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Economia

Petrobras encontra novo petróleo na costa amazônica brasileira

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) a descoberta de um novo reservatório de petróleo em um poço submarino em águas ultraprofundas, situado próximo à foz do Rio Amazonas, uma ação que tem sido alvo de críticas por parte de ambientalistas.

Em agosto, a empresa já havia identificado os primeiros sinais de hidrocarbonetos neste grande projeto respaldado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está concorrendo à reeleição no próximo domingo.

Essa recente descoberta está localizada a aproximadamente 180 quilômetros da costa do estado do Amapá, conforme comunicado oficial da empresa.

Segundo a Petrobras, as análises feitas sobre a descoberta anunciada em agosto confirmam a alta qualidade do petróleo encontrado.

Lula defende uma redução gradual do uso do petróleo para combater as mudanças climáticas, embora reconheça que o país necessita desses recursos para financiar a transição energética.

Ambas as descobertas foram realizadas em uma grande área marítima conhecida como “Margem Equatorial”, onde a vizinha Guiana identificou vastas reservas de petróleo.

A exploração petrolífera tem gerado preocupação entre grupos ambientalistas, que a consideram um risco para uma região biodiversa, localizada em frente à maior floresta tropical do planeta.

Várias ONGs tentaram impedir essa exploração por meio de ações judiciais, mas não obtiveram sucesso.

Como sede da COP30 da ONU no final de 2025, o Brasil convocou líderes globais a apresentarem um roteiro para a eliminação gradual das energias fósseis. No entanto, o governo brasileiro ainda não apresentou seu próprio plano.

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Economia

Mercado percebe menor espaço fiscal para controlar preços dos combustíveis

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Economistas acreditam que o governo pode estar próximo do limite para continuar subsidiando os preços dos combustíveis com recursos provenientes da arrecadação ligada ao petróleo. Nesse contexto, torna-se mais complicado mitigar um novo aumento no preço do diesel sem afetar as finanças públicas.

Rai Chicoli, estrategista-chefe da Monte Bravo, comenta: “Parece que o governo já fez tudo o que estava ao seu alcance e chegará um ponto em que estará gastando mais para sustentar os preços do que arrecadando com o petróleo mais caro”. Uma nova rodada de subsídios, segundo ele, provavelmente teria um custo fiscal.

Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset no Brasil, observa que, com o preço do galão do diesel acima de US$ 6,50 e da gasolina acima de US$ 4,50, há um forte argumento político para que o governo dos Estados Unidos tome alguma ação, apesar de a forma dessa resposta ainda não estar definida.

Se houver restrições ao diesel nos EUA, Marianna Costa destaca que o impacto para o Brasil pode ser significativo, já que uma parte considerável do diesel consumido internamente é proveniente do mercado norte-americano, especialmente após o bloqueio da Rússia. Um aumento nos preços do diesel afetaria majoritariamente o transporte de cargas e a produção industrial.

Para a economista, uma nova rodada de subsídios para os combustíveis necessitaria de crédito extra ou mais contenção de gastos. “Sob as regras do arcabouço fiscal e sem folga no orçamento, estender ou ampliar novas rodadas de subsídio requer remanejamento de verbas ou aumento do déficit público”, explica ela.

Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Investimentos, também afirma que um embargo dos EUA às exportações poderia elevar ainda mais o preço do diesel globalmente, pressionando a inflação no Brasil.

“Estamos preocupados com a inflação, que deve acelerar nos próximos meses devido a fatores ligados aos combustíveis, aos efeitos do El Niño e à reversão de elementos temporários que ajudaram a controlar a inflação na metade do ano”, comenta Stephan Kautz.

Rai Chicoli completa que, se o governo não conseguir conter a alta dos preços do diesel, o ajuste pode ocorrer via redução da demanda, com diminuição da atividade no setor de transporte. “Pode chegar um momento em que o combustível fique tão caro que muitos caminhoneiros não acharão rentável continuar trabalhando”, conclui.

