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Orkut pode voltar? Criador do famoso site fala sobre novo lançamento

Orkut Büyükkökten, o engenheiro de software turco que criou a antiga rede social Orkut, publicou nesta quinta-feira (8), em orkut.com, uma carta que deixou os fãs animados com a possibilidade de retorno da plataforma.

No texto, Büyükkökten relembra os tempos em que a internet era mais humana e quando receber uma mensagem de alguém do outro lado do planeta parecia algo mágico.

Ele aproveitou para convidar os usuários a assinarem uma petição online em prol do resgate de redes sociais focadas somente nas interações entre pessoas reais.

O criador destaca que, nos últimos 20 anos, as redes sociais foram projetadas para capturar a atenção, priorizando engajamento em vez de conexão genuína.

“Uma geração de crianças foi entregue a algoritmos viciantes que as dividiram e as venderam para anunciantes. Não é surpresa que tenham crescido sozinhas e ansiosas”, escreveu Büyükkökten. “Eu ainda amo esta indústria, mas é triste ver a que ponto ela chegou”, completa.

Ele ressalta a importância da inteligência artificial, reconhecendo seu valor, mas alerta que essa tecnologia está destruindo o que tornava as redes sociais especiais: o fato de existir uma pessoa real por trás de cada interação.

Büyükkökten lembra que o que os usuários mais sentem falta na antiga plataforma são as comunidades, onde pessoas com interesses em comum se uniam, diferente de um feed onde o usuário é apenas um espectador.

“Hoje, a IA está transformando as redes sociais em bots, conteúdo falso, deepfakes, agentes autônomos descontrolados e conteúdo sintético. Porém, há algo que a tecnologia ainda não pode criar: emoções como alegria, esperança, amor e diversão”, pontua na carta.

Visão para o futuro

Para Büyükkökten, o futuro da internet deve ser centrado em pessoas reais, onde haja um ser humano do outro lado das mensagens e onde o foco não seja algoritmos ou captura de atenção.

“Um algoritmo não pode dar sentido à vida, mas um amigo pode. Uma comunidade pode. Vamos parar de buscar capturar a atenção e começar a valorizar uns aos outros, fazendo isso com amor e união”, conclui o criador.

Até a publicação desta carta, mais de 180 mil pessoas já tinham apoiado a petição online, demonstrando esperança por um retorno das redes sociais mais humanas.

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Troca na coordenação da campanha é decisão do partido

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as alterações na liderança de sua campanha são responsabilidade do PT e das legendas aliadas. “As mudanças na coordenação não são de minha autoria. Sou candidato, mas a coordenação cabe ao partido e aos aliados”, declarou em uma conversa com jornalistas nesta quinta-feira (8).

Lula destacou a urgência em aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. “Precisamos votar o fim da escala 6×1 até esta sexta-feira”, ressaltou.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também presente na coletiva, explicou: “Estamos conduzindo todo o processo de debate e vamos apresentar o pedido para encurtar o intervalo obrigatório para votação; estamos no meio da tramitação”. A previsão é que a PEC esteja disponível para votação a partir da próxima quinta-feira.

O presidente comentou que o senador Flávio Bolsonaro “não possui experiência” e ressaltou que, “desde 2003, somente nós temos concedido aumentos aos aposentados acima da inflação”. Ele reforçou a importância de estar atento para evitar que a população seja privada de seus direitos, afirmando que “quando se fala em cortes, é para mexer no bolso do trabalhador”.

Ao final da coletiva, Lula também mencionou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), “vai apoiar sua vitória nas eleições”. O encontro entre eles ocorreu nesta quinta-feira no Palácio da Alvorada. Esse contato aconteceu mesmo depois de o partido Republicanos, de Motta, declarar apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

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Pesquisa mostra disputa apertada entre Flávio e Lula no segundo turno

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Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (8), revela que 25% dos eleitores do Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno escolhem o senador com o objetivo principal de derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, 13% dos apoiadores do petista indicam que o escolhem para impedir a vitória de Flávio Bolsonaro.

Entre os simpatizantes de Flávio, 69% afirmam que optaram pelo senador por acreditarem que ele é o melhor candidato. Outras motivações somam 4%, enquanto 2% não souberam justificar sua escolha.

Já do lado dos eleitores de Lula, 83% alegam que o petista é a melhor opção na disputa. Respostas diversas somam 3%, e 1% não souberam responder.

O Datafolha realizou entrevistas com 2.520 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número BR-02949/2026.

Este é o primeiro levantamento do instituto após o primeiro turno das eleições, que teve Flávio Bolsonaro como o mais votado, obtendo 47,03% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 45,16%.

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Brasil

Bets prejudicam os mais pobres, diz Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou na noite de quinta-feira (8) que as apostas de quota fixa, conhecidas como bets, tornaram-se um problema grave para a população de baixa renda. Ele acrescentou que, enquanto estiver no comando do país, não permitirá que o dinheiro destinado à alimentação e itens essenciais seja utilizado em apostas online.

“Enquanto eu for presidente, não permitiremos que o leite, o pão e o feijão sejam usados para enriquecer e lavar dinheiro por meio das bets neste país”, afirmou Lula durante conversa com jornalistas.

O presidente também criticou a presença das empresas de apostas no futebol. “O futebol era muito mais genuíno sem as bets. Fomos campeões mundiais cinco vezes sem bets”, comentou. Segundo ele, “os times não têm o direito de explorar os torcedores que já gastam dinheiro para ir aos estádios e comprar camisas do time, incentivando-os a gastar ainda mais com apostas.”

Lula ressaltou que os clubes devem buscar outras formas de organização financeira. “Os times podem se tornar empresas no meu governo, mas não estão fazendo isso porque encontram facilidade nos cassinos e nas apostas em celulares. Isso vai acabar. Os clubes precisam funcionar como empresas, como ocorre no mundo todo”, declarou.

Em 25 de setembro, o governo publicou a Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu em todo o território nacional a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos online. A legislação também estabelece medidas para encerrar as autorizações concedidas às empresas que atuavam no setor.

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