Notícias
Retatrutida reduz peso e ajuda no controle do diabetes em estudo
A retatrutida, um medicamento inovador desenvolvido pela Eli Lilly para tratar obesidade e diabetes, demonstrou eficácia significativa na redução de peso e controle da hemoglobina glicada, um indicador crucial para o controle do diabetes.
Os resultados foram divulgados durante a 62ª Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), em Milão, Itália, e publicados na revista científica The Lancet, relativos ao estudo TRIUMPH-2.
Juan P. Frías, diretor médico e pesquisador principal do Los Angeles Institute for Metabolic Research, comentou que o tratamento simultâneo da obesidade e diabetes tipo 2 sempre foi um desafio. No estudo, a retatrutida apresentou redução significativa tanto no peso quanto nos níveis de glicose, com mais da metade dos participantes saindo do diagnóstico de obesidade e até 40% alcançando níveis normais de hemoglobina glicada A1C.
Os participantes que receberam doses de 4 mg, 9 mg e 12 mg da retatrutida perderam, em média, 13,5 kg (12,7%), 20,6 kg (19,1%) e 22,5 kg (20,8%), respectivamente. Para aqueles com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 35, a perda média chegou a 27,5 kg (23,4%) na dose de 12 mg, com 59,5% não se enquadrando mais nos critérios de obesidade ao final do estudo.
Além da significativa perda de peso, o medicamento ajudou no controle glicêmico, com redução da hemoglobina glicada A1C em média de 1,4% a 1,6%, dependendo da dose administrada. Cerca de 40% dos participantes atingiram níveis glicêmicos considerados normais.
A retatrutida também melhorou fatores de risco cardiovascular, incluindo redução dos triglicerídeos, colesterol não-HDL, pressão arterial sistólica, circunferência da cintura e marcadores inflamatórios.
Os efeitos adversos mais comuns foram gastrointestinais, como diarreia, náusea, constipação, diminuição do apetite e vômitos, geralmente leves a moderados e transitórios durante o tratamento.
Kenneth Custer, vice-presidente executivo da Lilly Cardiometabolic Health, ressaltou que os resultados do TRIUMPH-2 indicam o potencial da retatrutida como uma nova opção eficaz para pessoas com diabetes tipo 2 e obesidade.
A empresa planeja solicitar aprovação do medicamento à agência reguladora americana FDA no primeiro trimestre de 2027.
Detalhes do estudo clínico
O TRIUMPH-2 é um estudo de fase 3 que avaliou a eficácia e segurança da retatrutida semanalmente em comparação com placebo, envolvendo aproximadamente 1.152 participantes com diabetes tipo 2 e obesidade ou sobrepeso. O tratamento foi iniciado com 2 mg por semana, com aumento gradual até a dose-alvo (4 mg, 9 mg ou 12 mg), com acompanhamento de até 80 semanas e quatro semanas adicionais pós-tratamento.
Além da avaliação para diabetes e obesidade, a Eli Lilly explora a eficácia da retatrutida para apneia obstrutiva do sono moderada a grave e dor por osteoartrite do joelho em vários ensaios globais, envolvendo mais de 5.800 participantes.
O que é a retatrutida?
A retatrutida representa uma nova geração de medicamentos antiobesidade, com ação tripla. Pertence à classe dos análogos de GLP-1, hormônio que estimula a produção de insulina, retarda a digestão e promove saciedade no cérebro.
Enquanto medicamentos anteriores como Ozempic, Wegovy (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida) atuavam em um ou dois hormônios, a retatrutida é um triplo agonista que também simula o hormônio glucagon, ampliando o efeito na perda de peso.
Notícias
Campanha de Lula solicita orações de evangélicos até o fim da votação
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou seus apoiadores evangélicos para participarem de um “propósito de oração” a seu favor, começando na quarta-feira, 30, e indo até o encerramento da apuração dos votos, às 19h do domingo, 4.
Essa iniciativa chamada “relógio de oração” permite que os fiéis reservem um momento do dia para pedir por “proteção, sabedoria, paz, justiça e para que o cuidado com o próximo prevaleça em nosso país”.
Uma mensagem compartilhada no grupo “Evangélicos com Lula”, ligado à campanha, diz: “Vamos fazer um Relógio de Oração pela vida do presidente Lula, por sua família, por sabedoria e proteção, e para que a justiça, a verdade, a paz e o cuidado com o próximo possam prevalecer no Brasil”.
O gesto remete a uma ação semelhante de 2022, quando a equipe do Lula pediu 24 horas ininterruptas de oração em apoio ao ex-presidente poucos dias antes do primeiro turno das eleições daquele ano.
