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Avanço de Flávio no Nordeste supera votos de Jair e desafia Lula

Em 2022, o senador Flávio Bolsonaro (PL) viu seu pai, Jair Bolsonaro, ficar atrás do adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Naquela eleição, Jair Bolsonaro teve dificuldades para conquistar eleitores no Nordeste, uma região tradicionalmente dominada pelo PT e essencial para a vitória do petista. Contudo, após o encerramento das urnas ontem, notou-se que o presidenciável conseguiu diminuir essa diferença especialmente na região onde Lula tem maior apoio.

No Brasil, Flávio recebeu 6,8 milhões de votos a mais do que Jair Bolsonaro obteve em 2018 e cinco milhões a mais que seu pai há quatro anos. Essa alta foi puxada principalmente pelo Nordeste, onde Lula manteve seu número, mas viu seu adversário crescer. A melhora de Flávio é ainda mais relevante se comparada à votação do pai em 2018.

O Ceará ilustra bem o progresso de Flávio Bolsonaro. Lá, Lula conquistou 63,22% dos votos, garantindo a maioria, mas perdeu cerca de 45 mil eleitores, mantendo seu patamar da eleição anterior. Já Flávio, que superou o desempenho de seu pai, aumentou o número de eleitores em quase 370 mil, alcançando 31,32% dos votos válidos naquele estado.

Progresso no Piauí e na Bahia

No Piauí, onde Lula tinha a maior vantagem contra Jair Bolsonaro em 2022, o petista repetiu o resultado de 1,5 milhão de votos, mas Flávio Bolsonaro garantiu mais de 500 mil eleitores, equivalente a um quarto do eleitorado.

Na Bahia, estado em que o PT reeleger seu governador Jerônimo Rodrigues, Flávio também cresceu. Quase todas as cidades deram a vitória a Lula, porém com menor proporção do que em 2022. O senador alcançou quase 2,5 milhões de votos, enquanto o petista perdeu aproximadamente 200 mil votos.

Impulso no Sudeste e viradas em Minas Gerais e Tocantins

O Sudeste também foi fundamental para a virada de Flávio, que lidera a corrida do segundo turno. Em São Paulo, maior colégio eleitoral, o PT lançou a candidatura de Fernando Haddad visando auxiliar Lula e conter o avanço dos bolsonaristas. Apesar disso, Flávio, com apoio do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), superou as votações anteriores de seu pai e Lula perdeu quase 1 milhão de votos em comparação ao pleito passado.

No Rio de Janeiro, reduto da família Bolsonaro, o PT se uniu ao ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) para tentar um resultado similar ao de São Paulo. Contudo, a campanha dele não foi abertamente para Lula, o que gerou críticas dentro da esquerda. Paes também fez acordos com aliados dos Bolsonaro, como a família Reis de Duque de Caxias, que indicou o vice na chapa.

Em Minas Gerais, decisiva na disputa presidencial, ocorreram reviravoltas em relação a 2022. Lula venceu naquele ano por 600 mil votos, mas agora Flávio Bolsonaro o superou pelo mesmo número.

No Tocantins, estado onde Jair Bolsonaro venceu em 2018, Flávio também virou o jogo, igualando o apoio que Lula teve ano passado, com aumento de mais de 100 mil votos.

Avanços no Norte e Sul

Nas regiões Norte e Sul, Flávio Bolsonaro ampliou sua votação em todos os estados comparado ao desempenho do pai nas últimas duas eleições. O maior crescimento ocorreu no Pará, onde conquistou colégios eleitores tradicionalmente bolsonaristas e superou 2,1 milhões de votos, ante 1,7 milhão de votos de Fernando Haddad em 2018.

No Sul, estados que haviam dado vitórias a Jair Bolsonaro nas eleições anteriores continuaram a apoiar Flávio, destacando-se o Rio Grande do Sul. Lá, o PT não apresentou candidato próprio para o governo pela primeira vez desde a redemocratização, apoiando Juliana Brizola (PDT), que perdeu no primeiro turno para Luciano Zucco (PL).

