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Quatro pessoas sumiram após tempestade no RS

Durante a madrugada, o estado do Rio Grande do Sul foi atingido por uma forte tempestade com muita chuva e ventos intensos, resultando em quatro pessoas desaparecidas, quatro desabrigadas e 624 deslocadas, conforme informações da Defesa Civil.

Os desaparecidos são da cidade de Caxias do Sul, localizada na Serra Gaúcha. Três deles estavam dentro de um veículo que foi levado pela enxurrada.

Um homem foi resgatado, porém um adolescente de 13 anos, uma criança de quatro anos e uma mulher de 43 anos continuam desaparecidos.

Em outro incidente na mesma cidade, um homem que fazia limpeza de uma galeria foi arrastado pela correnteza no bairro De Lazzer.

O balanço da Defesa Civil aponta que 64 municípios enfrentaram problemas devido à tempestade, dos quais 49 tiveram maiores impactos pelos ventos. No município de Hulha Negra, as rajadas de vento chegaram a 126,7 km/h. Já em Caxias do Sul, o volume de chuva acumulado em um único dia foi de 159,4 milímetros.

Na cidade de Pelotas, a tempestade causou danos em residências e a queda de várias árvores, o que resultou em famílias desalojadas. Em Nova Santa Rita, 400 casas perderam parte dos telhados. Devido ao evento, as aulas em várias escolas da cidade foram suspensas.

Em Igrejinha, o nível do Rio Paranhana chegou a 3,5 metros, entrando em estágio de atenção, um nível antes do alerta. Mais de 100 residências foram afetadas com a perda dos telhados.

Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, as chuvas recentes fizeram com que arroios e rios da bacia do Rio Guaíba aumentassem de nível, e com possibilidade de mais chuva, cresce o risco de alagamentos, enxurradas e transbordamentos.

A previsão indica que as fortes chuvas continuarão durante a tarde nas regiões Norte, dos Vales e da Serra, com volumes entre 50 e 80 milímetros em 12 horas.

A Defesa Civil emitiu alerta para essas áreas devido ao risco de temporais, granizo e ventos fortes que podem ultrapassar 90 km/h nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste. O alerta é válido até a próxima quarta-feira (23).

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Michelle Bolsonaro, ex-primeira dama, é internada por enxaqueca

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Michelle Bolsonaro, ex-primeira dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal (PL-DF), foi internada na terça-feira (22), em Brasília, por causa de uma enxaqueca, conforme comunicado do hospital.

Michelle, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, está concorrendo a uma vaga no Senado nas eleições de 4 de outubro, dia em que seu enteado Flávio Bolsonaro disputará a presidência contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A candidata de 44 anos está recebendo atendimento clínico especializado e ainda não tem previsão para deixar a unidade hospitalar, informou o Hospital DF Star.

Há dois meses, Michelle já havia passado por tratamento de enxaqueca, coincidentemente quando lançou sua candidatura. Ela é muito popular entre mulheres conservadoras e liderou o diretório feminino do Partido Liberal (PL). Segundo pesquisas, possui boas chances de conquistar seu primeiro cargo eletivo.

Em junho, Michelle revelou publicamente desentendimentos com seu enteado Flávio Bolsonaro, a quem acusou de falta de respeito em debate sobre as alianças partidárias. Apesar de terem resolvido as diferenças, setores da direita permaneceram críticos ao apoio moderado dela à campanha do enteado.

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Previdência mostra contradição ao anunciar fim da fila do INSS, avalia diretor da IFI

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O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, Marcus Pestana, destacou que a alegação da equipe econômica sobre uma folga nas despesas com Previdência contrasta com o anúncio do governo de que a fila de espera para concessão de benefícios do INSS foi zerada, sendo que em fevereiro essa fila ultrapassava 3 milhões de pedidos.

“É aguardado o relatório de avaliação de receitas e despesas primárias desta semana. Ainda assim, estrategicamente, permanece essa troca de informações contraditórias, mas o resultado fiscal efetivo está longe do necessário para estabilizar a dívida e propiciar a redução dos juros,” disse Pestana à Broadcast. A IFI estima que o superávit primário necessário deveria ser de 2% do PIB, aproximadamente R$ 260 bilhões. “O que temos são supostos espaçamentos na ordem de R$ 19,6 bilhões, considerando tolerâncias e descontos em despesas para cumprimento da meta fiscal,” criticou.

Na segunda-feira (21), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o governo federal identificou um espaço fiscal de R$ 19,6 bilhões no orçamento atual, possibilitando o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, como anunciado recentemente.

Pestana comenta que o governo habitualmente mantém uma margem em despesas, como em pessoal, e observa que a receita do petróleo, beneficiada pela continuidade do conflito no Irã, contribuiu para ampliar o espaço fiscal.

Em entrevista ao portal G1, Moretti ressaltou quedas nas projeções referentes às despesas previdenciárias, BPC, gastos com pessoal e subsídios, com a maior redução ocorrendo nos benefícios previdenciários, em cerca de R$ 11,5 bilhões.

O Ministério da Previdência utiliza dois principais critérios para afirmar que a fila do INSS está zerada: o tempo médio de concessão, que foi de 34 dias em agosto, e a consideração da capacidade do INSS em analisar novos pedidos, chamado de fluxo de atendimento. Em agosto, o número de pedidos iniciais pendentes ficou abaixo dos novos pedidos recebidos, o que é interpretado como um fluxo equilibrado.

Contudo, mesmo reconhecendo melhorias na gestão da fila, especialmente após a saída do ex-ministro Carlos Lupi, especialistas questionam a declaração oficial, já que o aumento dos indeferimentos pode provocar o retorno do acúmulo nos próximos meses.

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Eleição é contra milícia, diz Edinho Silva e chama para mobilização nacional

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (22) que a eleição presidencial deste ano é uma disputa entre fortalecer as instituições e quem lidera milícias, referindo-se ao senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL).

O pronunciamento aconteceu durante uma plenária de mobilização do PT em São Paulo. O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB); do candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad; da candidata ao Senado pela chapa, Marina Silva (Rede), além de líderes de movimentos sociais.

Edinho ressaltou que a eleição está sendo disputada com a liderança das milícias no Rio de Janeiro e que o país precisa decidir se quer fortalecer as instituições ou trazer para o Brasil os mesmos problemas do Rio de Janeiro. Ele também elogiou o trabalho do governador Ricardo Couto no Rio de Janeiro, destacando a importância de apoiar sua gestão para recuperar a força institucional do estado.

Ao reforçar o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho Silva destacou os avanços econômicos da atual administração federal e o fortalecimento da democracia, mencionando que do outro lado estão aqueles que tentaram dar um golpe, não aceitam o resultado eleitoral e planejaram o morte de Lula.

Por fim, Edinho convocou militantes e simpatizantes a participarem de uma mobilização nacional em apoio a Lula no próximo domingo, dia 27. Ele disse: “Quero que a partir de amanhã possamos organizar uma mobilização nacional para o dia 27, para mostrar nossa força, nossa capacidade de luta, e provar que somos brasileiros que vão vencer a milícia, o fascismo e o autoritarismo”.

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