Cultura
Cantora Maria Alcina, a imperatriz do fado no Brasil, morre aos 86 anos
Morreu na quarta-feira (28), no Rio de Janeiro, a cantora Maria Alcina Pinto da Costa Duarte, portuguesa de nascimento e reconhecida como uma das maiores expressões do fado fora de Portugal.
A notícia da morte foi divulgada pelo Clube Português de Niterói, que homenageou a artista como “portuguesa de nascimento e brasileira de coração”.
Maria Alcina viveu no Rio de Janeiro por mais de 70 anos e deixou um legado marcado pela intensa dedicação, emoção e respeito profundo pela música portuguesa.
Natural de Cetos, região do município de Castro Daire, em Portugal, ela imigrou para o Brasil em 1953, onde se tornou uma figura fundamental na divulgação do fado, sendo carinhosamente chamada de ‘Imperatriz do fado no Brasil’.
A cantora lançou quatro compactos e um álbum pela gravadora Som Livre. Em entrevista ao site Mundo Lusíada em 2006, Maria Alcina refletiu sobre sua trajetória no Brasil. Apesar das dificuldades para o estilo musical que escolheu, ela celebrou as oportunidades de se apresentar em programas televisivos, novelas e mini-séries, além de realizar turnês pelo Brasil e América do Sul.
Além da música, fundou o restaurante “A Desgarrada”, localizado em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, que se tornou um ponto de encontro para artistas, músicos e amantes da cultura portuguesa.
O velório será realizado na quinta-feira (29/01), das 10h às 14h, no Salão Nobre da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio. O sepultamento ocorrerá às 14h30 no Memorial do Carmo, situado no Caju, na Zona Portuária.
Cultura
Mário Hélio assume vaga na Academia Paraibana de Letras
O escritor e jornalista Mário Hélio assumiu na última sexta-feira (31) seu posto como membro da Academia Paraibana de Letras, marcando mais de quarenta anos dedicados à literatura, jornalismo cultural, história e antropologia. Ele agora ocupa a Cadeira nº 15, anteriormente de Francisco Pereira da Silva Júnior. A cerimônia foi no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa.
Eleito em abril, Mário Hélio ingressa na principal instituição literária da Paraíba após uma carreira de destaque nacional. Com grande parte de seu trabalho realizado em Pernambuco, mantém forte ligação com a cultura paraibana, tema central em seu recente livro “Mosaico Paraibano”, uma coletânea de ensaios sobre escritores, artistas e personalidades que ajudaram a formar a identidade cultural da Paraíba. Este livro foi lançado na própria Academia pouco antes de sua eleição, fortalecendo seus laços com a instituição.
Trajetória
Nascido em 1965 em Sapé, na Zona da Mata paraibana, Mário Hélio iniciou sua carreira literária cedo. Com menos de 20 anos, ganhou o Prêmio Literário Cidade do Recife de poesia, que resultou na publicação de seu primeiro livro, Livrório/Opus Zero, em 1995. Desde então, sua obra abrange poesia, ensaio, crítica literária e de arte, biografia, história cultural e antropologia.
Formado em Comunicação Social, mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em Antropologia pela Universidade de Salamanca, Mário Hélio também atua como professor, pesquisador e editor, dedicando-se especialmente às relações entre literatura, memória, religiosidade e cultura popular.
Na imprensa cultural, é uma referência importante, tendo colaborado na criação e fortalecimento de publicações renomadas como as revistas Massangana, Continente e Pernambuco, reconhecidas pela qualidade editorial e cobertura cultural.
Desempenhou cargos na administração pública cultural, incluindo diretor de Cultura da Fundaj e atualmente é superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Cepe, que lidera políticas públicas de edição e difusão do livro no Nordeste.
Seu trabalho intelectual inclui dezenas de publicações que transitam entre história e literatura. Obras de destaque incluem O Recife melhor do que Paris, um poema-retrato do Recife dos anos 80/90; Brasil Profundo, Espanha Negra, pesquisa sobre manifestações religiosas; Cícero Dias – Uma vida pela pintura; e A História Íntima de Gilberto Freyre, estudo profundo sobre o sociólogo.
Inclui também estudos sobre escritores como João Cabral de Melo Neto, entre outros artistas e intelectuais brasileiros, sempre com rigor documental e linguagem acessível, sendo um divulgador importante da história cultural brasileira. Participa de instituições nacionais e internacionais dedicadas à literatura, pesquisa e memória cultural.
Em 2023, foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras, tornando-se um dos poucos escritores a integrar simultaneamente academias literárias de estados diferentes.
A eleição e posse foram vistas como reconhecimento de uma carreira multifacetada. Recebido pelo acadêmico Francisco de Sales Gaudêncio, da Cadeira nº 18 da APL, Mário Hélio representa a ligação entre tradições literárias da Paraíba e Pernambuco, que ao longo do século XX compartilharam projetos, revistas e movimentos culturais que construíram o Nordeste como polo intelectual nacional.
