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EUA retiram sanções de empresas e pessoa do Iraque associadas à Guarda Revolucionária do Irã

Os Estados Unidos decidiram remover as sanções impostas a empresas do Iraque vinculadas à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira, 5, pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro.

A Fly Baghdad Airlines Company e sua afiliada Iraq Express foram as duas empresas que tiveram as sanções suspensas, além da retirada de restrições relacionadas às aeronaves Yi-Baf e Yi-Ban.

Bashir Abd al Kazim Alwan Al-Shabani, CEO da companhia aérea, também foi excluído da lista de sanções americanas.

Essa medida dos EUA ocorre em um contexto de tensões no Oriente Médio, enquanto o país busca avançar em negociações de paz com o Irã. Recentemente, EUA e Arábia Saudita realizaram ataques em várias áreas usadas por milícias apoiadas pelo Irã no Iraque. Contudo, a Arábia Saudita tem incentivado os Estados Unidos a buscar soluções diplomáticas para resolver o conflito.

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Lula critica Marco Rubio por posição contra América Latina

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, chamou o secretário de Estado americano Marco Rubio de ‘bolsonarista’ e ‘opositor à América Latina’ nesta sexta-feira (7).

Em comentários críticos, Lula afirmou que Rubio age de maneira contrária ao que foi acertado entre ele e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump.

“Trump conta com alguém que não aprecia o Brasil e a América Latina, alguém bolsonarista: é o Marco Rubio. Eu falei para o Trump: essa pessoa não gosta do Brasil. Ele é contra a América Latina, ou um latino-americano desapontado”, disse Lula, durante visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). “Ele age de forma diferente do que acordamos com o Trump.”

Lula ainda comentou que forneceu ao Trump, em reunião na Casa Branca em maio, documentos contendo informações sobre comércio, combate ao crime organizado e matérias-primas estratégicas, tentando amenizar o atrito com os EUA.

O líder brasileiro afirmou que aguardava retorno do presidente norte-americano e que sua equipe buscava contato semanalmente para agendar encontros.

Durante a visita ao Inpe, Lula acompanhou a divulgação de dados sobre desmatamento — tema que ganhou importância por ser usado pelo governo dos EUA como justificativa para impor tarifa de 25% sobre exportações brasileiras.

No discurso, Lula reafirmou que os motivos alegados pelo Trump para taxar o Brasil não correspondem à realidade.

Segundo o presidente, os Estados Unidos não demonstram o mesmo compromisso que o Brasil no cuidado ambiental.

Lula também relembrou um discurso de Trump na Organização das Nações Unidas (ONU), no qual o ex-presidente negou a existência das mudanças climáticas.

“Eu assisti à fala dele na ONU, onde ele afirmou não acreditar nas mudanças climáticas, dizendo que tudo isso é falso. Eu não ouvi de terceiros, eu estava presente na ONU ouvindo ele falar”, concluiu Lula.

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Senado dos EUA aprova Daniel Perez como embaixador do Brasil entre várias nomeações

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Senado dos EUA aprovou na sexta-feira (7) a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador do Brasil, como parte de um pacote maior contendo 74 nomeações para diferentes agências federais dos Estados Unidos e postos diplomáticos em diversos países e organizações internacionais como a ONU e a OCDE.

A aprovação foi decidida por 51 votos favoráveis contra 47 contrários.

Embora o Senado americano tenha confirmado a indicação, Daniel Perez ainda necessita da aprovação do governo brasileiro para assumir oficialmente a função.

Além dele, outras nomeações importantes incluem Christopher Phelan para presidente do Conselho de Consultores Econômicos, Brett Matsumoto como comissário do Escritório de Estatísticas de Emprego do Departamento do Trabalho, e Francis Brooke como vice-secretário do Tesouro.

Os países contemplados com nomeações de embaixadores, além do Brasil, são Chipre, Camboja, Austrália e Noruega.

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Houthis intensificam ataques em área de petróleo no Iêmen

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Houthis, apoiados pelo Irã, lançaram ataques contra forças governamentais no Iêmen nesta sexta-feira (7), visando uma região rica em petróleo em meio a uma campanha que causou dezenas de vítimas em apenas dois dias.

Na quinta-feira, ao menos 58 soldados foram mortos em bombardeios com mísseis e drones, marcando os ataques mais letais desde o cessar-fogo firmado em 2022 entre o governo, apoiado pela Arábia Saudita, e os rebeldes.

Este recente aumento na violência reacende o receio de uma nova escalada do conflito no país mais pobre da Península Arábica, onde o cessar-fogo começou a ruir em julho.

Um ataque com drone em Marib, uma área central produtora de petróleo, que já havia sido alvo na quinta-feira, resultou na morte de oito membros das forças governamentais e deixou 12 feridos, de acordo com uma fonte militar que preferiu manter o anonimato.

O ministro da Saúde do governo apoiado pela Arábia Saudita relatou que os rebeldes também mataram pelo menos dois civis em zonas residenciais e acampamentos para deslocados em Marib.

Uma fonte ligada ao exército saudita afirmou que a coalizão liderada por Riade não ficará inerte, considerando Marib uma área crítica.

Foi ressaltado que a coalizão não busca intensificar o conflito, mas não permitirá que o atual equilíbrio de forças seja alterado, rejeitando a tomada de Marib pelos houthis.

Os rebeldes afirmam que os ataques foram uma resposta ao reforço das tropas iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita.

O porta-voz militar dos rebeldes, Yahya Saree, declarou que o inimigo saudita continua a mobilizar suas forças e buscar a escalada do conflito.

Marib é uma província estratégica, dividida entre áreas sob controle dos rebeldes e do governo, que mantém domínio sobre a cidade e instalações petrolíferas locais.

Os houthis estão em guerra com o governo desde 2014, um conflito que já causou centenas de milhares de mortes e gerou uma severa crise humanitária no Iêmen.

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