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Brasil

Após fechamento de gráfica, Inep diz que cronograma do Enem está mantido

Empresa responsável pela impressão do exame desde 2009 informou em 1º de abril que encerrou suas operações no Brasil

OBSTÁCULO – Estudantes na prova do Enem do ano passado: a privação de sono dificulta a concentração (Carlos Cecconello/Folhapress)

Apesar da falência da gráfica contratada para imprimir os cadernos de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o cronograma da prova está mantido de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A instituição afirmou que o exame será realizado nos dias 3 e 10 de novembro, seguindo o que foi publicado no edital.

“Em relação à falência da gráfica contratada para a diagramação e impressão dos cadernos de prova da edição deste ano do Enem, existem alternativas seguras sendo avaliadas”, informou o Inep, em nota oficial.

Nesta segunda-feira, 1º, a RR Donnelley, multinacional responsável pelo exame desde 2009, informou que “precisou encerrar suas operações no Brasil” por causa das “atuais condições de mercado”. A notícia causou apreensão entre especialistas sobre a manutenção do cronograma da prova.

As inscrições para participar do exame vão ocorrer entre os dias 6 e 17 de maio. O prazo para solicitar isenção da taxa de inscrição para o Enem 2019 e para justificar ausência na edição anterior ficará aberto até 10 de abril. A taxa de 85 reais para participação na prova deverá ser quitada entre os dias 6 e 25 de maio, em casas lotéricas, agências bancárias ou nos Correios.

O exame é composto de quatro provas com 45 questões objetivas cada e uma redação de, no máximo, trinta linhas. Para este ano, o Inep instalou uma comissão para avaliar as questões que estão disponíveis para ser utilizadas na prova e decidir quais ficarão de fora.

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Brasil

Influenciadora Nick Frazão é presa por roubo e agressão, já teve ligação com gangue

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A detenção da influenciadora digital Nicolly Evangelista do Carmo, de 34 anos, conhecida nas redes sociais como Nick Frazão, na última segunda-feira, reaviva um histórico policial que data de 2011.

Ao longo dos últimos quinze anos, ela enfrentou prisões e inquéritos por furtos, participação em quadrilha, rufianismo — que consiste em explorar a prostituição alheia — e roubos com arma branca. Essa trajetória contrasta fortemente com a imagem que construía para seus mais de 100 mil seguidores, ostentando viagens para destinos como as Maldivas e Paris, além de apresentar um podcast.

Uma longa lista de antecedentes

Os registros mais antigos associam Nicolly, então conhecida como Marlon Evangelista do Carmo antes de sua transição, a um flagrante por furto contra um turista em Copacabana, ocorrido em 2011.

Em 2013, ela foi mencionada em investigação da 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá) como integrante de uma quadrilha que agia nos arredores dos Arcos da Lapa, atacando e roubando pessoas com estiletes.

Na época, uma reportagem detalhou o caso de um estudante de 21 anos que foi brutalmente agredido com 100 pontos no rosto e corpo após tentar recuperar seu celular roubado. Nick, então chamada de Nicolly Frazão, e outra integrante estavam foragidas, e a polícia já mapeava o modus operandi da quadrilha, especialmente ativa nas madrugadas de quinta a sábado.

Em 2014, passou a ser investigada por rufianismo e favorecimento à prostituição, sendo presa em Guarulhos (SP) com base em um mandado expedido no Rio de Janeiro.

O processo culminou em sua condenação em 2019, após um roubo igualmente violento na Avenida Mem de Sá que deixou uma vítima hospitalizada com ferimentos no rosto causados por um estilete. A sentença final fixou a pena em 8 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão em regime fechado, conforme mandado da 29ª Vara Criminal da Capital.

Em 2023, uma vítima relatou à polícia ter sido perseguida e ameaçada por Nicolly em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, onde ela era conhecida como “dona da prostituição de travestis”. A vítima informou ainda ter sido atacada com spray de pimenta e proibida de frequentar o calçadão do bairro.

No ano seguinte, Nicolly foi presa pela Delegacia Especializada em Armas e Explosivos (Desarme) por um caso de roubo que foi arquivado posteriormente.

Vida de ostentação e podcast

Nas redes sociais, Nicolly mostrava um estilo de vida luxuoso destoando de sua ficha criminal. Seu perfil oficial, com 103 mil seguidores e 39 publicações, exibia relatos de viagens ao Brasil, Dubai, França, Reino Unido e Ilhas Maldivas e informava que sua conta já fora derrubada três vezes.

Ela também apresentava o podcast PodTmais+, com 23,9 mil seguidores, descrito como um espaço para conversas inspiradoras, provocativas e divertidas, incluindo um quadro picante chamado “Cospe ou Engole”.

Fotos fixadas exibem Nicolly em cenários sofisticados, como as Maldivas com biquínis e acessórios de grife, e uma imagem na Torre Eiffel, em Paris.

Publicações recentes celebram a marca de 100 mil seguidores e mostram encontros com amigas, ensaios fotográficos, maquiagem refinada, roupas elegantes, joias e presença em camarotes exclusivos.

Sobre a prisão recente

Policiais civis da 17ª DP (São Cristóvão), com apoio da 28ª DP (Praça Seca) e da 44ª DP (Inhaúma), cumpriram um mandado de prisão temporária contra Nicolly nesta segunda-feira, seguindo denúncia de uma vítima que contratou um programa na Rua Ceará, mas desistiu ao perceber uma situação divergente do combinado.

O homem foi levado a um Hyundai Creta azul, agredido, teve seu cordão de ouro avaliado em aproximadamente R$ 14 mil roubado e foi forçado a sair do veículo. A vítima reconheceu Nicolly por fotografia e por seu perfil nas redes sociais.

