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Lula vai buscar apoio da governadora Raquel Lyra, diz Marília Arraes

Marília Arraes, senadora eleita por Pernambuco (PDT), declarou em entrevista na Rádio Jornal nesta terça-feira (6) que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno vai tentar conquistar o apoio de lideranças políticas sem alinhamento com o bolsonarismo, incluindo a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD).

Ela explicou que essa decisão foi tomada em um encontro realizado ontem em Brasília, reunindo o presidente Lula, seus apoiadores e representantes da esquerda, para discutir os rumos da campanha de reeleição.

“São necessários ajustes na comunicação e na articulação política para avançar e buscar o apoio de lideranças que ainda não têm uma postura bolsonarista definida, como a governadora Raquel Lyra, que foi citada na reunião como uma prioridade para esse apoio”, afirmou Marília.

A senadora garantiu apoiar a iniciativa de dialogar com Raquel Lyra em prol da reeleição de Lula, ressaltando que a disputa em Pernambuco já está decidida e o foco deve ser a coalizão nacional.

“Não há espaço para conflitos, é fundamental desmontar divisões. Defendo que os senadores de Pernambuco mantenham diálogo com a governadora para assegurar o apoio dela ao presidente Lula”, complementou.

Marília Arraes acrescentou ter telefonado para Raquel Lyra para parabenizá-la pela vitória e se colocou disponível para colaborar com sua administração.

“Caso a governadora aceite conversar, estarei pronta para esse diálogo. Quero contribuir para o progresso de Pernambuco, independentemente de quem esteja no comando. O candidato que apoiei não venceu, o resultado deve ser respeitado, e precisamos trabalhar juntos”, concluiu.

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Cultura

Concerto gratuito marca o Dia das Crianças no Teatro Luiz Mendonça

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Na data especial de 12 de outubro, as crianças serão homenageadas por talentosos músicos instrumentistas de Pernambuco, membros da Orquestra Criança Cidadã, especialmente da Orquestra Sinfônica Infantil, em um concerto inaugural oficial.

O evento ocorre nesta segunda-feira, Dia das Crianças, no Teatro Luiz Mendonça, localizado no Parque Dona Lindu, Boa Viagem. A entrada é gratuita, com ingressos disponíveis para retirada online.

Os instrumentistas, com idades entre 7 e 15 anos, serão regidos pelo maestro Ramón Perez.

No palco, mais de 90 jovens artistas dividirão o espetáculo com o Coro da OCC e do Núcleo Popular. A primeira parte do concerto será conduzida pela maestrina Amilca Aniceto, que lidera o curso de Canto Coral ao lado do maestro Jadson Días.

O repertório incluirá músicas que remetem às lembranças afetivas do universo infantil, como “Faça uma Careta”, “Dó, Ré, Mi”, “O Caderno” e “História de uma Gata”, todas interpretadas pela orquestra.

Orquestra Sinfônica Infantil

Na segunda etapa da apresentação, os membros da Orquestra Sinfônica Infantil da OCC se reunirão com o Coro e a banda do Núcleo Popular para ampliar a presença no palco e conduzir o público.

Serão apresentadas obras e canções tais como “Ode à alegria”, de Beethoven, “Fazendinha”, do Mundo Bita, e sucessos do Trem da Alegria, incluindo “Uni Duni Tê”.

“Este concerto é dedicado às crianças, mas também para os adultos que guardam memórias de sua infância. São músicas que evocam sentimentos e lembranças, proporcionando aos nossos alunos uma experiência musical rica, desafiadora e especial”, destaca o maestro Ramón Perez.

Importante mencionar que os arranjos do concerto foram preparados pela pianista venezuelana Maribel Puentes, que atua como coordenadora pedagógica musical da Orquestra Criança Cidadã.

