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Brasil critica cancelamento de visto da embaixadora pelos EUA
O governo Lula emitiu uma nota nesta terça-feira expressando seu descontentamento com a decisão do Departamento de Estado dos EUA de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
Segundo o Palácio do Planalto, as razões apresentadas pelos EUA são infundadas.
O Departamento de Estado justificou a medida como uma resposta à demora do Brasil em autorizar formalmente, através do agrément diplomático, a nomeação de Daniel Perez como representante dos EUA em Brasília.
O Palácio do Planalto esclareceu que o agrément é um processo confidencial, e o nome do candidato só deveria ser tornado público após a aprovação oficial, conforme o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.
Além disso, destacou que os EUA divulgaram publicamente o nome do indicado antes mesmo de solicitar formalmente o agrément ao Brasil.
O governo brasileiro segue rigorosamente as normas do direito internacional e não existe prazo estipulado pela Convenção de Viena para a aprovação do agrément, que ainda está em análise no Brasil.
Conforme informou o Palácio do Planalto, essa atitude americana não é um caso isolado e faz parte de uma série de ações hostis motivadas por diferenças ideológicas, que buscam interferir nas relações bilaterais e também na eleição presidencial brasileira.
Recusa de vistos americanos
Essa decisão ocorreu dias após o Itamaraty negar vistos para dois diplomatas do Departamento de Estado dos EUA, cuja missão, segundo o jornal The Washington Post, seria questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
O governo brasileiro declarou que esses diplomatas planejavam desestabilizar o processo político do país com tentativas inaceitáveis de interferência.
Sanções individuais a autoridades brasileiras que incluem o cancelamento de vistos para os EUA permanecem vigentes, baseadas em alegações de perseguição política contra o ex-presidente Bolsonaro.
O governo ressaltou seus esforços para resolver tais divergências, inclusive destacando que o próprio presidente Lula, durante visita a Washington em maio, pediu formalmente ao então presidente Trump o fim dessas sanções.
Por fim, a nota reafirma o compromisso do Brasil com soluções pacíficas, defendendo o diálogo e a negociação como bases de suas relações internacionais, rejeitando a postura de confronto.