No endereço em Paciência, os policiais apreenderam o carro, que apresentava características semelhantes a casos investigados pela 17ª DP, além de um bastão de beisebol com estampa da Barbie, bastão retrátil, spray de pimenta e uma faca. As semelhanças foram notadas também em outro inquérito sobre roubos na região da Quinta da Boa Vista.

A prisão temporária, válida por cinco dias, foi determinada pelo plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio, em razão da suspeita de roubo. Trata-se de um procedimento distinto da condenação por roubo em 2019, que já havia motivado sua detenção em 2024.

A reportagem entrou em contato com a defesa da influenciadora, que até o momento não se manifestou sobre o caso.

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Brasil

Augusto Cury sugere semipresidencialismo e indica Tarcísio como primeiro-ministro

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Augusto Cury (Avante) afirmou nesta segunda-feira, 3, que, caso seja eleito presidente da República, irá apoiar a mudança do sistema político brasileiro para um regime semipresidencialista. Neste modelo, um presidente cuidaria das questões de Estado, enquanto um primeiro-ministro comandaria o governo do país.

Ele ainda revelou que indicaria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para assumir a posição de primeiro-ministro.

“Eu acompanho e admiro muito o Tarcísio. Se eu for eleito presidente, convocarei duas reformas importantes”, declarou Cury, enfatizando a alteração no sistema de governo.

“No novo modelo, o presidente será responsável pelas questões estratégicas, como as Forças Armadas. Já o primeiro-ministro administrará o país. Um nome que considero ideal para este cargo é o Tarcísio de Freitas, e eu teria a honra de convidá-lo”, continuou ele.

Essas afirmações foram feitas durante a convenção que confirmou o escritor como candidato à presidência.

Tarcísio, que estava presente na mesa principal da convenção, não demonstrou reação ao anúncio. Ele troca palavras com outra pessoa enquanto o discurso ocorria. Mais cedo, o governador desejou “boa sorte” ao escritor.

“Quero dizer a você, Augusto Cury, que com muita coragem você está se lançando à Presidência da República. Estamos aqui para lhe desejar sucesso nessa jornada. É uma alegria poder contar com todos vocês e espero que vocês também possam contar comigo”, afirmou Tarcísio, dirigindo-se também aos candidatos a deputado presentes.

A proposta do semipresidencialismo chegou a ser discutida na Câmara dos Deputados no ano anterior. Nesse sistema, o presidente divide o poder com um primeiro-ministro, escolhido pelo Congresso Nacional. São os parlamentares que votam para eleger o nome, que é posteriormente nomeado pelo presidente.

No plano apresentado na Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o premiê teria a responsabilidade de formular o plano de governo e gerir a administração federal, incluindo o orçamento e a indicação de ministros.

O presidente, por sua vez, teria autoridade para dissolver a Câmara dos Deputados em situações de grave crise política e chamar o Congresso Nacional para sessões extraordinárias.

Além disso, o chefe de Estado manteria poderes como nomear ministros do Supremo Tribunal Federal e de outros tribunais superiores, chefes de missão diplomática, diretores do Banco Central, o procurador-geral da República e o advogado-geral da União.

Também poderia aprovar ou vetar projetos do Congresso e cuidar de assuntos relacionados às Forças Armadas, assim como questões de guerra e paz.

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Brasil

Militar é condenado por abuso durante ditadura

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A Justiça Federal puniu o sargento reformado do Exército Antônio Waneir Pinheiro de Lima, conhecido como “Camarão”, pelos crimes de cárcere privado qualificado e abuso sexual contra a historiadora e ativista política Inês Etienne Romeu, ocorridos em 1971 na Casa da Morte, um centro clandestino de tortura mantido pelo Centro de Informações do Exército (CIE) em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro.

O réu recebeu uma sentença de 12 anos, 11 meses e 25 dias de prisão, podendo recorrer em liberdade. Ele nega as acusações.

As investigações foram conduzidas pelos procuradores Vanessa Seguezzi, Antonio do Passo Cabral e Sergio Suiama.

Desde o início, os procuradores requisitaram a perda do cargo público do acusado, incluindo a revogação da aposentadoria ou qualquer benefício remunerado a que ele tenha direito.

O grupo de Justiça de Transição do Ministério Público Federal considerou que os crimes de abuso sexual e cárcere privado, realizados em um contexto de ataque sistemático do Estado, configuram crimes contra a humanidade.

Segundo o MPF, de acordo com o direito internacional e decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, tais crimes não prescrevem e não são cobertos pela Lei de Anistia de 1979.

Inês Etienne faleceu em abril de 2015, aos 72 anos, em sua residência em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.

A ex-guerrilheira deixou um testemunho histórico ao Conselho Federal da OAB, em 1979, narrando as torturas físicas e psicológicas que sofreu na Casa da Morte em Petrópolis, um centro clandestino de desaparecimento e tortura durante a ditadura militar.

Na decisão datada de 31 de julho, a juíza federal Maria Isadora Frizao acatou o pedido do Ministério Público Federal e condenou o acusado pelos crimes de abuso sexual e cárcere privado.

Foi determinada uma pena de 12 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão em regime fechado, além da perda do posto militar público.

A sentença também reconheceu o estupro cometido nesse período como crime contra a humanidade, o que o torna imprescritível e não sujeito à Lei de Anistia.

A magistrada ainda condenou o réu ao pagamento das despesas processuais e ordenou que o Ministério da Defesa seja informado sobre a sentença de perda do cargo público aplicada ao militar.

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