Essa movimentação integra os esforços da campanha para destacar temas religiosos na reta final do primeiro turno deste ano.
Um tema que ganhou destaque nas redes sociais recentemente envolve uma informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula. Desde quinta-feira, 24, essa fake news tem viralizado e, junto com o anúncio do fim das apostas feito pelo presidente, está entre os assuntos mais comentados neste momento da eleição.
Dados do Instituto Democracia em Xeque indicam que o tema teve quase um milhão de mensagens publicadas nas redes em menos de três dias.
Desde domingo, 27, Lula tem mencionado Nossa Senhora ou exibido sua imagem em todas as agendas políticas que participou.
Brasil
Tse decide manter a remoção de posts sobre Nossa Senhora
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quarta-feira (30), pela maioria dos votos, manter a remoção das publicações nas redes sociais relacionadas a Nossa Senhora Aparecida no contexto das eleições.
Assim, permanece válida a decisão do ministro André Mendonça, que acolheu o pedido do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Além de Mendonça, que é o relator do processo, também votaram pela remoção o presidente do TSE, Nunes Marques, e os ministros Dias Toffoli e Ricardo Villas Bôas Cueva.
O julgamento virtual teve início pela manhã e está previsto para ser concluído até as 23h59.
Ainda precisam votar os ministros Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques e Sebastião Reis Júnior.
Na mesma sessão, os ministros decidirão se essa decisão será aplicada apenas a publicações que contenham informações claramente falsas a respeito do candidato ou se críticas, opiniões e sátiras também deverão ser removidas.
Contexto do caso
O assunto das publicações sobre Nossa Senhora teve início no último final de semana.
Na quinta-feira (24), o humorista Antonio Tabet fez uma postagem na rede social X que dizia: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”
Atendendo a um pedido de Flávio Bolsonaro, o ministro André Mendonça ordenou a retirada dessa publicação e outras semelhantes sob a alegação de que disseminavam notícias falsas contra o candidato.
Embora não citado diretamente, o candidato argumentou que a postagem foi feita num contexto de informações falsas que o atribuíam erroneamente a autoria de um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, o que ele nega.
No domingo (27), o ministro do STF Flávio Dino atendeu recurso do humorista e anulou a ordem de Mendonça para remoção da publicação, mas essa decisão foi revertida pelo ministro Luiz Fux. O presidente do STF, Edson Fachin, optou por não incluir na pauta desta quarta-feira o julgamento das decisões conflitantes.
Cultura
Série da Netflix ‘Habeas Corpus’ revela falhas no sistema judicial brasileiro
O audiovisual produzido no Brasil continua mostrando sua força. Desta vez, uma série totalmente brasileira está entre as mais assistidas na Netflix por assinantes que falam outros idiomas ao redor do planeta.
A série que tem ganhado destaque é Habeas Corpus, que a Netflix apresenta como seu primeiro drama jurídico gravado no Brasil. A produção lembra a série americana ‘How to Get Away with Murder’, porém adaptada às leis e à cultura brasileira.
Enquanto nos EUA a atriz Viola Davis interpreta a intensa personagem Annalise Keating, no Brasil a talentosa Marjorie Estiano assume o papel da professora Inez Franco. Ela, que é docente de Direito e ex-advogada criminalista, reúne um grupo de estudantes para examinar um caso em que um jovem pode ter sido sentenciado injustamente.
A trama gira em torno da busca da professora e seus alunos por respostas. À medida que a investigação progride, segredos aparecem e os personagens são confrontados com fatos do seu próprio passado.
Marjorie Estiano comenta que o que mais a cativou em Habeas Corpus foi a chance de abordar o tema do erro judiciário no Brasil. “Estudar e refletir sobre este tema foi uma das partes mais profundas e fascinantes do trabalho. É um assunto extremamente complexo, sem respostas definitivas”, destacou.
Para a atriz, elenco e direção da série têm o objetivo de estimular debates e reflexões. “Não sou ingênua, mas quero acreditar que as histórias possam formar uma corrente de empatia e humanização. Em um país do tamanho do nosso, com tantas realidades distintas e desigualdade social extrema, a informação é um privilégio. Acho que o entretenimento pode ajudar a aproximar as pessoas”, afirmou.
A direção dos episódios é dividida entre a pernambucana Flávia Lacerda e Luiz Villaça, diretor-geral da série. A criação é assinada por Luiz Villaça, Leonardo Moreira e Donna Oliveira.
Produzida pela Café Royal, Habeas Corpus ainda conta no elenco com nomes como Any Gabrielly, Vladimir Brichta, Danton Mello, Naruna Costa, Tato Gabus Mendes, Natália Lage e Marisa Orth.
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