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O que os brasileiros pesquisaram no Google após as eleições

“Caneta Azul foi eleito?”, “Quem ganhou a eleição?” e “Quem o Caiado vai apoiar no segundo turno?” foram algumas das perguntas mais frequentes feitas pelos brasileiros no Google após o primeiro turno das eleições.

Uma análise exclusiva do Google Trends, obtida pelo Estadão, revela que além de buscar o resultado das urnas, os eleitores também pesquisaram sobre detalhes do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), como a data da votação, debates entre os candidatos e possíveis apoios dos derrotados.

As perguntas de política mais comuns incluíam “Quem ganhou a eleição?”, “Quando será o segundo turno?” e “Quem venceu para governador?”.

Os apoios potenciais de Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) no segundo turno presidencial também estiveram entre os temas buscados.

Ronaldo Caiado apoiou o senador Flávio Bolsonaro. Augusto Cury pediu paciência e afirmou estar decidindo seu apoio. Já Renan Santos optou por não escolher lados e liberou sua base.

As buscas por “segundo turno”, marcado para 25 de outubro, aumentaram mais de 790% após a confirmação da nova votação. Os termos “debates segundo turno” também registraram alta, indicando interesse no confronto entre os candidatos, que não participaram de debates no primeiro turno.

A curiosidade dos brasileiros não se limitou à disputa presidencial, estendendo-se a candidatos à Câmara dos Deputados e governos estaduais.

Entre as buscas com “foi eleito”, a dúvida principal foi se o deputado federal André Janones (Rede-MG) foi reeleito — resposta positiva. Outros nomes frequentes foram, na ordem de interesse, Caneta Azul, Tiririca (PSD-SP), Douglas Ruas (PL-RJ), Otoni de Paula (PSD-RJ), Datena (PSB-SP) e Lucas Pavanato (PL-SP).

Manoel Gomes (Avante), conhecido pela música “Caneta Azul”, recebeu 7.239 votos e não foi eleito deputado federal por São Paulo. O humorista Tiririca segue no quarto mandato, mas não conseguiu renová-lo, assim como o deputado Otoni de Paula e o apresentador José Luiz Datena.

Douglas Ruas liderou o primeiro turno para governador do Rio de Janeiro e, com anulação dos votos de Anthony Garotinho pelo TSE, deve ser declarado eleito sem segundo turno. Lucas Pavanato foi o mais votado de São Paulo para a Câmara.

Outra análise do Google Trends mostra quais candidatos despertaram mais curiosidade nos brasileiros em termos de votos. Nas buscas por “quantos votos teve…”, Lula lidera, seguido por Flávio Bolsonaro, Caneta Azul, “a menina da bota” (influenciadora de Minas Gerais candidata a deputada), e novamente Tiririca.

A lista inclui também Caiado, Romeu Zema (Novo), Nikolas Ferreira (PL-MG), Renan Santos, Cleitinho (governador eleito de Minas, Republicanos), Augusto Cury, o cantor MC Smith, Erika Hilton (PSOL-SP), Datena, Pavanato, Eduarda Campopiano (PL), Garotinho, Otoni de Paula, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL).

O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, lançou o filho Flávio para a Presidência, também foi tema de buscas, principalmente sobre quantos filhos tem e sua possibilidade de votar. Bolsonaro tem cinco filhos e não participou da votação devido à suspensão dos seus direitos políticos.

Quanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a maior dúvida era quantos mandatos presidenciais ele ocupou, sendo a resposta três.

O termo “mais buscado” usado pelo Google indica o assunto com maior volume de pesquisas no período selecionado, ou seja, o tema mais frequente nas buscas.

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Brasil

Carlos Bolsonaro questiona inclusão de Janja no inquérito das fake news

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O senador Carlos Bolsonaro, eleito por Santa Catarina, reagiu nesta quinta-feira (8) a um vídeo da primeira-dama Janja Lula da Silva, no qual ela afirma que Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, encerraria o programa Farmácia Popular se eleito. Nas redes sociais, o irmão do presidenciável solicitou que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue Janja.

“Alô STF oficial. Esta senhora, madrasta do Lulinha, não será incluída no inquérito das fake news ou está sendo beneficiada em nome da defesa da democracia?”, escreveu Carlos ao compartilhar uma publicação que contestava a declaração da primeira-dama.