Discursos na Cerimônia
Durante a cerimônia, os discursos enfatizaram a literatura como meio de preservar e construir memória. No discurso de acolhida, Sales Gaudêncio destacou a trajetória de Mário Hélio que transcende a literatura, envolvendo pesquisa, jornalismo e preservação cultural.
Enfatizou o retorno do novo membro à Paraíba como um reencontro com suas raízes e a importância da Academia Paraibana de Letras: “Entrar nesta Casa é receber uma herança e assumir um compromisso. Cada cadeira conta uma história, cada patrono representa uma tradição e cada acadêmico integra uma comunidade que vai além do presente. Aqui convivem vivos e mortos; os escritores e aqueles que deixaram de escrever, mas continuam falando por meio de suas obras.”
Mário Hélio, por sua vez, desviou o foco da homenagem pessoal para uma reflexão sobre o tempo, símbolos e a responsabilidade coletiva ao entrar na academia: “Ao ser eleito, o novo integrante deve aceitar as responsabilidades em prol do coletivo. Sem isso, ingressar numa academia seria apenas uma confirmação de egos.”
Cultura
Roberto Carvalho, viúvo de Rita Lee, aparece com Lilibeth Monteiro, ex de Collor
Roberto de Carvalho, viúvo da renomada cantora Rita Lee, compartilhou uma nova imagem ao lado de Lilibeth Monteiro. Recentemente, ambos participaram de uma celebração organizada por Lucinha Araújo, conhecida socialite e mãe do cantor Cazuza. A festa teve lugar no Palácio da Cidade, localizado no Rio de Janeiro, na noite do último sábado.
Embora ainda não tenham confirmado oficialmente qualquer relacionamento amoroso, diversas fotos, comentários e interações recentes em suas redes sociais despertaram suposições sobre um possível romance entre eles.
Em uma das publicações de Roberto, feitas há cerca de um mês, que mostrava um encontro em Paris, Lilibeth comentou de maneira carinhosa: “está muito gato”, fortalecendo ainda mais os rumores.
Se vier a ser oficializado, esse seria o primeiro relacionamento confirmado por Roberto de Carvalho desde o falecimento de Rita Lee, ocorrido em 2023.
Quem é Lilibeth Monteiro
Lilibeth Monteiro atua como vice-presidente do grupo Monteiro Aranha e tem um histórico de casamentos relevantes. Ela foi esposa do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello entre 1975 e o início da década de 1980, antes dele assumir o cargo presidencial em 1990.
Além disso, Lilibeth contraiu matrimônio com o banqueiro Aldo Floris, o cineasta Euclydes Marinho e o modelo Walter Rosa.
Cultura
Viviane Batidão cancela show após acidente de lancha no Pará
Viviane Batidão decidiu cancelar o espetáculo que realizaria na cidade de Curuçá, no Pará, neste domingo, dia 2, após sofrer um incidente com a lancha que transportava sua equipe. Conforme comunicado divulgado nas redes sociais da artista, “toda a equipe já está segura e retornando para suas casas”.
Conhecida como a “Rainha do Tecnomelody”, Viviane Batidão possui mais de vinte anos de trajetória profissional e é uma das principais figuras na divulgação do ritmo paraense em todo o Brasil.
O acidente aconteceu durante o trajeto entre Oeiras do Pará e Cametá. “Todos os passageiros estão conscientes e fora de perigo. Alguns membros tiveram ferimentos leves e luxações, e receberam atendimento imediato”, diz o comunicado, que também confirma o cancelamento oficial do show em Curuçá. “Estamos esperançoso pela recuperação de todos e logo estaremos novamente nos palcos”, conclui o texto, assinado por Viviane Batidão e sua equipe.
Não há detalhes específicos sobre se a cantora sofreu algum ferimento, nem informações sobre possíveis novos cancelamentos até o momento.
Viviane Batidão compartilhou alguns vídeos após o acidente em seus stories no Instagram, mostrando um tronco derrubado pela embarcação e a visão distante da lancha onde estavam.
De acordo com a cantora, vencedora do prêmio Multishow 2024 na categoria “Brasil”, a embarcação saiu de sua rota e atingiu árvores. A equipe contou com o apoio da prefeitura local e dos profissionais de saúde da região.
-
Cidades2 semanas atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Brasil8 meses atrásPrincipais mudanças no licenciamento ambiental aprovadas pelo Congresso
-
Brasil8 meses atrásAnvisa recolhe lava-roupas líquido Ypê por contaminação
-
Brasil8 meses atrásContador revela casos de fraudes ligadas ao INSS na CPMI
-
Mundo8 meses atrásChina executa ex-banqueiro por aceitar subornos de US$ 156 milhões
-
Economia7 meses atrásNovo salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de janeiro
-
Brasil8 meses atrásZanin permite julgamento de ação contra deputados do PL por corrupção
-
Destaque8 meses atrásApoio de Rodrigo Pinheiro a Humberto Costa e deputada do MST causa reação entre aliados e bolsonaristas em Caruaru
