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Governadora Raquel Lyra promete unir Pernambuco após reeleição

Após conquistar a reeleição com 53,27% dos votos válidos, a Governadora Raquel Lyra (PSD) adotou uma postura de união em seu discurso seguinte ao anúncio do resultado. Ela afirmou que, com o fim das eleições, não existe mais divisão e que seu compromisso é trabalhar para integrar todo o estado durante seu segundo mandato.

“Este não é um projeto para benefício pessoal. Estamos aqui para juntar todas as cores da bandeira de Pernambuco. Agradeço a todos os partidos que estiveram ao nosso lado. Porém, informo que desde à meia-noite, findada a celebração, os palanques foram desmontados. E, como sempre, serei a governadora de todos os pernambucanos e pernambucanas”, declarou Raquel Lyra.

Durante entrevista coletiva realizada no Beach Class Convention, localizado na Zona Sul do Recife, Raquel Lyra chamou a atenção para o apoio recebido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) via parcerias administrativas concluídas durante seu primeiro mandato. Mencionando o ministro da Agricultura, André de Paula (PSD), a governadora pontuou que continuará buscando recursos junto ao governo federal para aumentar os investimentos em Pernambuco, ressaltando que o presidente Lula já facilitou o financiamento para o estado.

“Buscamos colaboração com o presidente da República porque o governo do estado e o federal estavam há dez anos em conflito. Agora que esse impasse foi superado, procuramos o presidente para garantir mais recursos. Continuarei empenhada na obtenção de verbas e investimentos a partir desta segunda-feira”, afirmou.

Quando perguntada sobre seu apoio na disputa do segundo turno da Presidência da República entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), falou que sua prioridade é Pernambuco e manterá sua coerência política, embora não esconda sua gratidão ao presidente Lula.

Ela agradeceu também aos aliados políticos, incluindo os candidatos ao Senado em sua chapa, Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), destacando que continuarão trabalhando ao seu lado durante a gestão. “Eles atuaram como se fosse uma campanha própria”, ressaltou.

Raquel Lyra contou ainda que o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), que ficou em segundo lugar na eleição, a parabenizou por telefone. “Ele me ligou, agradeci a ligação e reforcei meu compromisso de trabalhar intensamente pelo Recife, além de parabenizá-lo pela sua trajetória. O povo decidiu e estou pronta para governar”, enfatizou.

Após a coletiva, Raquel Lyra participou de uma carreata que culminou em uma festa no Marco Zero, no Bairro do Recife, com queima de fogos, apresentações musicais e um discurso no topo de um carro de som.

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Nordeste elege oito governadores no primeiro turno; apenas um estado terá segundo turno

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A região Nordeste do Brasil elegeu oito governadores já no primeiro turno das eleições realizadas neste domingo (4). Apenas o estado do Rio Grande do Norte terá um segundo turno, a ser disputado entre os candidatos Allysson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT).

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) foi reeleita com 53,27% dos votos válidos. Atual governadora, Raquel Lyra já atuou como deputada estadual e prefeita de Caruaru por duas gestões. Em 2022, tornou-se a primeira mulher a governar o estado.

Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) também foi mantido no cargo, alcançando 55,80% dos votos. Engenheiro agrônomo e professor universitário, Jerônimo Rodrigues ocupou cargos como secretário estadual de Desenvolvimento Rural e Educação, além de secretário nacional do Desenvolvimento Territorial.

No Ceará, a reeleição atingiu Elmano de Freitas (PT), que obteve 53,19% dos votos. Formado em Direito, Elmano de Freitas já foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual, concorrendo também à prefeitura da capital em 2012. Ele foi eleito governador em 2022.

No Maranhão, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PDT), foi eleito com 54,02% dos votos. Eduardo Braide comandou a capital maranhense por dois mandatos consecutivos (2020 e 2024). Antes disso, atuou como deputado estadual e deputado federal, deixando a prefeitura em 2026 para concorrer ao governo do estado.

Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito com 64,30% dos votos. Atual governador desde abril de 2026, quando assumiu após a renúncia de João Azevêdo, Lucas Ribeiro foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande, além de vice-governador.

No Piauí, Rafael Fonteles (PT) conquistou a reeleição com 70,90% dos votos. Bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Fonteles é professor e presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) entre 2019 e 2021.

Em Alagoas, o ex-prefeito de Maceió, JHC, foi eleito governador com 52,20% dos votos válidos, superando Renan Filho (MDB). Antes de ser prefeito, João Henrique Caldas, conhecido como JHC, exerceu mandatos como deputado estadual e federal, renunciando à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo.

Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PDT) foi reeleito, atingindo 59,21% dos votos. Iniciou sua carreira política em 2008 como vereador de Aracaju e também atuou como secretário municipal e estadual. Foi deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018.

Em âmbito nacional, a eleição para governador foi definida no primeiro turno em 20 Estados, onde os candidatos conseguiram mais de 50% dos votos válidos, sem considerar brancos e nulos, garantindo a vitória direta.

Dentre os governadores eleitos neste domingo (4), oito são do Nordeste, quatro da região Norte, três do Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.

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PL elegerá 121 deputados e terá maior bancada na Câmara desde 1990

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O PL está prestes a eleger 121 deputados federais, garantindo a maior bancada na Câmara dos Deputados desde 1990, ano em que o MDB conquistou 108 assentos. Esse avanço reforça consideravelmente a presença bolsonarista no Congresso Nacional. A bancada foi impulsionada por parlamentares como Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, e Lucas Pavanato, de São Paulo, que alcançaram números recordes de votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não concluiu a divulgação dos dados finais de Minas Gerais e São Paulo, mas as projeções da bancada foram feitas pela própria Câmara com base nos resultados apurados até o momento.

O desempenho do PL é uma das maiores conquistas partidárias das últimas décadas. Após o expressivo número de 260 deputados eleitos pelo MDB em 1986, as maiores bancadas registradas foram do mesmo partido em 1990 e 1994, com 108 e 107 deputados, respectivamente. Em 1998, durante a reeleição de Fernando Henrique, o então PFL, aliado do presidente, elegeu 105 congressistas.

Nikolas Ferreira quase triplicou sua votação em relação à eleição anterior, superando 3,1 milhões de votos, o que representa o melhor resultado da história, ultrapassando o recorde de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de 2018. Sua atuação parlamentar é notória especialmente em temas relacionados a costumes e pautas conservadoras, e o deputado já enfrentou processos judiciais por acusações de transfobia.

A expressiva votação de Nikolas contribuiu para que o PL elegesse 21 deputados em Minas Gerais, cerca de 40% das cadeiras destinadas ao estado, que possui 53 deputados.

Na sequência, o segundo candidato mais votado nacionalmente foi Lucas Pavanato (PL), de São Paulo, que recebeu pouco mais de três milhões de votos. Sua trajetória política é marcada por posições conservadoras em temas de costumes, incluindo a defesa da proibição de mulheres trans em banheiros femininos e a promoção de investigações parlamentares contra grupos ligados a moradia.

Vindo de uma família evangélica pentecostal, com seus primeiros discursos realizados na Assembleia de Deus, Pavanato iniciou sua carreira política pelo Movimento Brasil Livre (MBL), mas posteriormente rompeu com a organização para se alinhar com o bolsonarismo.

A segunda maior bancada deverá ser da federação formada por PT, PCdoB e PV, que elegerá 82 deputados.

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Rafael Fonteles vence eleição no Piauí no primeiro turno

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Rafael Fonteles (PT) saiu vitorioso na disputa pelo governo do Piauí neste domingo (4), garantindo sua reeleição já no primeiro turno das eleições de 2026. O candidato do PT conquistou 70,16% dos votos válidos, correspondendo a 1.180.667 votos, conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até as 19h29, 83,43% das urnas no estado haviam sido apuradas. Com esses números, sua vitória está confirmada.

Joel Rodrigues (PP) obteve 28,20% dos votos, totalizando 474.596 votos.

Outros candidatos receberam as seguintes porcentagens:

  • Professor Gisvaldo (PSOL), 0,52%;
  • Dra. Lúcia Santos (PSDB), 0,49%;
  • Elizeu Aguar (Novo), 0,27%;
  • Geraldo Carvalho (PSTU), 0,10%;
  • Santiago Belizário (UP), 0,09%;
  • Lourdes Melo (PCO), 0,07%;
  • Professor Jurity (DC), 0,05%;
  • Ravenna da Inclusão (Democrata), 0,04%.

Para ser eleito no primeiro turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, o que ocorreu, eliminando a necessidade de um segundo turno.

Rafael Fonteles foi eleito o governador mais jovem do Piauí em 2022. Ele é bacharel em Matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e possui mestrado em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Natural de Teresina, atualmente tem 41 anos.

Além disso, é professor e já atuou como secretário estadual da Fazenda do Piauí, chegando a presidir o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) entre 2019 e 2021.

Em suas redes sociais, o governador expressou gratidão aos eleitores pela confiança renovada.

“Seguiremos trabalhando pensando em todas as pessoas, sem deixar ninguém para trás”, afirmou Fonteles.

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