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Vitória expressiva da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, no Recife

Mais do que alcançar 53,27% dos votos válidos – que corresponde a 2,8 milhões de eleitores – a conquista da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) teve um significado simbólico importante no Recife.

A capital, que em 2024 elegeu com folga o prefeito João Campos (PSB) com 78,11% dos votos na reeleição, surpreendeu desta vez. O Recife e sua Região Metropolitana eram os focos principais da oposição para tentar virar o resultado.

Desde o começo da apuração, a governadora permaneceu à frente no estado. Com 35% das urnas contabilizadas, os apoiadores de João Campos ainda aguardavam uma reviravolta vinda da 9ª Zona Eleitoral, que abrange o bairro de Casa Amarela e uma grande parte dos morros do Recife.

João Campos venceu na capital, mas por uma diferença menor que o esperado: 49,94% (473.994 votos) contra 46,07% (437.301 votos) da governadora. Nem os aliados dela esperavam um resultado tão forte na cidade.

Em seu discurso, a governadora usou palavras de agradecimento e reafirmou seu compromisso. Garantiu que, após a comemoração da vitória que durou até tarde da noite, os palanques serão desmontados para focar em um trabalho constante.

João Campos, por sua vez, reconheceu o resultado, ligou para cumprimentar a adversária e recebeu um retorno amistoso.

Mesmo reeleita, a governadora ainda não declarou seu voto para a presidência: “Sempre afirmei que ser pernambucano significa colocar Pernambuco em primeiro lugar, independentemente das circunstâncias”.

Marco inédito no Senado

A vitória da governadora Raquel Lyra (PSD) no primeiro turno trouxe um fato histórico para o estado: pela primeira vez recentemente, quem ocupa o Palácio das Princesas não conseguiu eleger nenhum dos dois senadores.

A derrota da chapa governista ficou clara com o quarto lugar de Eduardo da Fonte (PP) e a sexta de Túlio Gadêlha (PSD), que teve até a candidatura do novato Carlos Sant’Anna (Novo) à frente.

Em contrapartida, a Frente Popular, ainda que não tenha eleito João Campos (PSB), teve sucesso na disputa pelo Senado, conquistando as duas vagas. A ex-deputada Marília Arraes (PDT), que liderava todas as pesquisas, terminou em segundo lugar.

O primeiro lugar ficou com Humberto Costa (PT), confirmando o que ele já tinha afirmado em maio durante um encontro no Recife, com a presença do presidente nacional do partido, Edinho Silva. Desafiado, o petista garantiu não só a vitória, mas também o topo da chapa.

Se o presidente Lula for reeleito, Pernambuco contará com três interlocutores com livre acesso ao Planalto.

Se a gestão mudar, os senadores atuarão como uma barreira de oposição, mas terão pautas em comum para defender: a finalização da Transnordestina, a recuperação do Metrô do Recife e o fim da jornada 6×1.

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Nordeste elege oito governadores no primeiro turno; apenas um estado terá segundo turno

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A região Nordeste do Brasil elegeu oito governadores já no primeiro turno das eleições realizadas neste domingo (4). Apenas o estado do Rio Grande do Norte terá um segundo turno, a ser disputado entre os candidatos Allysson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT).

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) foi reeleita com 53,27% dos votos válidos. Atual governadora, Raquel Lyra já atuou como deputada estadual e prefeita de Caruaru por duas gestões. Em 2022, tornou-se a primeira mulher a governar o estado.

Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) também foi mantido no cargo, alcançando 55,80% dos votos. Engenheiro agrônomo e professor universitário, Jerônimo Rodrigues ocupou cargos como secretário estadual de Desenvolvimento Rural e Educação, além de secretário nacional do Desenvolvimento Territorial.

No Ceará, a reeleição atingiu Elmano de Freitas (PT), que obteve 53,19% dos votos. Formado em Direito, Elmano de Freitas já foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual, concorrendo também à prefeitura da capital em 2012. Ele foi eleito governador em 2022.

No Maranhão, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PDT), foi eleito com 54,02% dos votos. Eduardo Braide comandou a capital maranhense por dois mandatos consecutivos (2020 e 2024). Antes disso, atuou como deputado estadual e deputado federal, deixando a prefeitura em 2026 para concorrer ao governo do estado.

Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito com 64,30% dos votos. Atual governador desde abril de 2026, quando assumiu após a renúncia de João Azevêdo, Lucas Ribeiro foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande, além de vice-governador.

No Piauí, Rafael Fonteles (PT) conquistou a reeleição com 70,90% dos votos. Bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Fonteles é professor e presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) entre 2019 e 2021.