Informações do evento

  • O que: Concerto de Dia das Crianças da Orquestra Criança Cidadã (OCC), com a Orquestra Sinfônica Infantil
  • Quando: Segunda-feira, 12 de outubro, às 17h
  • Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu) – Avenida Boa Viagem, s/n
  • Entrada: Gratuita, com retirada de ingressos online
  • Contato e informações: Instagram @criancacidada
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Brasil

Bets prejudicam os mais pobres, diz Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou na noite de quinta-feira (8) que as apostas de quota fixa, conhecidas como bets, tornaram-se um problema grave para a população de baixa renda. Ele acrescentou que, enquanto estiver no comando do país, não permitirá que o dinheiro destinado à alimentação e itens essenciais seja utilizado em apostas online.

“Enquanto eu for presidente, não permitiremos que o leite, o pão e o feijão sejam usados para enriquecer e lavar dinheiro por meio das bets neste país”, afirmou Lula durante conversa com jornalistas.

O presidente também criticou a presença das empresas de apostas no futebol. “O futebol era muito mais genuíno sem as bets. Fomos campeões mundiais cinco vezes sem bets”, comentou. Segundo ele, “os times não têm o direito de explorar os torcedores que já gastam dinheiro para ir aos estádios e comprar camisas do time, incentivando-os a gastar ainda mais com apostas.”

Lula ressaltou que os clubes devem buscar outras formas de organização financeira. “Os times podem se tornar empresas no meu governo, mas não estão fazendo isso porque encontram facilidade nos cassinos e nas apostas em celulares. Isso vai acabar. Os clubes precisam funcionar como empresas, como ocorre no mundo todo”, declarou.

Em 25 de setembro, o governo publicou a Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu em todo o território nacional a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos online. A legislação também estabelece medidas para encerrar as autorizações concedidas às empresas que atuavam no setor.

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Brasil

Lula critica cortes severos de Flávio em programas sociais

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) planeja realizar cortes significativos em programas sociais caso seja eleito presidente da República. Ele destacou várias reduções previstas no Orçamento de 2023, elaborado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022.

“Vou explicar o que significa cortes severos para essas pessoas. Corte de 59% no Farmácia Popular, foi o que encontrei no Orçamento para iniciar meu trabalho. Corte de 50,7% no Mais Médicos. Corte de 45% na prevenção e controle do câncer. Corte de 97% na verba para infraestrutura escolar. Corte de 99% na prevenção de desastres. Foi uma aberração, apenas R$ 20 mil para lidar com todos os problemas de calamidade”, declarou em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8).

Lula continuou: “Corte de 95% no Minha Casa, Minha Vida. Corte superior a 90% nas cisternas do semiárido. Corte de 95% no sistema único de assistência social. A merenda escolar ficou cinco anos sem reajuste. E agora querem fazer cortes”.

O presidente ressaltou que, “no Brasil, toda vez que um governo anuncia cortes, faz teto de gastos e fala em ajuste fiscal, não é para os ricos perderem algo, mas para tirar dos pobres”.

Lula também afirmou que “aumentar o salário mínimo acima da inflação para os aposentados não está sendo considerado por nenhum governo conservador deste país”.

As declarações surgem no contexto do debate eleitoral sobre ajuste fiscal e trajetória da dívida pública. O senador Flávio Bolsonaro e sua equipe econômica têm defendido cortes expressivos nas despesas para reduzir o endividamento, embora ainda haja divergências e indefinições sobre quais gastos seriam afetados.

Lula disse que a diminuição da relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) depende do crescimento econômico. Ele afirmou isso durante conversa com jornalistas.

“Só é possível reduzir a dívida em relação ao PIB fazendo a economia crescer”, declarou o presidente. Ele lembrou que, durante seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010, o governo apresentou superávit primário todos os anos.

“Lembram que a última vez que a economia cresceu acima de 3% foi em 2010, quando eu era presidente, e só voltou a crescer quando retornei à presidência”, afirmou.

Lula ainda declarou que pretende combinar o controle das contas públicas com investimentos que impulsionem a atividade econômica. “Ao mesmo tempo, vamos promover o crescimento econômico por meio de obras de infraestrutura”, disse, mencionando as etapas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como exemplos.

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