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Desemprego cresce e poucos empregos novos surgem nos Estados Unidos em setembro

O índice de desemprego sofreu um leve aumento em setembro nos Estados Unidos, ao passo que a geração de empregos ficou bem abaixo das expectativas, conforme divulgado por órgãos governamentais nesta sexta-feira (2).

Em setembro, a taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%, com apenas 29.000 novas vagas de trabalho criadas, número muito inferior às cerca de 85.000 previstas pelos analistas financeiros.

O Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) revisou para baixo os números dos meses anteriores, revelando que julho terminou com uma perda líquida de 10.000 empregos. Da mesma forma, agosto registrou menor crescimento nas vagas abertas, com 133.000 postos, contra os 162.000 estimados anteriormente.

Embora a taxa de desemprego tenha atingido 4,2%, ela ainda é considerada “muito baixa” por Kathy Bostjancic, economista da Nationwide, que explica que essa alta se deve mais ao aumento da força de trabalho, contabilizando 485.000 pessoas a mais em apenas um mês, a maioria delas empregada, do que a uma fragilidade no mercado laboral.

Heather Long, economista do Navy Federal Credit Union, destaca que o mercado de trabalho dos EUA segue um cenário de “poucas contratações e poucas demissões”.

“O ritmo de contratações está mais favorável em 2026 comparado a 2025, porém o crescimento dos novos empregos permanece limitado, exceto nos setores da saúde, construção e operações de centros de dados”, explicou em uma publicação no X.

Para os trabalhadores americanos, o desafio maior é que os custos de vida estão aumentando mais rápido do que seus salários, o que reduz sua capacidade de consumo.

Os salários, em média, cresceram 3% ao ano em setembro, abaixo da inflação anual, que foi de 3,4% em agosto, último dado disponível. Desde então, os preços da gasolina tiveram alta significativa.

O aumento do custo de vida é tema de grande discussão nos Estados Unidos, especialmente com a proximidade das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, momento crucial para o Partido Republicano e o presidente Donald Trump.

Em um comunicado, a senadora democrata Elizabeth Warren criticou: “Desde o início do conflito com o Irã promovido por Trump, os salários reais caíram 0,7%, enquanto suas políticas irresponsáveis têm pressionado a alta dos preços”.

O relatório recente sobre emprego levou muitos investidores a acreditar que o Federal Reserve (Fed) manterá as taxas de juros inalteradas em sua próxima reunião no final do mês.

Em setembro, o Fed fez o primeiro aumento nas taxas desde meados de 2023, com o objetivo de frear a inflação.

Ao mesmo tempo, o banco central enfrenta o desafio de garantir a robustez da economia e preservar o mercado de trabalho em níveis próximos do pleno emprego.

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Irã afirma que não existe solução militar para conflito no Oriente Médio

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O Irã afirmou neste domingo (4) que a guerra no Oriente Médio não poderá ser resolvida por meio de ações militares, enquanto as negociações entre as partes enfrentam dificuldades.

O ponto mais crítico de disputa é o bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo e gás do Golfo.

“Se nossos adversários optarem por confrontos militares novamente, nossa resposta será ainda mais forte do que antes e nos defenderemos com determinação”, declarou Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, durante uma reunião com embaixadores estrangeiros.

“Não há solução militar, nem nenhuma resolução baseada em novas sanções,” ele acrescentou. “Somente negociações justas e equilibradas poderão encerrar o conflito,” enfatizou.

Washington e Teerã concordaram em junho com um memorando de entendimento, mas os recentes ataques iranianos contra navios em Ormuz levaram ao aumento das operações militares americanas.

Representantes de ambos os lados conversaram na última semana à margem da Assembleia Geral da ONU.

Teerã apresentou sete condições para a reabertura do estreito, incluindo cessar-fogo na região, desbloqueio de seus recursos financeiros no exterior, suspensão das sanções contra seu setor petrolífero e o fim do bloqueio naval imposto pelos EUA.

O ex-presidente Donald Trump rejeitou a proposta, mas deixou aberta a possibilidade tanto para o diálogo quanto para novas ações militares.

De acordo com a agência estatal Irna, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que os Estados Unidos já manifestaram “sua posição” sobre a oferta iraniana, que está agora sendo avaliada.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, declarou que a última contraproposta americana está “em consonância com suas anteriores propostas sobre assuntos nucleares”.

A guerra resultou em longas filas nos postos de combustível do Irã.

Nesse cenário, a Presidência anunciou que o ministro do Petróleo, Mohsen Paknejad, renunciou ao cargo, sendo substituído temporariamente pelo diretor-geral da Companhia Nacional de Petróleo do Irã, Hamid Bovard.

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Israel mata diretor de ONG turca em ataque em Gaza

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O exército de Israel anunciou no domingo (4) que realizou um ataque que resultou na morte do diretor de uma organização turca, acusando-o de ser parte da ala armada do Hamas.

Nas primeiras horas do domingo, as Forças de Defesa de Israel (FDI) efetuaram um ataque na região de Khan Yunis, na Faixa de Gaza, eliminando o terrorista Saqr Nabil Musa Qaisi, que integrava a força de elite Nukhba do grupo Hamas, segundo comunicado do exército.

Qaisi comandava a ONG turca Deniz Feneri, que se apresenta como uma entidade de ajuda humanitária, porém, de acordo com Israel, possui ligações estreitas com líderes do Hamas e autoridades da cúpula turca.

Horas antes, um hospital em Deir al Balah havia confirmado a morte de Qaisi, durante um ataque a um veículo no sul da Faixa de Gaza.

O exército israelense alegou que o diretor da ONG utilizava sua posição para recrutar terroristas regularmente, qualificando tal ação como um uso cínico de recursos humanitários, embora não tenha apresentado provas dessa acusação.

O conflito em Gaza começou após o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023, que resultou na morte de 1.221 pessoas, conforme dados oficiais israelenses compilados pela AFP.

Israel respondeu com uma ampla ofensiva na Faixa de Gaza, onde mais de 74.200 pessoas já perderam a vida, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que está sob controle do Hamas, número que também é confirmado pela ONU.

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Musk vai mudar nome da SpacexAI para SpacexSI após Trump adotar termo superinteligência

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O CEO da SpaceX, Elon Musk, anunciou no domingo (4) que irá alterar o nome da divisão de inteligência artificial da empresa, SpaceXAI, para SpaceXSI, em homenagem ao termo “superinteligência” recentemente adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Sim, faremos essa alteração”, respondeu Musk em resposta a um usuário no X que questionou sobre a possibilidade da mudança.

Trump vem incentivando o uso do termo superinteligência ao invés de inteligência artificial (IA). Em uma declaração durante a Assembleia Geral das Nações Unidas no mês passado, o presidente pediu que os documentos oficiais dos EUA abandonem o termo ‘IA’.

“A partir de agora, todos os documentos oficiais dos Estados Unidos, e espero que também no mundo, usarão o termo muito mais adequado ‘super’ em vez de ‘artificial’. Por isso, é superinteligência”, declarou.

Essa mudança acontece após Musk e outros líderes de grandes empresas de tecnologia firmarem um acordo voluntário com o governo Trump para fortalecer os controles e auditorias sobre sistemas de inteligência artificial.

O acordo inclui a implementação de mecanismos internos de supervisão, auditorias externas independentes e a criação de comitês dentro dos conselhos das empresas para avaliar os riscos associados.

Trump tem enfatizado a importância de acelerar a inovação tecnológica nos EUA, evitando restrições que poderiam prejudicar a liderança americana na competição tecnológica global, especialmente em relação à China.

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