Notícias
Beber líquidos muito quentes pode aumentar o risco de câncer no esôfago
Você costuma tomar chá ou café bem quente? Talvez seja o momento de reconsiderar essa prática. Uma pesquisa recente da Universidade de Oxford indica que ingerir bebidas em temperaturas ‘muito altas’ ou ‘altas’ pode elevar a chance de desenvolver câncer no esôfago.
Os cientistas estudaram informações de aproximadamente 980 mil adultos do Reino Unido, usando dados do UK Biobank e do Million Women Study. Os participantes informavam se suas bebidas eram consumidas ‘muito quentes’, ‘quentes’ ou ‘mornas’. Depois, os pesquisadores monitoraram a saúde dessas pessoas por mais de uma década para detectar a possibilidade de câncer.
Os resultados mostraram que, em comparação com quem bebia bebidas mornas, aqueles que preferiam bebidas quentes tinham quase duas vezes mais risco de carcinoma de células escamosas no esôfago, enquanto os que tomavam bebidas muito quentes tinham o risco triplicado.
Keren Papier, pesquisadora-chefe e epidemiologista nutricional da Oxford Population Health, declarou: ‘Este é o maior estudo feito até hoje no Reino Unido sobre esse tema, onde muito se consome chá e café diariamente. Ele reforça as evidências de que ingerir líquidos em temperaturas muito altas pode aumentar o risco de este tipo de câncer.’
É fundamental destacar que o estudo não vinculou o risco ao consumo de chá ou café em si, mas sim à temperatura das bebidas.
Embora não tenham sido medidas as temperaturas exatas das bebidas devido ao tamanho e duração do estudo, outras pesquisas indicam que ingerir líquidos acima de 65°C é provavelmente prejudicial à saúde, conforme classificado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC).
Ainda não se sabe exatamente de que modo as bebidas muito quentes influenciam o aumento do risco de câncer no esôfago, mas acredita-se que possam causar ferimentos na mucosa do órgão, aumentando a susceptibilidade ao desenvolvimento da doença com o passar do tempo.
Cidades
Professor Lupércio visita moradores em Sapucaia
O Professor Lupércio, candidato a deputado estadual pelo PSD, esteve em Sapucaia nesta segunda-feira (14/09) realizando um atendimento porta a porta com os habitantes da região. Durante a visita, o ex-prefeito de Olinda dialogou com a comunidade, relembrando as mais de 90 ruas que foram asfaltadas em Sapucaia e também no bairro de Aguazinha durante seu mandato. Lupércio recebeu uma recepção calorosa dos moradores, que reconheceram e apoiaram o trabalho realizado na localidade.
Economia
Limite de crédito para estados e municípios cresce em 2026
Em 2026, estados, o Distrito Federal e municípios terão a possibilidade de contratar mais operações de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em uma reunião extraordinária, um aumento de R$ 2 bilhões no limite total anual de crédito autorizado, elevando-o de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.
Esse aumento possibilita mais espaço para que governos estaduais e municipais realizem empréstimos visando financiar projetos e investimentos, sempre respeitando as normas fiscais vigentes para 2026. As operações podem contar ou não com a garantia da União.
O incremento não representa aumento de despesa federal, pois foi obtido por meio de um levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional, que avaliou a situação fiscal dos entes que participam de programas de ajuste fiscal.
Foi identificado um espaço fiscal de aproximadamente R$ 7,87 bilhões que não estava previsto para uso até o final de 2026, composto por:
- R$ 3 bilhões que já haviam sido remanejados anteriormente;
- R$ 4,87 bilhões disponíveis;
- Desse montante, R$ 2 bilhões foram alocados para os novos limites de crédito.
Segundo o CMN, a realocação era necessária devido à proximidade do esgotamento dos limites de crédito dos governos subnacionais.
Novos limites estabelecidos
A resolução do CMN eleva dois sublimites, que são partes específicas do limite total destinadas a tipos determinados de operação:
- Com garantia da União: de R$ 7 bilhões para R$ 8,5 bilhões;
- Sem garantia da União: de R$ 6 bilhões para R$ 6,5 bilhões.
Dessa forma, os dois grupos passam a contar com R$ 15 bilhões em limites de crédito para estados, Distrito Federal e municípios.
A garantia da União significa que o governo federal assume determinadas responsabilidades caso a entidade pública não cumpra com a dívida, reduzindo o risco da operação e facilitando a obtenção do crédito.
Outros limites permanecem
A decisão do CMN não modifica os demais sublimites já estabelecidos, que continuam com os seguintes valores:
- Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$ 2,8 bilhões com garantia da União e R$ 2,2 bilhões sem garantia;
- Correios: R$ 8 bilhões;
- Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.
A resolução passou a valer a partir da data de sua publicação.
O papel do CMN
O Conselho Monetário Nacional é o órgão encarregado de definir diretrizes gerais para as políticas monetária, creditícia e cambial do país.
Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o conselho é composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Brasil
Ibge vai acionar PF e Agu por notícias falsas sobre pesquisa de saúde
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comunicou na última segunda-feira (14) que vai solicitar apoio à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar a propagação de notícias falsas na internet relacionadas à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026).
O IBGE detectou uma campanha de desinformação nas redes sociais que sugere, incorretamente, que a pesquisa visa criar um “banco de DNA estatal”, informação que o instituto refuta veementemente.
Em comunicado oficial, o órgão esclareceu que a coleta de sangue e urina na pesquisa é feita exclusivamente para fins científicos e que os materiais serão descartados após os exames. O estudo analisa aspectos como os níveis de glicose, colesterol e creatinina da população.
Nos últimos dias, o IBGE destacou que a circulação dessas informações falsas tem prejudicado a realização da pesquisa em todo o território nacional, o que justificou a tomada das medidas legais para identificação dos responsáveis.
Sobre a pesquisa
O instituto explicou que a pesquisa é feita em parceria com o Ministério da Saúde e busca fornecer dados que auxiliem no planejamento de ações preventivas, serviços de saúde, campanhas de vacinação e na promoção de hábitos alimentares saudáveis.
Trata-se da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde, iniciada em julho, que pretende visitar 140 mil residências para coletar dados sobre os hábitos de vida e o acesso a serviços de saúde da população brasileira.
Além da coleta de materiais biológicos, os agentes também medem peso, pressão arterial e altura de alguns entrevistados, até o fim de novembro.
A coleta de sangue e urina, feita por profissionais capacitados, envolverá entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais.
O IBGE afirmou: “Ao participar da PNS 2026, o cidadão não está apenas respondendo a uma pesquisa, mas colaborando para que o Brasil conheça melhor seu povo e possa planejar, agora e no futuro, cuidados em saúde adequados às necessidades da população brasileira.”
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