Economia
BC reduz previsão do crescimento do PIB para 2026
O Banco Central anunciou uma revisão para baixo na estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2026, ajustando a previsão de 2,0% para 1,8%. Essa atualização foi divulgada no Relatório de Política Monetária (RPM) publicado nesta quinta-feira. Para 2027, o BC apresentou pela primeira vez uma estimativa, que aponta para um crescimento de 1,4%.
Essa mudança teve como base o desempenho do PIB no segundo trimestre, que registrou uma alta de apenas 0,5%, refletindo o enfraquecimento de setores mais sensíveis ao ciclo econômico, como a indústria e os serviços, além da queda no consumo das famílias.
No relatório, o Banco Central explicou que a redução da projeção se deve tanto à menor contribuição do PIB entre abril e junho quanto aos primeiros dados do terceiro trimestre, que indicam uma atividade econômica mais lenta do que a esperada.
“Apesar do resultado global do PIB ter superado ligeiramente as expectativas, os setores que apresentaram crescimento estão menos relacionados ao ciclo econômico, como a agropecuária e a indústria extrativa. Já os ramos mais cíclicos e o consumo das famílias surpreenderam negativamente”, destacou o RPM.
A previsão para 2027 considera um avanço moderado dos setores produtivos e do consumo, influenciado pela manutenção de uma política monetária restritiva, baixa capacidade ociosa na produção, cenário externo ainda incerto, e redução dos estímulos fiscais e de crédito.
“Espera-se que o crescimento da agropecuária e da indústria extrativa seja menos expressivo nesse período.”
Além disso, o governo revisou para baixo sua estimativa oficial de crescimento do PIB para este ano, diminuindo de 2,3% para 2,0%. O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) mostrou maior segurança quanto à desaceleração da atividade econômica, fator essencial para que a inflação se aproxime da meta estipulada.
“A economia doméstica seguiu em desaceleração, conforme previsto pelo Comitê. Os dados mais recentes do PIB, relativos ao segundo trimestre de 2026, confirmam essa tendência, com uma queda mais intensa nas atividades e demandas mais sensíveis ao ciclo econômico.”
Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano, indicando uma postura mais rígida da política monetária para controlar a inflação.