Economia
Brasil registra deflação pelo segundo mês seguido por queda de demanda
Queda de 0,38% no IPCA de maio traz o maior tombo mensal desde agosto de 1998; preço dos combustíveis caiu 4,56% em maio, mas alimentos seguiram em alta

Com menos gente saindo na rua, a demanda por combustível caiu e ajudou a puxar o IPCA para baixo Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A paralisia da economia com a queda da demanda como consequência do novo coronavírus fez o Brasil registrar deflação em maio, assim como aconteceu no mês anterior. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 10, a queda de 0,38% é a maior deflação mensal em 22 anos para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país). O comportamento descendente da inflação neste mês foi puxado, principalmente, pela retração nos preços dos combustíveis, que assim como em abril registrou queda.
A deflação acontece quando os preços de produtos e serviços caem em um determinado período. É um movimento contrário ao da inflação, quando os preços sobem. Uma das principais causas da deflação prolongada é a economia em crise, quando os consumidores compram menos e forçam as empresas a reduzirem preços. O comportamento de inflação baixa foi uma das razões que fizeram com que o Comitê de Política Monetária (Copom) fizesse um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, como forma de estímulo monetário. O corte de 0,75 ponto porcentual. A próxima reunião do comitê está marcada terça e quarta-feira da próxima semana. No acumulado deste ano, o IPCA registra recuo de 0,16%, e, em 12 meses, a variação foi de 1,88, bem abaixo da meta de inflação deste ano, de 4%.
No resultado do IPCA de maio, o maior impacto negativo do índice nesse mês veio do grupo Transportes (-1,9%), puxado principalmente pela queda no preço dos combustíveis (-4,56%). O setor é o que mais pesa no bolso do consumidor brasileiro. A queda nos preços do combustível associada a menor mobilidade devido a medidas de distanciamento social influenciam os preços para baixo. “A gasolina é o principal subitem em termos de peso dentro do IPCA e, caindo 4,35%, acabou puxando o resultado dos transportes para baixo, assim como as passagens aéreas, que tiveram uma queda de 27,14% e foram a segunda maior contribuição negativa no IPCA de maio”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.
Outros grupos que tiveram deflação em maio foram o de vestuário (-0,58%) e habitação (-0,25%). Em relação ao vestuário, o IPCA registrou queda nas roupas femininas (-0,88%), nos calçados e acessórios (-0,74%), nas roupas masculinas (-0,55%) e nas roupas infantis (-0,29%). Na habitação, a maior contribuição negativa veio da energia elétrica, que recuou 0,58%. No dia 26 de maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que irá manter a bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional na conta de luz, até o fim do ano.
O maior crescimento no índice do mês veio do grupo Artigos de residência (0,58%), puxado pela alta dos artigos de TV, som e informática (4,57%). “Esse aumento pode ter relação com o dólar, com o efeito pass-through, quando a mudança no câmbio impacta os preços na economia. E artigos eletrônicos normalmente são mais afetados porque têm muito componentes importados. Então a desvalorização do real acaba impactando o preço desses produtos também”, analisa o gerente. Em maio, os preços dos eletrodomésticos e equipamentos aumentaram 1,98%, enquanto os de mobiliário caíram 3,17%.
Já o grupo Alimentação e bebidas (0,24%) desacelerou em relação a abril, quando cresceu 1,79%,. Os preços de alguns itens como cenoura (-14,95%) e as frutas (-2,1%), que haviam subido em abril, recuaram em maio. Com isso, contribuíram para que a alimentação no domicílio passasse de 2,24% para 0,33%. A alimentação fora do domicílio também desacelerou de abril (0,76%) para maio (0,04%). “É normal que os alimentos tenham uma alta no início do ano, especialmente nos primeiros três meses, por conta das questões climáticas que prejudicam as lavouras. Com isso a gente tem uma alta específica em alguns alimentos. E outros, já agora em maio, se comportam de forma diferente. Com a melhora das condições climáticas, eles começam a ter uma reposição nos mercados e, com isso, uma queda no preço”, explica Kislanov. Após quatro meses consecutivos de queda, as carnes subiram 0,05%. Os preços da cebola (30,08%), da batata-inglesa (16,39%) e do feijão-carioca (8,66%) também tiveram aumento.
Coleta por telefone
Por causa do quadro de emergência de saúde pública causado pela Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de abril a 28 de maio de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de março a 29 de abril de 2020 (base).
Economia
Mega-Sena chega a prêmio de R$ 135 milhões; veja os números sorteados
Nenhum participante acertou as seis dezenas do Concurso 3.039 da Mega-Sena, que ocorreu neste domingo (2), no Espaço da Sorte, em São Paulo. O valor do prêmio acumulou e agora está estimado em R$ 135 milhões para o próximo sorteio.
Os números sorteados foram: 14 – 16 – 21 – 39 – 53 – 58.
- 86 bilhetes acertaram cinco números e vão receber R$ 45.932,28 cada;
- 6.332 apostas acertaram quatro números e irão ganhar R$ 1.028,31 cada.
Os jogos puderam ser feitos até as 22h do sábado (1º) em todas as casas lotéricas do país, no portal Loterias Caixa e pelo aplicativo Loterias Caixa, disponível para os sistemas Android e iOS. A compra de cotas de bolões pelas plataformas digitais teve um prazo estendido, ficando disponível até as 10h45 deste domingo, pouco antes do sorteio ser realizado.
O próximo sorteio está marcado para terça-feira (4). A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.
Economia
Política precisa ser coerente, diz Pedro Freitas
O prefeito de Aliança e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Pedro Freitas (PP), destacou a importância da coerência na atuação política. Ele comentou a possibilidade de que o grupo Coelho deixe a base da governadora Raquel Lyra (PSD), após Miguel Coelho (UB) não ser escolhido como candidato ao Senado.
Ao chegar ao Marco Zero para a convenção do PSD de Pernambuco, onde aguardava a governadora Raquel Lyra, o prefeito citou o exemplo do prefeito de Ferreiros, que saiu do PSB para o PSD.
“É fundamental haver coerência na política. Cada gestor, cada grupo político e cada região devem analisar o que foi realizado nos últimos quatro anos, quais avanços ocorreram. Eu sempre menciono o caso de Ferreiros, na Mata Norte. Zé Roberto, então prefeito eleito pelo PSB, viu sua cidade receber investimentos significativos e crescer sob a gestão de Raquel Lyra. Essa adesão natural da população é reflexo do progresso na sua localidade.
Portanto, a coerência política deve prevalecer. É essencial estar alinhado com quem entrega resultados, trabalha e se dedica ao desenvolvimento de Pernambuco.”
Economia
Convenção do Psd No Bairro Do Recife Começa A Reunir Pessoas Pela Reeleição De Raquel Lyra
O partido PSD em Pernambuco está promovendo uma convenção neste domingo, dia 2, para confirmar a pré-candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD). Militantes, apoiadores e pré-candidatos de várias partes do estado estão se reunindo no Parador, localizado no bairro do Recife, esperando a chegada da governadora para o evento.
Caravanas vindas de diversos locais do estado participam do encontro, que também irá lançar uma lista de candidatos para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Para o Senado, as pré-candidaturas dos deputados Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) serão apresentadas.
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