Em Alagoas, o ex-prefeito de Maceió, JHC, foi eleito governador com 52,20% dos votos válidos, superando Renan Filho (MDB). Antes de ser prefeito, João Henrique Caldas, conhecido como JHC, exerceu mandatos como deputado estadual e federal, renunciando à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo.

Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PDT) foi reeleito, atingindo 59,21% dos votos. Iniciou sua carreira política em 2008 como vereador de Aracaju e também atuou como secretário municipal e estadual. Foi deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018.

Em âmbito nacional, a eleição para governador foi definida no primeiro turno em 20 Estados, onde os candidatos conseguiram mais de 50% dos votos válidos, sem considerar brancos e nulos, garantindo a vitória direta.

Dentre os governadores eleitos neste domingo (4), oito são do Nordeste, quatro da região Norte, três do Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.

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PL elegerá 121 deputados e terá maior bancada na Câmara desde 1990

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O PL está prestes a eleger 121 deputados federais, garantindo a maior bancada na Câmara dos Deputados desde 1990, ano em que o MDB conquistou 108 assentos. Esse avanço reforça consideravelmente a presença bolsonarista no Congresso Nacional. A bancada foi impulsionada por parlamentares como Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, e Lucas Pavanato, de São Paulo, que alcançaram números recordes de votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não concluiu a divulgação dos dados finais de Minas Gerais e São Paulo, mas as projeções da bancada foram feitas pela própria Câmara com base nos resultados apurados até o momento.

O desempenho do PL é uma das maiores conquistas partidárias das últimas décadas. Após o expressivo número de 260 deputados eleitos pelo MDB em 1986, as maiores bancadas registradas foram do mesmo partido em 1990 e 1994, com 108 e 107 deputados, respectivamente. Em 1998, durante a reeleição de Fernando Henrique, o então PFL, aliado do presidente, elegeu 105 congressistas.

Nikolas Ferreira quase triplicou sua votação em relação à eleição anterior, superando 3,1 milhões de votos, o que representa o melhor resultado da história, ultrapassando o recorde de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de 2018. Sua atuação parlamentar é notória especialmente em temas relacionados a costumes e pautas conservadoras, e o deputado já enfrentou processos judiciais por acusações de transfobia.

A expressiva votação de Nikolas contribuiu para que o PL elegesse 21 deputados em Minas Gerais, cerca de 40% das cadeiras destinadas ao estado, que possui 53 deputados.

Na sequência, o segundo candidato mais votado nacionalmente foi Lucas Pavanato (PL), de São Paulo, que recebeu pouco mais de três milhões de votos. Sua trajetória política é marcada por posições conservadoras em temas de costumes, incluindo a defesa da proibição de mulheres trans em banheiros femininos e a promoção de investigações parlamentares contra grupos ligados a moradia.

Vindo de uma família evangélica pentecostal, com seus primeiros discursos realizados na Assembleia de Deus, Pavanato iniciou sua carreira política pelo Movimento Brasil Livre (MBL), mas posteriormente rompeu com a organização para se alinhar com o bolsonarismo.

A segunda maior bancada deverá ser da federação formada por PT, PCdoB e PV, que elegerá 82 deputados.

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Rafael Fonteles vence eleição no Piauí no primeiro turno

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Rafael Fonteles (PT) saiu vitorioso na disputa pelo governo do Piauí neste domingo (4), garantindo sua reeleição já no primeiro turno das eleições de 2026. O candidato do PT conquistou 70,16% dos votos válidos, correspondendo a 1.180.667 votos, conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até as 19h29, 83,43% das urnas no estado haviam sido apuradas. Com esses números, sua vitória está confirmada.

Joel Rodrigues (PP) obteve 28,20% dos votos, totalizando 474.596 votos.

Outros candidatos receberam as seguintes porcentagens:

  • Professor Gisvaldo (PSOL), 0,52%;
  • Dra. Lúcia Santos (PSDB), 0,49%;
  • Elizeu Aguar (Novo), 0,27%;
  • Geraldo Carvalho (PSTU), 0,10%;
  • Santiago Belizário (UP), 0,09%;
  • Lourdes Melo (PCO), 0,07%;
  • Professor Jurity (DC), 0,05%;
  • Ravenna da Inclusão (Democrata), 0,04%.

Para ser eleito no primeiro turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, o que ocorreu, eliminando a necessidade de um segundo turno.

Rafael Fonteles foi eleito o governador mais jovem do Piauí em 2022. Ele é bacharel em Matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e possui mestrado em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Natural de Teresina, atualmente tem 41 anos.

Além disso, é professor e já atuou como secretário estadual da Fazenda do Piauí, chegando a presidir o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) entre 2019 e 2021.

Em suas redes sociais, o governador expressou gratidão aos eleitores pela confiança renovada.

“Seguiremos trabalhando pensando em todas as pessoas, sem deixar ninguém para trás”, afirmou Fonteles.

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