Notícias
Brasil elege Congresso com maioria conservadora e possível anistia para Jair Bolsonaro
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputarão a Presidência em um segundo turno. Entretanto, outro confronto decisivo ocorreu neste domingo: as eleições definiram um Congresso com maioria conservadora, inclinado a aprovar uma anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso por tentativa de golpe de Estado.
O Partido Liberal, comandado por Flávio Bolsonaro, conquistou 19 das 54 vagas em disputa no Senado, tornando-se a principal força da casa, ainda que sem a maioria absoluta dos 81 senadores.
Na Câmara dos Deputados, o PL também liderou, obtendo ao menos 85 das 513 cadeiras.
Esta composição política pode facilitar a aprovação de uma anistia, promessa de Flávio Bolsonaro, que poderia beneficiar seu pai, preso domiciliarmente após ser condenado a mais de 27 anos por tentativa de golpe contra Lula em 2022.
A medida também beneficiaria centenas de manifestantes condenados pela invasão dos Três Poderes em Brasília, ocorrida em janeiro de 2023, considerada parte da mesma ação golpista pela Justiça.
“Libertaremos os presos políticos do dia 8 de janeiro”, declarou à AFP Lúcia Barros, uma empresária aposentada de 72 anos, durante evento de campanha em Brasília.
O clã Bolsonaro saiu fortalecido, com a esposa Michelle e o segundo filho Carlos eleitos ao Senado pelo Distrito Federal e Santa Catarina, respectivamente. O filho mais novo, Jair Renan Bolsonaro, foi eleito deputado federal por Santa Catarina.
Enquanto isso, candidatos apoiados por Lula para o Senado, como as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), foram derrotados em São Paulo por candidatos alinhados a Bolsonaro.
Revanche no Supremo?
Há diversos pedidos para afastar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que conduz o processo contra Bolsonaro, tramitando no Senado. Atualmente, tais iniciativas são barradas pela presidência da Câmara Alta, porém um novo presidente será eleito em fevereiro no Senado renovado.
Para destituir um ministro, são necessários 54 dos 81 votos. Com cerca de 50 senadores conservadores, essa coalizão está próxima desse número.
Flávio Bolsonaro defende o impeachment de Moraes.
Além disso, o Senado aprova ou rejeita as indicações presidenciais para o STF; o vencedor do segundo turno poderá escolher quatro dos 11 ministros.
São Paulo e Rio seguem à direita
Em São Paulo, o governador de direita Tarcísio de Freitas (Republicanos) garantiu a reeleição no primeiro turno com 62% dos votos, derrotando pela segunda vez Fernando Haddad (36%), ex-ministro de Lula.
No Rio de Janeiro, o atual cenário também desfavorece Lula. Seu candidato ao governo, Eduardo Paes (PSD), recebeu 42% dos votos, ficando atrás do bolsonarista Douglas Ruas (PL), que obteve 49% e é favorito para o segundo turno em 25 de outubro.
Notícias
Infecções urinárias frequentes: como tratar e evitar
Infecções urinárias frequentes são um problema comum, especialmente entre as mulheres, e podem ser causadas por fatores como longos períodos sem urinar ou higiene inadequada na região genital.
Essa condição é geralmente provocada por uma inflamação causada por bactérias. Para ser considerada recorrente, a infecção deve acontecer ao menos duas vezes em seis meses ou três vezes em um ano.
De acordo com o urologista Dimas Antunes, do Hospital Jayme da Fonte, vários fatores podem contribuir para essas infecções, desde hábitos inadequados como a baixa ingestão de água e não esvaziar completamente a bexiga, até problemas de saúde como diabetes, cálculos renais e disfunções urinárias.
O especialista explica que o maior número de casos nas mulheres ocorre por causa da anatomia: a uretra feminina é mais curta, facilitando a chegada das bactérias à bexiga. Além disso, muitas mulheres adotam comportamentos que acabam retendo a urina por não quererem urinar fora de casa.
Tratamento
O início do tratamento envolve o uso de antibióticos para combater a infecção. Segundo Dimas Antunes, o importante é aproveitar o intervalo entre as infecções para investigar as causas subjacentes, a fim de tratá-las adequadamente.
Isso pode incluir o controle do diabetes, a eliminação de pedras nos rins ou a correção de outros problemas que estejam facilitando as infecções. O objetivo é atuar nas causas para reduzir a frequência das infecções.
Prevenção
Para evitar as infecções urinárias recorrentes, Dimas Antunes recomenda medidas simples, como aumentar o consumo de água e esvaziar a bexiga regularmente e completamente.
Também é importante evitar práticas que possam facilitar a proliferação bacteriana, como o uso de duchas higiênicas na região íntima feminina, que podem empurrar as bactérias para a bexiga.
Quando as recorrências acontecem, o ideal é procurar um especialista para identificar as causas e orientar o melhor tratamento possível.
O Hospital Jayme da Fonte, um dos mais modernos complexos de saúde da região, oferece atendimento especializado, com infraestrutura completa para exames e internação, e acesso facilitado por agendamento digital ou telefônico.
Notícias
Nordeste elege oito governadores no primeiro turno; apenas um estado terá segundo turno
A região Nordeste do Brasil elegeu oito governadores já no primeiro turno das eleições realizadas neste domingo (4). Apenas o estado do Rio Grande do Norte terá um segundo turno, a ser disputado entre os candidatos Allysson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT).
Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) foi reeleita com 53,27% dos votos válidos. Atual governadora, Raquel Lyra já atuou como deputada estadual e prefeita de Caruaru por duas gestões. Em 2022, tornou-se a primeira mulher a governar o estado.
Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) também foi mantido no cargo, alcançando 55,80% dos votos. Engenheiro agrônomo e professor universitário, Jerônimo Rodrigues ocupou cargos como secretário estadual de Desenvolvimento Rural e Educação, além de secretário nacional do Desenvolvimento Territorial.
No Ceará, a reeleição atingiu Elmano de Freitas (PT), que obteve 53,19% dos votos. Formado em Direito, Elmano de Freitas já foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual, concorrendo também à prefeitura da capital em 2012. Ele foi eleito governador em 2022.
No Maranhão, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PDT), foi eleito com 54,02% dos votos. Eduardo Braide comandou a capital maranhense por dois mandatos consecutivos (2020 e 2024). Antes disso, atuou como deputado estadual e deputado federal, deixando a prefeitura em 2026 para concorrer ao governo do estado.
Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito com 64,30% dos votos. Atual governador desde abril de 2026, quando assumiu após a renúncia de João Azevêdo, Lucas Ribeiro foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande, além de vice-governador.
No Piauí, Rafael Fonteles (PT) conquistou a reeleição com 70,90% dos votos. Bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Fonteles é professor e presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) entre 2019 e 2021.
Em Alagoas, o ex-prefeito de Maceió, JHC, foi eleito governador com 52,20% dos votos válidos, superando Renan Filho (MDB). Antes de ser prefeito, João Henrique Caldas, conhecido como JHC, exerceu mandatos como deputado estadual e federal, renunciando à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo.
Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PDT) foi reeleito, atingindo 59,21% dos votos. Iniciou sua carreira política em 2008 como vereador de Aracaju e também atuou como secretário municipal e estadual. Foi deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018.
Em âmbito nacional, a eleição para governador foi definida no primeiro turno em 20 Estados, onde os candidatos conseguiram mais de 50% dos votos válidos, sem considerar brancos e nulos, garantindo a vitória direta.
Dentre os governadores eleitos neste domingo (4), oito são do Nordeste, quatro da região Norte, três do Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.
Notícias
PL elegerá 121 deputados e terá maior bancada na Câmara desde 1990
O PL está prestes a eleger 121 deputados federais, garantindo a maior bancada na Câmara dos Deputados desde 1990, ano em que o MDB conquistou 108 assentos. Esse avanço reforça consideravelmente a presença bolsonarista no Congresso Nacional. A bancada foi impulsionada por parlamentares como Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, e Lucas Pavanato, de São Paulo, que alcançaram números recordes de votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não concluiu a divulgação dos dados finais de Minas Gerais e São Paulo, mas as projeções da bancada foram feitas pela própria Câmara com base nos resultados apurados até o momento.
O desempenho do PL é uma das maiores conquistas partidárias das últimas décadas. Após o expressivo número de 260 deputados eleitos pelo MDB em 1986, as maiores bancadas registradas foram do mesmo partido em 1990 e 1994, com 108 e 107 deputados, respectivamente. Em 1998, durante a reeleição de Fernando Henrique, o então PFL, aliado do presidente, elegeu 105 congressistas.
Nikolas Ferreira quase triplicou sua votação em relação à eleição anterior, superando 3,1 milhões de votos, o que representa o melhor resultado da história, ultrapassando o recorde de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de 2018. Sua atuação parlamentar é notória especialmente em temas relacionados a costumes e pautas conservadoras, e o deputado já enfrentou processos judiciais por acusações de transfobia.
A expressiva votação de Nikolas contribuiu para que o PL elegesse 21 deputados em Minas Gerais, cerca de 40% das cadeiras destinadas ao estado, que possui 53 deputados.
Na sequência, o segundo candidato mais votado nacionalmente foi Lucas Pavanato (PL), de São Paulo, que recebeu pouco mais de três milhões de votos. Sua trajetória política é marcada por posições conservadoras em temas de costumes, incluindo a defesa da proibição de mulheres trans em banheiros femininos e a promoção de investigações parlamentares contra grupos ligados a moradia.
Vindo de uma família evangélica pentecostal, com seus primeiros discursos realizados na Assembleia de Deus, Pavanato iniciou sua carreira política pelo Movimento Brasil Livre (MBL), mas posteriormente rompeu com a organização para se alinhar com o bolsonarismo.
A segunda maior bancada deverá ser da federação formada por PT, PCdoB e PV, que elegerá 82 deputados.
-
Cidades3 meses atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Cultura2 meses atrásLista dos Vencedores do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026
-
Brasil8 meses atrásHinge busca crescer no Brasil focando em relacionamentos sérios
-
Cultura2 meses atrásVírus Carinhoso Lança Novo Álbum Inspirado na Memória e Ancestralidade
-
Notícias2 semanas atrásRaquel considera inviável proposta de João para vender aviões e financiar isenção do IPVA de motos
-
Destaque2 meses atrásPolícia apreende mais de 50 kg de drogas em casa usada pelo tráfico em Petrolina
-
Economia8 meses atrásPetrobras corta preço da gasolina e pode aliviar inflação no curto prazo
-
Cultura2 meses atrásAriana Grande explica pausadamente sua pausa na carreira
