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Governo vai investir R$ 1,5 bilhão por ano para incluir canetas para emagrecer no SUS
A introdução das chamadas canetas para emagrecer no Sistema Único de Saúde (SUS) deve demandar um aporte anual de aproximadamente R$ 1,5 bilhão, conforme estimativa do Ministério da Saúde, que espera uma queda de até 90% no custo do medicamento.
Segundo o órgão, a redução nos valores ocorre devido a estratégias implementadas desde o ano anterior para ampliar a concorrência e incentivar a produção nacional dos remédios.
Essas medidas ajudaram a aumentar a disponibilidade dos medicamentos e a diminuir os preços nas farmácias, com uma redução aproximada de 70% em menos de um ano.
Alexandre Padilha, ministro da Saúde, comentou: “Tomamos várias ações que criaram um novo panorama. Impedimos a tentativa de estender a patente, possibilitamos a fabricação local e convocamos produtores para registrar novos produtos no Brasil. Isso ampliou o acesso, que antes era restrito a poucos.”
Entre as iniciativas, estão o bloqueio da extensão da patente, o incentivo à fabricação nacional e o chamamento de empresas para registrar medicamentos no país.
Após um chamado do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foram registrados 16 novos produtos em 2026, entre genéricos e similares. Essa maior concorrência também colaborou para baixar os preços.
Quatro desses produtos são fabricados no Brasil, ampliando a diversidade disponível aos consumidores.
Para o Ministério, o aumento na oferta e a produção nacional abriram caminho para uma nova fase de acesso ao medicamento, agora pela rede pública de saúde.
Alexandre Padilha destacou: “Na farmácia, o preço já caiu 70%. Considerando a escala de compras do SUS e a produção local, é possível alcançar uma redução de 80% a 90% nos custos. Estamos projetando que, com um investimento anual de R$ 1,5 bilhão, conseguiremos disponibilizar esses medicamentos pelo SUS.”
Alexandre Padilha, ministro da Saúde, enfatiza a ampliação do acesso aos medicamentos para obesidade via SUS, ressaltando a queda dos preços após o aumento da concorrência no mercado.
Dados da Anvisa mostram que o número de usuários de canetas para emagrecer no Brasil subiu de cerca de 400 mil para mais de 750 mil por mês.
O Ministério da Saúde solicitou à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a avaliação para incluir esse tipo de medicamento no sistema público. Esta comissão é responsável por analisar e recomendar a adoção de novas tecnologias no SUS.
Alexandre Padilha explicou que não se trata de um
Notícias
João Campos diz que governo atual prejudica a educação
O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) declarou, nesta quarta-feira (30), durante reunião com representantes da educação no Comitê da Frente Popular, localizado na Zona Norte do Recife, que a administração estadual vigente está agindo contra a educação pública.
“Hoje, infelizmente, Pernambuco é governado por um grupo político que age contra uma educação pública de qualidade, enfrentando os servidores, confrontando as categorias e promovendo retrocessos”, afirmou o candidato.
No seu discurso, o socialista também ressaltou que a atual gestão não inaugurou nenhuma Escola Técnica Estadual (ETE), não entregou as 250 creches prometidas e não construiu nenhum Campus da Universidade de Pernambuco (UPE).
Notícias
João Campos Propõe Comissão de Professores Para Remodelar Sassepe
O candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou que, se eleito, irá sugerir a formação de uma comissão composta por professores estaduais para debater a renovação do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe).
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (30), durante um encontro do socialista com representantes da educação no Comitê da Frente Popular, localizado na Zona Norte do Recife.
João Campos destacou: “Meu compromisso é publicar no mês de janeiro uma portaria que instituirá uma comissão, com membros da categoria dos professores estaduais, para que em 2027 possamos discutir melhorias no Sassepe. Queremos formar um grupo para avaliar, apresentar diagnósticos e definir caminhos para sair do modelo deficitário atual.”
O candidato também assegurou que a gestão do Sassepe não será alvo de nomeações políticas: “Esse problema não pode ser resolvido por uma única pessoa. Meu compromisso é que não haverá indicação política para administrar o Sassepe. A gestão terá que visar o bem-estar dos servidores.”
Cidades
Estudantes de Vertentes desenvolvem pavers com casca de castanha de caju e avançam para semifinal em concurso
Alunos do 2º ano do Ensino Médio da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Gil Rodrigues, localizada em Vertentes, no Agreste de Pernambuco, criaram pavers utilizando a casca da castanha de caju como matéria-prima. Essa iniciativa visa oferecer uma alternativa mais leve e econômica para a construção de calçadas e espaços comunitários. O projeto foi selecionado entre as 30 equipes semifinalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow, concurso promovido pela Samsung e coordenado pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
Este prêmio estimula estudantes e professores da rede pública a encontrarem soluções para problemas sociais através da metodologia STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
Denominado ‘Pavers Sustentáveis a partir da Casca de Castanha de Caju’, o projeto transforma um resíduo gerado durante o processamento da castanha em um material útil para a fabricação de blocos de pavimentação, ao mesmo tempo que valoriza os produtores locais, principalmente pequenos agricultores e trabalhadores das comunidades.
João Paulo da Silva, professor orientador, destaca que “a região produz grande quantidade de castanha de caju, e o descarte da casca causa impacto ambiental. Ao dialogar com as comunidades envolvidas, identificamos um problema ambiental que pode ser convertido numa solução útil: a criação dos pavers”.
Objetivo do projeto
A equipe busca desenvolver e testar diferentes composições para o material, a fim de encontrar uma formulação com resistência e aplicabilidade adequadas. Além disso, os estudantes avaliam formatos, peso, estrutura e acabamento para criar protótipos úteis para a pavimentação.
Um diferencial é a possibilidade de fabricar os blocos sem forno tradicional, utilizando exposição à luz solar para o processo produtivo, simplificando a fabricação e reduzindo a necessidade de equipamentos específicos.
Os primeiros protótipos estão planejados para serem aplicados em uma calçada da escola.
João Paulo comenta: “ao enfrentar um problema real, os alunos aplicam conhecimentos de Química Ambiental, Física, Química e Matemática para calcular proporções e analisar gráficos, conectando teoria e prática”.
Impacto na comunidade
O projeto ampliou a visão dos estudantes sobre o impacto do processamento da castanha na comunidade. Durante visitas, identificaram desafios relacionados aos resíduos e planejam iniciativas para valorizar a produção local, incluindo uma proposta de projeto de lei para fortalecer a atividade dos pequenos produtores e estimular o apoio público.
Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina, ressalta que o projeto mostra como a inovação pode surgir de recursos locais, transformando problemas ambientais em oportunidades.
Beatriz Cortes, diretora executiva do Cenpec, acredita que a iniciativa demonstra como a escola pública pode unir conhecimento, território e transformação digital, estimulando estudantes a reconhecerem seu protagonismo na solução de desafios comunitários.
Para o professor João Paulo, o programa incentiva os estudantes a irem além da teoria, enfrentando problemas reais, tomando decisões e superando obstáculos.
Ele destaca: “não esperava que chegaríamos a elaborar um projeto de lei, mas o programa nos inspirou a pensar criativamente. Os alunos ficaram mais independentes e conseguem articular o projeto superando desafios e adaptando-o à realidade local. É uma experiência desafiadora e enriquecedora”.
Etapas atuais
Atualmente, a equipe realiza testes para avaliar a resistência dos pavers e estuda os resultados das diferentes composições. Amostras foram enviadas a parceiros, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para análises da eficiência e propriedades do material.
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