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Brasil

Ibovespa volta a 206 mil pontos com alta do petróleo e influência do trade eleitoral

Impulsionado pelo aumento consistente das ações da Petrobras (+2,12% a PN e +3,13% a ON), o Ibovespa retomou o terreno positivo nesta quinta-feira, refletindo o fortalecimento do petróleo no mercado internacional. Analistas e operadores ressaltam que o movimento eleitoral continua sendo um fator que sustenta a valorização da bolsa, especialmente com Flávio Bolsonaro (PL) consolidando-se como candidato preferido e apresentando sinais de uma agenda econômica para um possível governo.

O principal índice da bolsa cresceu 0,94%, atingindo 206.220,24 pontos, chegando a alcançar um pico de 207.953,74 pontos. O volume financeiro no dia foi de R$ 40 bilhões, acima da média, demonstrando um mercado com disposição para o risco. Com esse desempenho, o Ibovespa acumula alta de 10,67% no mês e 7,34% na semana até o momento. No ano, o crescimento chega a 27,99%.

O destaque continua sendo os setores dentro do índice. Desde o término do primeiro turno, as empresas de menor capitalização (small caps) apresentam forte valorização, com retorno acumulado de 15% na semana, seguidas pelo setor imobiliário, com alta de 14%. Esse desempenho está ligado às expectativas de que um ajuste fiscal proposto pelo governo Flávio Bolsonaro possa resultar em um ciclo contínuo de redução de juros, melhorando a saúde financeira dessas empresas, especialmente.

“Há uma entrada expressiva de capital estrangeiro neste mês, que já soma R$ 14 bilhões. Muitos investidores estrangeiros, assim como aqueles que realizaram operações de stop loss, compraram ações no mercado à vista para cobrir posições vendidas em derivativos. O resultado do primeiro turno surpreendeu e isso é relevante, enquanto Flávio vem comentando seu plano de governo”, afirma Daniel Guedine Serafini, sócio fundador e gestor da Performance Invest.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a equipe econômica de Flávio Bolsonaro está elaborando um ajuste fiscal da ordem de R$ 250 bilhões (2% do PIB), com foco nas despesas obrigatórias. O plano visa desvincular os reajustes da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) dos ganhos reais do salário mínimo, além de eliminar os pisos constitucionais para saúde e educação, aplicando correção apenas pela inflação. Publicamente, o senador negou alterações na forma de reajuste desses benefícios.

Igor Monteiro, CEO da EqSeed, ressalta que neste momento é crucial diferenciar os movimentos pontuais da bolsa relacionados a commodities e empresas específicas daquela que aparenta ser uma mudança mais ampla na percepção sobre o Brasil. “Se essa visão interna se consolidar, o mercado pode continuar demonstrando resistência mesmo diante de um cenário externo menos favorável, apesar da volatilidade provavelmente se manter elevada, especialmente com as pressões sobre o petróleo e as taxas de juros nos Estados Unidos”, explica.

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Troca na coordenação da campanha é decisão do partido

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as alterações na liderança de sua campanha são responsabilidade do PT e das legendas aliadas. “As mudanças na coordenação não são de minha autoria. Sou candidato, mas a coordenação cabe ao partido e aos aliados”, declarou em uma conversa com jornalistas nesta quinta-feira (8).

Lula destacou a urgência em aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. “Precisamos votar o fim da escala 6×1 até esta sexta-feira”, ressaltou.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também presente na coletiva, explicou: “Estamos conduzindo todo o processo de debate e vamos apresentar o pedido para encurtar o intervalo obrigatório para votação; estamos no meio da tramitação”. A previsão é que a PEC esteja disponível para votação a partir da próxima quinta-feira.

O presidente comentou que o senador Flávio Bolsonaro “não possui experiência” e ressaltou que, “desde 2003, somente nós temos concedido aumentos aos aposentados acima da inflação”. Ele reforçou a importância de estar atento para evitar que a população seja privada de seus direitos, afirmando que “quando se fala em cortes, é para mexer no bolso do trabalhador”.

Ao final da coletiva, Lula também mencionou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), “vai apoiar sua vitória nas eleições”. O encontro entre eles ocorreu nesta quinta-feira no Palácio da Alvorada. Esse contato aconteceu mesmo depois de o partido Republicanos, de Motta, declarar apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

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Pesquisa mostra disputa apertada entre Flávio e Lula no segundo turno

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Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (8), revela que 25% dos eleitores do Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno escolhem o senador com o objetivo principal de derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, 13% dos apoiadores do petista indicam que o escolhem para impedir a vitória de Flávio Bolsonaro.

Entre os simpatizantes de Flávio, 69% afirmam que optaram pelo senador por acreditarem que ele é o melhor candidato. Outras motivações somam 4%, enquanto 2% não souberam justificar sua escolha.

Já do lado dos eleitores de Lula, 83% alegam que o petista é a melhor opção na disputa. Respostas diversas somam 3%, e 1% não souberam responder.

O Datafolha realizou entrevistas com 2.520 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número BR-02949/2026.

Este é o primeiro levantamento do instituto após o primeiro turno das eleições, que teve Flávio Bolsonaro como o mais votado, obtendo 47,03% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 45,16%.

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Brasil

Bets prejudicam os mais pobres, diz Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou na noite de quinta-feira (8) que as apostas de quota fixa, conhecidas como bets, tornaram-se um problema grave para a população de baixa renda. Ele acrescentou que, enquanto estiver no comando do país, não permitirá que o dinheiro destinado à alimentação e itens essenciais seja utilizado em apostas online.

“Enquanto eu for presidente, não permitiremos que o leite, o pão e o feijão sejam usados para enriquecer e lavar dinheiro por meio das bets neste país”, afirmou Lula durante conversa com jornalistas.

O presidente também criticou a presença das empresas de apostas no futebol. “O futebol era muito mais genuíno sem as bets. Fomos campeões mundiais cinco vezes sem bets”, comentou. Segundo ele, “os times não têm o direito de explorar os torcedores que já gastam dinheiro para ir aos estádios e comprar camisas do time, incentivando-os a gastar ainda mais com apostas.”

Lula ressaltou que os clubes devem buscar outras formas de organização financeira. “Os times podem se tornar empresas no meu governo, mas não estão fazendo isso porque encontram facilidade nos cassinos e nas apostas em celulares. Isso vai acabar. Os clubes precisam funcionar como empresas, como ocorre no mundo todo”, declarou.

Em 25 de setembro, o governo publicou a Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu em todo o território nacional a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos online. A legislação também estabelece medidas para encerrar as autorizações concedidas às empresas que atuavam no setor.

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