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Boulos critica escolha do vice de Flávio como união de rachadinha e orçamento secreto

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou nesta sexta-feira (7) que a seleção do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa como candidato a vice-presidente ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) simboliza uma combinação ideal entre suspeitas de rachadinha e irregularidades no orçamento secreto do Legislativo.

“Achei surpreendente o Flávio Bolsonaro escolher como vice o Alfredo Gaspar. Para mim, é a junção perfeita da rachadinha com o orçamento secreto. Isso promete ser uma longa história”, afirmou Boulos durante entrevista coletiva pós-reunião com centrais sindicais em São Paulo.

As investigações sobre rachadinha contra Flávio tratam do suposto desvio de salários de assessores enquanto ele exercia mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Quanto ao Alfredo Gaspar, Boulos apontou suspeitas de movimentações de R$ 6 milhões via emendas Pix e um inquérito que apura uma acusação grave de estupro de vulnerável.

O ministro enfatizou, entretanto, o direito à presunção de inocência do deputado.

Boulos também vinculou a escolha do candidato a vice ao isolamento político de Flávio na corrida presidencial. “Talvez essa tenha sido a única opção restante. Flávio não conseguiu formar uma coligação sólida, falhou em trazer o plano A, que seria Ciro Nogueira (PP); o plano B, Tereza Cristina (PP); e nem o plano C, Michelle Bolsonaro“, explicou.

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Cultura

Tamara Klink pede que leitores doem ou emprestem seu livro

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Tamara Klink, escritora e velejadora, fez um apelo em suas redes sociais para que as pessoas parem de comprar seu livro mais recente, “Bom Dia, Inverno” (Companhia das Letras), que é muito popular atualmente. O livro ocupa a terceira posição entre os mais vendidos na Amazon, atrás apenas de “A Metamorfose”, de Franz Kafka, e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos.

Em seu vídeo, Tamara expressa preocupação com o meio ambiente e incentiva que o livro seja preferencialmente doado ou emprestado. “Já existem muitos exemplares de ‘Bom Dia, Inverno’ circulando pelo Brasil. Se você puder, tenha acesso a uma biblioteca ou conheça pessoas da família, colegas ou do trabalho, faça o livro circular. Ele existe para isso”, explicou.

A autora lamenta que livros fiquem em bibliotecas e sejam lidos uma única vez, ressaltando o desperdício de papel e energia natural empregados na produção da obra.

Tamara reforça seu pedido para que o livro seja compartilhado via doação ou empréstimo e incentiva seguidores a indicar bibliotecas que ainda não disponham da obra. “O mais valioso no livro, e em qualquer objeto — como quem já leu sabe — é que ele circule e cumpra sua função pelo maior tempo possível, valorizando os recursos naturais que foram usados para produzi-lo”, declarou.

Por fim, ela agradeceu a todos que adquiriram “Bom Dia, Inverno”. O livro foi lançado em maio e traz o relato da preparação e dos oito meses que Tamara Klink passou isolada em um veleiro no Ártico, navegando pelo mar congelado da Groenlândia, entre outubro de 2023 e maio de 2024, mantendo comunicação mínima com o mundo exterior.

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Cultura

Dia da Cerveja: Pernambuco e a origem da bebida nas Américas

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Cadeira de plástico, Reginaldo Rossi ao fundo, calor, tira-gosto… O que falta? Uma cerveja gelada. Presente em bares, festas e encontros, esta bebida atravessou séculos para se tornar uma das maiores paixões do Brasil. Na última sexta-feira (7), quando comemoramos o Dia Internacional da Cerveja, também lembramos que foi em Pernambuco que essa história começou para as Américas.

Os registros históricos indicam que a cerveja surgiu originalmente na Mesopotâmia, antes de chegar à Europa.

No período em que Maurício de Nassau governou Pernambuco, entre 1637 e 1644, durante a invasão holandesa, chegou ao Recife uma tripulação que incluía cientistas, artistas, cartógrafos e o mestre cervejeiro Dirck Dicx. Essa etapa marcou o início da primeira cervejaria do Brasil e, por consequência, a produção da primeira cerveja nas Américas.

Em 1641, Dirck Dicx iniciou a fabricação da bebida na “La Fontaine” – que significa “A Fonte” em francês – utilizando equipamentos holandeses e ingredientes como cevada e açúcar produzido em Pernambuco, que na época era a principal riqueza econômica da região. Apesar de pioneira, a cerveja daquela época estava longe de ser clara e translúcida, muito menos popularizada.

Segundo o sommelier de cervejas Ângelo Nunes, “o Brasil não tinha acesso aos principais ingredientes atuais para a produção da cerveja, como o malte e o lúpulo”. Isso fazia com que o sabor fosse mais forte.

