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Economia

Mercado financeiro dos EUA fecha com leve alta

A Bolsa de Nova York encerrou o pregão desta quinta-feira (1º) com uma pequena valorização, favorecida por uma pausa no mercado de títulos após o recente aumento nos rendimentos da dívida, além de um foco renovado no setor de semicondutores.

O índice S&P 500 subiu 0,19%, enquanto o Nasdaq e o Dow Jones ficaram praticamente estáveis, com aumentos de apenas 0,04% cada.

Os analistas da Briefing.com destacaram que “a bolsa conseguiu se recuperar” depois da queda inicial pela manhã, impulsionada pela redução nos rendimentos dos títulos ao longo do dia.

Depois de alcançar 5,34% — uma marca que não era vista desde 2002 — o rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano de dez anos diminuiu consideravelmente, situando-se em cerca de 5,24% às 20h15 GMT (17h15 em Brasília).

Sam Stovall, analista da CFRA, comentou à AFP que “os rendimentos dos títulos chegaram a níveis tão elevados que os investidores podem vê-los como uma oportunidade para garantir taxas nunca antes vistas em décadas”.

Quando a procura por títulos do Tesouro aumenta, os rendimentos tendem a cair, enquanto os preços sobem.

O mercado de ações em Nova York também foi beneficiado, em parte, pela força do setor de tecnologia, segundo a Briefing.com.

Apesar de ter iniciado o dia em baixa, a empresa produtora de chips Micron se beneficiou dos recentes resultados financeiros positivos e teve suas ações valorizadas em 3,03%, chegando a 1.097,39 dólares.

Esse movimento contribuiu para a alta de várias grandes empresas no ramo de semicondutores, como Nvidia (+1,09%), AMD (+0,65%), SK Hynix (+5,08%) e TSMC (+0,67%).

Stovall acrescentou que o setor tecnológico é o menos afetado pelo aumento das taxas de juros.

As ações da gigante de brinquedos Mattel tiveram uma expressiva alta de 18,80%, alcançando 15,04 dólares, após notícias indicarem interesse por parte do grupo de marketing Authentic Brands.

De acordo com o Wall Street Journal, a Authentic Brands teria procurado a empresa dona de marcas como Barbie, Hot Wheels e Fisher-Price para avaliar uma possível oferta que poderia valorizar a Mattel em mais de 20 dólares por ação, o que representaria cerca de 6 bilhões de dólares ou até mais.

Por outro lado, as ações da Walt Disney Company caíram 3,37%, para 101,37 dólares, diante de notícias que indicam uma nova rodada de cortes de empregos na companhia.

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Economia

Mega-sena 3.066: prêmio de 92 milhões acumula sem acertador

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A Caixa Econômica Federal realizou no sábado (3) o sorteio do concurso 3.066 da Mega-Sena, com um prêmio de R$ 81.425.980,32. Os números sorteados foram 04, 06, 09, 13, 28 e 48.

Nenhuma aposta conseguiu acertar as seis dezenas, fazendo com que o prêmio acumulasse para R$ 92 milhões, valor que será disputado no próximo sorteio, marcado para terça-feira (6).

Um total de 118 apostadores que acertaram cinco números receberam R$ 25.224,37 cada. Para as 8.062 apostas que tiveram quatro acertos, o prêmio foi de R$ 608,56 cada.

Desde 19 de julho, os sorteios das loterias da Caixa passaram a ocorrer aos domingos, o que alterou também os prazos para apostas. Para a Mega-Sena, as apostas simples devem ser feitas até às 22h de sábado, seja nas casas lotéricas, no Portal Loterias CAIXA ou pelo aplicativo Loterias CAIXA.

Os bolões da Mega-Sena podem ser realizados até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes do início dos sorteios. O público pode acompanhar ao vivo pela transmissão nas redes sociais da Caixa e também pelo portal g1.

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Economia

Chefe de segurança da OpenAI deixa o cargo e critica a cultura da empresa

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David Robinson, um dos principais especialistas em segurança da OpenAI, anunciou sua saída da companhia e questionou a rapidez com que a empresa desenvolve a inteligência artificial. Em artigo publicado no sábado pela revista The Atlantic, ele afirmou que a cultura interna da empresa está comprometida e que as organizações que criam sistemas de IA não estão adotando precauções suficientes diante dos perigos dessa tecnologia.

