Economia
WhatsApp lança facilidades para grupos
As conversas em grupo no WhatsApp receberam três novidades importantes anunciadas na quarta-feira (5), visando melhorar a organização e a interação dos usuários.
A Meta revelou melhorias nas enquetes, a função @todos para notificar todos os membros da conversa, além de facilitar a criação de novos grupos sem precisar adicionar contatos manualmente.
Este é o segundo conjunto de melhorias lançado pela Meta em 2026 para grupos do aplicativo. Anteriormente, foram implementados lembretes para eventos, etiquetas customizadas para membros e um histórico de mensagens.
Enquetes aprimoradas
A atualização traz recursos extras para enquetes, incluindo a definição de data e hora para encerramento automático da votação. Após o tempo determinado, os votos deixam de ser aceitos.
Também agora é possível editar a enquete por até 15 minutos após sua criação. Uma novidade é o voto anônimo, que esconde os nomes dos participantes que escolheram cada opção.
Função @todos
O comando @todos permite que todos os membros de um grupo sejam notificados simultaneamente, mesmo que o grupo esteja no modo silencioso. É possível desativar essas notificações nas configurações.
Em grupos com mais de 32 pessoas, apenas os administradores podem usar essa função para evitar spam e uso excessivo.
Criação simplificada de novos grupos
A Meta introduziu uma funcionalidade que permite adicionar todos os participantes de uma conversa atual a um novo grupo com um único clique, facilitando a comunicação coletiva entre os mesmos usuários.
Economia
Taxa extra dos EUA pode afetar 36% das exportações do Nordeste, aponta Etene
A taxa extra de 37,5% aplicada pelo governo dos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros deve impactar oito dos 15 principais itens exportados do Nordeste para o mercado americano. Esses produtos representaram, somente no primeiro semestre de 2026, mais de 450 milhões de dólares em vendas da região para os EUA, correspondendo a 36% do total. O cálculo foi feito pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), setor de pesquisa do Banco do Nordeste (BNB).
Os Estados Unidos anunciaram novas tarifas de importação para produtos brasileiros, vigentes a partir de 22 de julho, incluindo uma taxa de 25% sobre certos itens exportados do Brasil.
Além disso, foi estabelecida uma cobrança adicional de 12,5% para alguns produtos, baseada em políticas americanas de combate ao trabalho forçado. Juntas, as tarifas podem chegar a 37,5%, dependendo da classificação do produto.
Segundo o economista-chefe do BNB, Rogério Sobreira, o setor industrial será o mais afetado pelas medidas americanas. “Empresas desse setor no Nordeste enfrentarão maiores desafios, pois produtos importantes, como os semimanufaturados de ferro e aço, estão sendo taxados”, explicou.
O agronegócio da região também sentirá o impacto nas exportações de celulose solúvel, açúcar e álcool, mel natural, certos tipos de pescados, calçados de couro e cordéis de sisal. Produtos isentos incluem celulose convencional, manteiga, óleo de cacau, manga, castanha de caju, água de coco, cacau em pó, café em grão e partes de frutas.
Rogério Sobreira destaca a importância de diversificar os mercados: “É fundamental lembrar que os americanos não são os únicos consumidores dos nossos produtos. Os Estados Unidos representaram cerca de 12% das exportações nordestinas em 2025. Outra estratégia é buscar crédito adequado para superar as dificuldades. O próprio Banco do Nordeste oferece fontes de financiamento com condições muito favoráveis para exportações, utilizando recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).”
No total, foram aplicadas sobretaxas a 639 produtos brasileiros. Segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com base no comércio bilateral de 2024, as novas tarifas americanas atingem 23,1% das exportações brasileiras. Considerando a sobretaxa sobre aço e alumínio, anunciada em junho do ano anterior, esse percentual pode chegar a 47,3%.
Economia
Preço da cesta básica tem aumento de até 510% na Região Metropolitana do Recife
O custo dos produtos essenciais para as famílias da Região Metropolitana do Recife (RMR) aumentou em julho, segundo levantamento do Procon-PE feito entre os dias 20 e 27 do mesmo mês. O preço médio da cesta básica alcançou R$ 786,41, o que representa uma elevação de 0,44% em comparação com junho, quando estava em R$ 782,95, resultando em um aumento de R$ 3,46 no valor total. Com isso, os itens básicos passaram a consumir aproximadamente 48,51% do salário mínimo atual, que é de R$ 1.621,00.
A maior disparidade de preços foi observada nos produtos de limpeza doméstica. O sabão em pó de 500 gramas, por exemplo, foi encontrado por preços que variaram de R$ 1,39 até R$ 8,49, uma variação de 510,79%. Outro produto com grande diferença de valor foi o papel higiênico (30 metros, pacote com 4 unidades), cujo preço oscilou entre R$ 3,19 e R$ 10,99, apresentando uma diferença de 244,51%.
No setor de alimentos, os maiores desvios nos preços foram do alho, que variou 155,46% (de R$ 15,85 a R$ 40,49), da batata inglesa, com variação de 137,93% (de R$ 5,88 a R$ 13,99), da farinha de mandioca torrada, com 126,85% (de R$ 3,65 a R$ 8,38) e do macarrão espaguete de 400 gramas, cuja diferença foi de 123,08% (de R$ 1,95 a R$ 4,35).
Comparando os preços médios entre junho e julho de 2026, os maiores aumentos foram no quilo do arroz (+9,21%, de R$ 3,96 para R$ 4,32), no biscoito maisena (+7,32%, de R$ 5,85 para R$ 6,28) e no macarrão espaguete (+6,27%, de R$ 2,58 para R$ 2,74). No setor de limpeza doméstica, o sabão em pó teve a maior alta, com +9,56% (de R$ 3,07 para R$ 3,36). Já em higiene pessoal, o creme dental apresentou um aumento de +8,51% (de R$ 2,89 para R$ 3,14).
Os dados foram coletados analisando 27 produtos que englobam alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal, em 26 estabelecimentos localizados nos municípios de Recife, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Paulista.
Economia
Petrobras descarta pagamento de dividendo extra devido à possível queda do Brent
O diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, reafirmou nesta sexta-feira (7) que a empresa não pretende distribuir dividendos extraordinários, considerando essa hipótese como ‘muito improvável’ para este ano. Na quinta-feira, a estatal anunciou dividendos regulares no valor de R$ 17,4 bilhões.
Melgarejo explicou que todo valor adicional em caixa será direcionado para dividendos ordinários, contanto que não haja necessidade de investimentos ou problemas com a dívida. Essa política está vigente desde a chegada da atual gestão.
Ele fundamentou a decisão na expectativa de que o preço do petróleo voltará aos níveis previstos no Planejamento Estratégico 2025-2030.
Segundo Melgarejo, a probabilidade de dividendos extraordinários é baixa, pois não acredita que o preço do Brent se mantenha alto por muito tempo. Além disso, a empresa está focada em acelerar a redução da dívida bruta para US$ 65 bilhões, meta inicialmente planejada para o final do quinquênio.
Também permanece o compromisso de realizar investimentos que tragam retorno aos acionistas, priorizando a antecipação de projetos.
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