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Caiado condena conflito político e religioso após boato com Flávio e Nossa Senhora

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O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), manifestou neste domingo, 27, desaprovação ao que chamou de “conflito político e religioso” na etapa final da campanha eleitoral, ressaltando que as disputas eleitorais não devem adentrar a esfera da fé.

Essa declaração foi realizada após participação em missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, em Goiânia.

A crítica aconteceu em meio à circulação de informações falsas que relacionavam Flávio Bolsonaro (PL) a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O candidato do PL desmentiu qualquer envolvimento com tal iniciativa. Caiado optou por realizar sua agenda de campanha em uma paróquia dedicada a Nossa Senhora.

“Sou católico praticante e afilhado de Nossa Senhora das Graças. Aprendi que é na fé que enfrentamos nossos maiores desafios”, declarou Caiado após a cerimônia.

Segundo ele, a campanha entrou em um clima de intolerância que precisa ser moderado.

“É fundamental respeitar todas as religiões, pois cada pessoa tem seu direito de crença. Não devemos causar politização do processo nem promover confrontos”, acrescentou.

Caiado enfatizou que o Estado deve assegurar a liberdade religiosa de todos, independentemente de suas crenças.

“Repudio veementemente qualquer tentativa de restringir a liberdade religiosa de qualquer indivíduo”, afirmou.

Para o candidato, o ambiente político ultrapassou o limite do debate saudável, sendo dominado pelo ódio em parte da sociedade, afetando o equilíbrio da campanha e a convivência social.

Ele aproveitou a celebração para pedir a Deus pela redução das tensões nestes últimos dias.

“Rogo para que Deus conforte os corações daqueles que vivem este momento difícil de hostilidade”, disse. “É triste ver o ódio tomando conta de muitos brasileiros e guiando o país para um confronto político e religioso.”

A controvérsia aumentou após uma declaração em programa da GloboNews mencionar um movimento evangélico para alterar o título de padroeira da santa, informação que circulou associada a Flávio Bolsonaro. A emissora depois se desculpou, esclarecendo que projeto similar foi arquivado em 2008.

Essa discussão ganhou repercussão nas redes sociais na reta final do pleito, com elevado volume de publicações e interações sobre o tema.

No sábado, 26, Caiado expressou sua indignação nas redes sociais, afirmando que, como católico e devoto de Nossa Senhora das Graças, lhe incomodava ver tentativas de apagar Nossa Senhora Aparecida da história do país, assegurando que ninguém retirará a santa do coração do povo brasileiro.

Críticas ao governo Lula sobre proibição das bets

Na mesma ocasião, Caiado criticou o governo Lula por proibir as apostas eletrônicas, classificando a medida como oportunista.

Ele declarou que, se eleito, pretende regulamentar com mais rigor o setor, utilizando ações educativas, restringindo publicidade e atentando aos impactos na saúde pública, sem proibição total.

Caiado destacou sua oposição a jogos de azar e lembrou que não autorizou loterias em Goiás durante sua gestão como governador.

Sobre a campanha, ressaltou que o país vive um momento de profunda divisão e rejeição de candidatos, o que, segundo ele, não contribui para a construção de um país melhor.

No último dia 25, o presidente Lula assinou uma medida provisória que proíbe as apostas eletrônicas no Brasil e lançou o programa Desenrola Brasil 3.0.

Neste domingo, Caiado também criticou publicamente o programa, acusando o governo de agir desesperadamente.

“Trata-se de uma falsa promessa destinada a enganar quem enfrenta dificuldades financeiras. Essa política prejudica o país e quem mais sofre é o trabalhador”, afirmou.

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