Além disso, durante o período colonial, a Coroa Portuguesa tinha grande interesse econômico no vinho importado de Portugal. A cerveja, por ser mais barata e menos lucrativa, ficou em segundo plano.

Quem consumia a cerveja?

Ângelo Nunes comenta que a cerveja chegou ao Brasil principalmente para atender ao consumo pessoal de Maurício de Nassau, não sendo uma bebida popularizada inicialmente. Ele trouxe um mestre cervejeiro e montou a cervejaria para seu próprio uso.

Somente em 1808, com a abertura dos portos pelo Dom João VI, a cerveja começou a ser consumida em todo o país. No século XIX, a imigração alemã impulsionou a criação de fábricas e popularizou estilos mais leves e claros, como a Pilsen.

A cerveja no Brasil atual

Hoje em dia, é difícil imaginar o Brasil sem a cerveja. O país é o terceiro maior produtor mundial, abrigando 1.954 cervejarias, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

Pernambuco mantém seu papel importante na história da cerveja, com uma crescente cena de cervejarias artesanais. A Associação Pernambucana das Cervejarias Artesanais (Apecerva) informa que o estado possui 13 cervejarias produzindo mais de 200 mil litros por mês. Recife chegou a ser chamada de “capital da cerveja artesanal” pela Revista Veja.

O desafio do setor artesanal é oferecer sabores diferentes da tradicional cerveja gelada e clara, a Pilsen. O presidente da Apecerva, Sidney Wanderley, destaca que as marcas comerciais com sabores mais marcantes ajudaram a educar o paladar e a introduzir novos estilos, como Bock e Pale Ale.

Quase quatro séculos após a primeira produção de cerveja em Recife por Dirck Dicx, a bebida chegou ao Brasil pelas mãos dos holandeses e atravessou diversos momentos da história, ganhando seus próprios estilos, sotaques e receitas.

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Economia

Dia de prevenção ao colesterol para cuidar do coração

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Este sábado (08) destaca o Dia Nacional de Prevenção ao Colesterol. Profissionais de saúde reforçam a necessidade de adotar hábitos saudáveis para manter os níveis de colesterol sob controle, já que essa gordura é fundamental para o organismo, participando da formação das células e da produção de hormônios.

No entanto, níveis elevados de LDL, conhecido como “colesterol ruim”, aumentam bastante as chances de problemas cardíacos como infarto e AVC. Alimentação rica em gorduras saturadas, falta de exercício, tabagismo e consumo excessivo de álcool são fatores que contribuem para o aumento do colesterol.

Nesta sexta-feira (07), Jota Batista, apresentador da Rádio Folha 96,7 FM, conversou no Canal Saúde com o cardiologista Carlos Japhet, que explicou os principais fatores de risco para o colesterol alto.

Carlos Japhet iniciou esclarecendo que o tratamento para o colesterol alto não é igual para todos, pois os níveis considerados seguros variam conforme o histórico e as doenças de cada pessoa.

“O colesterol é vital para o corpo, essencial para o funcionamento celular e a produção hormonal. Contudo, quando está em excesso, especialmente o LDL, ele se torna um risco à saúde.”

Ele desmentiu a ideia de que o colesterol alto decorre apenas da má alimentação, apresentando a proporção real do colesterol produzido pelo corpo e demonstrando como o estilo de vida influencia.

“Cerca de 70% do colesterol no corpo é produzido pelo fígado, enquanto 30% vem da alimentação. Então, uma dieta equilibrada ajuda a controlar a ingestão. Para reduzir o colesterol formado internamente, o exercício regular é fundamental, assim como manter hábitos saudáveis e, se necessário, tratamento medicamentoso.”

Ao comentar sobre as recomendações médicas atualizadas, o cardiologista explicou os parâmetros ideais de LDL para diferentes perfis de pacientes, enfatizando que a medicina atual recomenda manter esses níveis o mais baixo possível.

“Os valores ideais de LDL variam conforme o risco cardiovascular da pessoa. Um adulto jovem e saudável deve manter o LDL abaixo de 116 mg/dL. Já pessoas com diabetes, histórico de infarto, angioplastia ou cirurgia cardíaca devem ter o LDL abaixo de 50 mg/dL, e às vezes até abaixo de 40 mg/dL.”

Para finalizar, Carlos Japhet ressaltou que as doenças metabólicas cardiovasculares se desenvolvem de forma silenciosa, sendo vital que os pacientes façam exames habituais para detectar problemas antes que sejam graves.

“Diabetes e colesterol alto geralmente não causam sintomas visíveis, e quando aparecem, são sutis, detectáveis apenas por avaliação médica. Por isso, realizar exames frequentes para monitorar colesterol e glicose, assim como verificar a pressão arterial, é essencial.”

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