue Janja.

“Alô STF oficial. Esta senhora, madrasta do Lulinha, não será incluída no inquérito das fake news ou está sendo beneficiada em nome da defesa da democracia?”, escreveu Carlos ao compartilhar uma publicação que contestava a declaração da primeira-dama.

No vídeo, divulgado durante a campanha do segundo turno, Janja afirma que “Flávio Bolsonaro vai acabar” com o Farmácia Popular, mencionando cortes nos recursos para programas sociais defendidos pelo candidato do PL.

Segundo o plano de governo apresentado por Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há menção direta ao benefício. A campanha do candidato negou a intenção de extinguir o programa e garantiu a continuidade da distribuição de medicamentos.

O investimento no programa Farmácia Popular sofreu redução durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na proposta orçamentária para 2023, enviada ao Congresso em 2022, os recursos previstos foram diminuídos em 59%, chegando a aproximadamente R$ 1 bilhão. Esse valor foi posteriormente ajustado durante a tramitação do orçamento.

Em dezembro de 2022, o programa também foi impactado por um bloqueio de R$ 194 milhões no orçamento do Ministério da Saúde.

O Farmácia Popular foi criado em 2004, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de subsidiar e distribuir gratuitamente medicamentos e insumos por meio de estabelecimentos credenciados.

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