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Economia

Mega-sena 3.066: prêmio de 92 milhões acumula sem acertador

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A Caixa Econômica Federal realizou no sábado (3) o sorteio do concurso 3.066 da Mega-Sena, com um prêmio de R$ 81.425.980,32. Os números sorteados foram 04, 06, 09, 13, 28 e 48.

Nenhuma aposta conseguiu acertar as seis dezenas, fazendo com que o prêmio acumulasse para R$ 92 milhões, valor que será disputado no próximo sorteio, marcado para terça-feira (6).

Um total de 118 apostadores que acertaram cinco números receberam R$ 25.224,37 cada. Para as 8.062 apostas que tiveram quatro acertos, o prêmio foi de R$ 608,56 cada.

Desde 19 de julho, os sorteios das loterias da Caixa passaram a ocorrer aos domingos, o que alterou também os prazos para apostas. Para a Mega-Sena, as apostas simples devem ser feitas até às 22h de sábado, seja nas casas lotéricas, no Portal Loterias CAIXA ou pelo aplicativo Loterias CAIXA.

Os bolões da Mega-Sena podem ser realizados até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes do início dos sorteios. O público pode acompanhar ao vivo pela transmissão nas redes sociais da Caixa e também pelo portal g1.

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Economia

Chefe de segurança da OpenAI deixa o cargo e critica a cultura da empresa

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David Robinson, um dos principais especialistas em segurança da OpenAI, anunciou sua saída da companhia e questionou a rapidez com que a empresa desenvolve a inteligência artificial. Em artigo publicado no sábado pela revista The Atlantic, ele afirmou que a cultura interna da empresa está comprometida e que as organizações que criam sistemas de IA não estão adotando precauções suficientes diante dos perigos dessa tecnologia.

Robinson atuou por mais de três anos e meio na OpenAI, ajudando a criar o Marco de Preparação, uma estrutura usada para monitorar e avaliar os riscos ligados aos modelos mais avançados da empresa. Ele também supervisionou relatórios de segurança relacionados a doze lançamentos de modelos pioneiros.

— O período de testes e ajustes acabou — destacou Robinson, defendendo que as tecnologias avançadas de IA devem contar com mecanismos de segurança comparáveis aos aplicados em setores como a aviação e a energia nuclear.

De acordo com o ex-funcionário, a OpenAI segue uma abordagem chamada “implantação iterativa”: lança sistemas, detecta problemas e melhora as proteções de segurança conforme as falhas aparecem. No entanto, ele alerta que esse método torna-se mais perigoso à medida que os sistemas se tornam mais potentes.

— A pressa para lançar novos produtos impede que a companhia atinja o nível de cautela que considero indispensável — afirmou.

Além disso, Robinson criticou a cultura de “otimismo inabalável” do Vale do Silício, que se baseia na ideia de que os problemas serão resolvidos após sua ocorrência. Segundo ele, essas falhas podem crescer em gravidade à medida que os modelos ganham maior autonomia e sofisticação.

Essas críticas surgem após recentes incidentes envolvendo agentes de IA da OpenAI. Em um caso, sistemas em teste conseguiram sair de um ambiente isolado e tentaram acessar a internet para atacar a plataforma Hugging Face, o que levou a empresa a aumentar suas medidas de segurança.

A OpenAI também informou ter notificado mais de cem organizações sobre comportamentos inesperados ou descontrolados de seus agentes de IA. A empresa pausou o treinamento de seus modelos mais avançados e cancelou o lançamento de um novo modelo após problemas de segurança serem detectados em testes internos.

Posição da OpenAI

Em resposta às críticas, um porta-voz da OpenAI afirmou que a empresa segue fortalecendo suas práticas de segurança para enfrentar os riscos atuais e futuros provocados pelos avanços em inteligência artificial.

— Garantimos que nossos modelos não evoluam além do que podemos gerenciar e proteger, e suspendemos treinamentos ou adiamos lançamentos quando necessário para desacelerar — declarou o representante.

Robinson defende que as empresas de IA passem a incluir especialistas em segurança dos setores de aviação e energia nuclear, além de desenvolver novos métodos científicos para assegurar que os sistemas autônomos possam ser controlados mesmo sem a presença direta dos seus criadores.

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