No vídeo, divulgado durante a campanha do segundo turno, Janja afirma que “Flávio Bolsonaro vai acabar” com o Farmácia Popular, mencionando cortes nos recursos para programas sociais defendidos pelo candidato do PL.

Segundo o plano de governo apresentado por Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há menção direta ao benefício. A campanha do candidato negou a intenção de extinguir o programa e garantiu a continuidade da distribuição de medicamentos.

O investimento no programa Farmácia Popular sofreu redução durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na proposta orçamentária para 2023, enviada ao Congresso em 2022, os recursos previstos foram diminuídos em 59%, chegando a aproximadamente R$ 1 bilhão. Esse valor foi posteriormente ajustado durante a tramitação do orçamento.

Em dezembro de 2022, o programa também foi impactado por um bloqueio de R$ 194 milhões no orçamento do Ministério da Saúde.

O Farmácia Popular foi criado em 2004, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de subsidiar e distribuir gratuitamente medicamentos e insumos por meio de estabelecimentos credenciados.

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Senadores aliados visitam QG de Lula para gravar propaganda sobre o fim da escala 6×1

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Senadores aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniram-se nesta quinta-feira (8) no QG de campanha à reeleição, localizado no Lago Sul em Brasília, para gravar uma mensagem sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1.

Participaram da gravação os senadores Camilo Santana (PT-CE), Luany Lemos (PSB-DF) e Paulo Paim (PT-RS). A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também esteve presente nas filmagens.

Além dos senadores, a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) chegou ao QG para integrar as atividades.

A propaganda eleitoral para o segundo turno da eleição presidencial na rede de rádio e televisão inicia-se nesta sexta-feira, 9. Nesta fase, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) terão tempo de inserção equivalentes.

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Brasil

Orkut pode voltar? Criador do famoso site fala sobre novo lançamento

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Orkut Büyükkökten, o engenheiro de software turco que criou a antiga rede social Orkut, publicou nesta quinta-feira (8), em orkut.com, uma carta que deixou os fãs animados com a possibilidade de retorno da plataforma.

No texto, Büyükkökten relembra os tempos em que a internet era mais humana e quando receber uma mensagem de alguém do outro lado do planeta parecia algo mágico.

Ele aproveitou para convidar os usuários a assinarem uma petição online em prol do resgate de redes sociais focadas somente nas interações entre pessoas reais.

O criador destaca que, nos últimos 20 anos, as redes sociais foram projetadas para capturar a atenção, priorizando engajamento em vez de conexão genuína.

“Uma geração de crianças foi entregue a algoritmos viciantes que as dividiram e as venderam para anunciantes. Não é surpresa que tenham crescido sozinhas e ansiosas”, escreveu Büyükkökten. “Eu ainda amo esta indústria, mas é triste ver a que ponto ela chegou”, completa.

Ele ressalta a importância da inteligência artificial, reconhecendo seu valor, mas alerta que essa tecnologia está destruindo o que tornava as redes sociais especiais: o fato de existir uma pessoa real por trás de cada interação.

Büyükkökten lembra que o que os usuários mais sentem falta na antiga plataforma são as comunidades, onde pessoas com interesses em comum se uniam, diferente de um feed onde o usuário é apenas um espectador.

“Hoje, a IA está transformando as redes sociais em bots, conteúdo falso, deepfakes, agentes autônomos descontrolados e conteúdo sintético. Porém, há algo que a tecnologia ainda não pode criar: emoções como alegria, esperança, amor e diversão”, pontua na carta.

Visão para o futuro

Para Büyükkökten, o futuro da internet deve ser centrado em pessoas reais, onde haja um ser humano do outro lado das mensagens e onde o foco não seja algoritmos ou captura de atenção.

“Um algoritmo não pode dar sentido à vida, mas um amigo pode. Uma comunidade pode. Vamos parar de buscar capturar a atenção e começar a valorizar uns aos outros, fazendo isso com amor e união”, conclui o criador.

Até a publicação desta carta, mais de 180 mil pessoas já tinham apoiado a petição online, demonstrando esperança por um retorno das redes sociais mais humanas.

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