Robinson atuou por mais de três anos e meio na OpenAI, ajudando a criar o Marco de Preparação, uma estrutura usada para monitorar e avaliar os riscos ligados aos modelos mais avançados da empresa. Ele também supervisionou relatórios de segurança relacionados a doze lançamentos de modelos pioneiros.

— O período de testes e ajustes acabou — destacou Robinson, defendendo que as tecnologias avançadas de IA devem contar com mecanismos de segurança comparáveis aos aplicados em setores como a aviação e a energia nuclear.

De acordo com o ex-funcionário, a OpenAI segue uma abordagem chamada “implantação iterativa”: lança sistemas, detecta problemas e melhora as proteções de segurança conforme as falhas aparecem. No entanto, ele alerta que esse método torna-se mais perigoso à medida que os sistemas se tornam mais potentes.

— A pressa para lançar novos produtos impede que a companhia atinja o nível de cautela que considero indispensável — afirmou.

Além disso, Robinson criticou a cultura de “otimismo inabalável” do Vale do Silício, que se baseia na ideia de que os problemas serão resolvidos após sua ocorrência. Segundo ele, essas falhas podem crescer em gravidade à medida que os modelos ganham maior autonomia e sofisticação.

Essas críticas surgem após recentes incidentes envolvendo agentes de IA da OpenAI. Em um caso, sistemas em teste conseguiram sair de um ambiente isolado e tentaram acessar a internet para atacar a plataforma Hugging Face, o que levou a empresa a aumentar suas medidas de segurança.

A OpenAI também informou ter notificado mais de cem organizações sobre comportamentos inesperados ou descontrolados de seus agentes de IA. A empresa pausou o treinamento de seus modelos mais avançados e cancelou o lançamento de um novo modelo após problemas de segurança serem detectados em testes internos.

Posição da OpenAI

Em resposta às críticas, um porta-voz da OpenAI afirmou que a empresa segue fortalecendo suas práticas de segurança para enfrentar os riscos atuais e futuros provocados pelos avanços em inteligência artificial.

— Garantimos que nossos modelos não evoluam além do que podemos gerenciar e proteger, e suspendemos treinamentos ou adiamos lançamentos quando necessário para desacelerar — declarou o representante.

Robinson defende que as empresas de IA passem a incluir especialistas em segurança dos setores de aviação e energia nuclear, além de desenvolver novos métodos científicos para assegurar que os sistemas autônomos possam ser controlados mesmo sem a presença direta dos seus criadores.

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Economia

Governo obriga sites de apostas a redirecionar para brasil sem bets

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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que as plataformas de apostas encaminhem os usuários de seus sites para o domínio público “www.brasilsembets.gov.br” a partir da meia-noite de 6 de outubro. Neste dia, as apostas vão parar de funcionar conforme a medida provisória (MP) que proíbe a exploração de apostas de quota fixa no Brasil.

A decisão foi comunicada via ofício pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça na noite de sexta-feira às plataformas. O governo também solicitou que sejam bloqueados todos os subdomínios, endereços de IP e APIs usados para o funcionamento dos aplicativos — seja para celular, computador ou smart TVs — relacionados às marcas das empresas de aposta, impedindo o acesso completo aos serviços via essas ferramentas.

De acordo com o governo, a ação é de interesse público, pois o site informará detalhadamente os procedimentos para que os apostadores possam sacar seus saldos e ainda promoverá campanhas educativas sobre os perigos das apostas e prevenção ao endividamento excessivo.

Em comunicado, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) criticou a ação, chamando-a de motivada por interesses eleitorais e ilegal do ponto de vista jurídico. A entidade recomendou que seus operadores não cumpram a determinação. A ANJL alega que a medida mistura conceitos fundamentais do direito público e privado, ao impor a empresas privadas um dever que não está previsto na MP que proíbe as apostas.

Segundo o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, "a lógica da medida é incoerente: o governo federal regulamentou o mercado, estabeleceu regras estritas para autorização, cobrou taxas de R$ 30 milhões, além de impostos, e reconheceu legalmente a atividade. Portanto, não faz sentido tratar empresas autorizadas como canais oficiais do Executivo. A administração pública deve seguir o princípio da legalidade e não pode criar obrigações por ato administrativo que não estejam previstas por lei ou regulamento."

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