No município de Dom Pedrito, Flávio Bolsonaro superou Lula nas urnas, apesar do petista ter vencido o pleito anterior. Em Santa Catarina, onde o irmão do senador, Carlos Bolsonaro, concorreu ao Senado, ele aumentou sua votação em 300 mil votos comparado ao pai.

No Distrito Federal, onde Michelle Bolsonaro foi eleita senadora, o enteado do presidente perdeu cerca de mil votos em relação à última eleição. Já Lula ampliou seu apoio em 30 mil votos em comparação à sua terceira eleição.

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Infecções urinárias frequentes: como tratar e evitar

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Infecções urinárias frequentes são um problema comum, especialmente entre as mulheres, e podem ser causadas por fatores como longos períodos sem urinar ou higiene inadequada na região genital.

Essa condição é geralmente provocada por uma inflamação causada por bactérias. Para ser considerada recorrente, a infecção deve acontecer ao menos duas vezes em seis meses ou três vezes em um ano.

De acordo com o urologista Dimas Antunes, do Hospital Jayme da Fonte, vários fatores podem contribuir para essas infecções, desde hábitos inadequados como a baixa ingestão de água e não esvaziar completamente a bexiga, até problemas de saúde como diabetes, cálculos renais e disfunções urinárias.

O especialista explica que o maior número de casos nas mulheres ocorre por causa da anatomia: a uretra feminina é mais curta, facilitando a chegada das bactérias à bexiga. Além disso, muitas mulheres adotam comportamentos que acabam retendo a urina por não quererem urinar fora de casa.

Tratamento

O início do tratamento envolve o uso de antibióticos para combater a infecção. Segundo Dimas Antunes, o importante é aproveitar o intervalo entre as infecções para investigar as causas subjacentes, a fim de tratá-las adequadamente.

Isso pode incluir o controle do diabetes, a eliminação de pedras nos rins ou a correção de outros problemas que estejam facilitando as infecções. O objetivo é atuar nas causas para reduzir a frequência das infecções.

Prevenção

Para evitar as infecções urinárias recorrentes, Dimas Antunes recomenda medidas simples, como aumentar o consumo de água e esvaziar a bexiga regularmente e completamente.

Também é importante evitar práticas que possam facilitar a proliferação bacteriana, como o uso de duchas higiênicas na região íntima feminina, que podem empurrar as bactérias para a bexiga.

Quando as recorrências acontecem, o ideal é procurar um especialista para identificar as causas e orientar o melhor tratamento possível.

O Hospital Jayme da Fonte, um dos mais modernos complexos de saúde da região, oferece atendimento especializado, com infraestrutura completa para exames e internação, e acesso facilitado por agendamento digital ou telefônico.

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Nordeste elege oito governadores no primeiro turno; apenas um estado terá segundo turno

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A região Nordeste do Brasil elegeu oito governadores já no primeiro turno das eleições realizadas neste domingo (4). Apenas o estado do Rio Grande do Norte terá um segundo turno, a ser disputado entre os candidatos Allysson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT).

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) foi reeleita com 53,27% dos votos válidos. Atual governadora, Raquel Lyra já atuou como deputada estadual e prefeita de Caruaru por duas gestões. Em 2022, tornou-se a primeira mulher a governar o estado.

Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) também foi mantido no cargo, alcançando 55,80% dos votos. Engenheiro agrônomo e professor universitário, Jerônimo Rodrigues ocupou cargos como secretário estadual de Desenvolvimento Rural e Educação, além de secretário nacional do Desenvolvimento Territorial.

No Ceará, a reeleição atingiu Elmano de Freitas (PT), que obteve 53,19% dos votos. Formado em Direito, Elmano de Freitas já foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual, concorrendo também à prefeitura da capital em 2012. Ele foi eleito governador em 2022.

