Economia
Bilionário das criptomoedas faz doação bilionária a partido do Reino Unido
O Reform UK, partido liderado por Nigel Farage, recebeu uma doação de £ 36 milhões — aproximadamente R$ 249,6 milhões — do bilionário britânico das criptomoedas Ben Delo. Segundo a BBC, trata-se da maior contribuição individual já destinada a um partido político no Reino Unido.
O valor em reais considera a libra cotada em cerca de R$ 6,93. A taxa pode oscilar durante o dia e não inclui impostos ou taxas de câmbio.
Ben Delo, cofundador da plataforma de negociação de criptomoedas BitMEX, disse que optou por apoiar o Reform UK para garantir uma competição justa no cenário político do país. Nigel Farage afirmou estar honrado e agradecido pelo suporte.
Inicialmente, o empresário pretendia doar £ 1 milhão (por volta de R$ 6,9 milhões) mensalmente até 2029, quando o governo trabalhista deve convocar a próxima eleição geral. Porém, temendo novas limitações para grandes doações políticas, entregou o valor total antecipadamente.
“Ao contrário de quem demonstra uma preocupação falsa pela saúde da nossa democracia, enquanto trabalha para mantê-la dominada por poucos, eu quero uma disputa justa e condições iguais”, escreveu Ben Delo em artigo na revista britânica The Daily Telegraph.
Atualmente, não há restrições para quantias doadas por residentes no Reino Unido a partidos políticos. No entanto, o governo trabalhista propôs um limite de £ 100 mil (aproximadamente R$ 693 mil) para contribuições feitas por cidadãos britânicos que vivem fora do país ou recentemente retornaram.
Nascido em Sheffield, Ben Delo mora em Hong Kong e declarou anteriormente que retornaria ao Reino Unido para continuar financiando o partido de Nigel Farage. Antes dessa última doação, ele já havia repassado £ 4 milhões (cerca de R$ 27,7 milhões) ao Reform UK.
Ben Delo foi um dos fundadores da BitMEX, uma das maiores plataformas globais para comércio de derivativos em criptomoedas. Em 2022, nos Estados Unidos, ele admitiu violar regras para combater a lavagem de dinheiro.
O empresário reconheceu que a plataforma não adotou um programa eficiente de prevenção contra crimes financeiros. No ano anterior, recebeu um perdão total do presidente americano Donald Trump.