No Maranhão, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PDT), foi eleito com 54,02% dos votos. Eduardo Braide comandou a capital maranhense por dois mandatos consecutivos (2020 e 2024). Antes disso, atuou como deputado estadual e deputado federal, deixando a prefeitura em 2026 para concorrer ao governo do estado.

Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito com 64,30% dos votos. Atual governador desde abril de 2026, quando assumiu após a renúncia de João Azevêdo, Lucas Ribeiro foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande, além de vice-governador.

No Piauí, Rafael Fonteles (PT) conquistou a reeleição com 70,90% dos votos. Bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Fonteles é professor e presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) entre 2019 e 2021.

Em Alagoas, o ex-prefeito de Maceió, JHC, foi eleito governador com 52,20% dos votos válidos, superando Renan Filho (MDB). Antes de ser prefeito, João Henrique Caldas, conhecido como JHC, exerceu mandatos como deputado estadual e federal, renunciando à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo.

Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PDT) foi reeleito, atingindo 59,21% dos votos. Iniciou sua carreira política em 2008 como vereador de Aracaju e também atuou como secretário municipal e estadual. Foi deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018.

Em âmbito nacional, a eleição para governador foi definida no primeiro turno em 20 Estados, onde os candidatos conseguiram mais de 50% dos votos válidos, sem considerar brancos e nulos, garantindo a vitória direta.

Dentre os governadores eleitos neste domingo (4), oito são do Nordeste, quatro da região Norte, três do Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.

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PL elegerá 121 deputados e terá maior bancada na Câmara desde 1990

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O PL está prestes a eleger 121 deputados federais, garantindo a maior bancada na Câmara dos Deputados desde 1990, ano em que o MDB conquistou 108 assentos. Esse avanço reforça consideravelmente a presença bolsonarista no Congresso Nacional. A bancada foi impulsionada por parlamentares como Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, e Lucas Pavanato, de São Paulo, que alcançaram números recordes de votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não concluiu a divulgação dos dados finais de Minas Gerais e São Paulo, mas as projeções da bancada foram feitas pela própria Câmara com base nos resultados apurados até o momento.

O desempenho do PL é uma das maiores conquistas partidárias das últimas décadas. Após o expressivo número de 260 deputados eleitos pelo MDB em 1986, as maiores bancadas registradas foram do mesmo partido em 1990 e 1994, com 108 e 107 deputados, respectivamente. Em 1998, durante a reeleição de Fernando Henrique, o então PFL, aliado do presidente, elegeu 105 congressistas.

Nikolas Ferreira quase triplicou sua votação em relação à eleição anterior, superando 3,1 milhões de votos, o que representa o melhor resultado da história, ultrapassando o recorde de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de 2018. Sua atuação parlamentar é notória especialmente em temas relacionados a costumes e pautas conservadoras, e o deputado já enfrentou processos judiciais por acusações de transfobia.

A expressiva votação de Nikolas contribuiu para que o PL elegesse 21 deputados em Minas Gerais, cerca de 40% das cadeiras destinadas ao estado, que possui 53 deputados.

Na sequência, o segundo candidato mais votado nacionalmente foi Lucas Pavanato (PL), de São Paulo, que recebeu pouco mais de três milhões de votos. Sua trajetória política é marcada por posições conservadoras em temas de costumes, incluindo a defesa da proibição de mulheres trans em banheiros femininos e a promoção de investigações parlamentares contra grupos ligados a moradia.

Vindo de uma família evangélica pentecostal, com seus primeiros discursos realizados na Assembleia de Deus, Pavanato iniciou sua carreira política pelo Movimento Brasil Livre (MBL), mas posteriormente rompeu com a organização para se alinhar com o bolsonarismo.

A segunda maior bancada deverá ser da federação formada por PT, PCdoB e PV, que elegerá 82 deputados.

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