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Cultura

Volta de Maria Rita a Pernambuco com turnê Redescobrir Vol. 2

Maria Rita ficou longe dos palcos por quase dois anos, mas neste ano confirmou seu retorno com a turnê Redescobrir Vol. 2. A série de shows da artista paulista segue até dezembro e, para a alegria dos fãs em Pernambuco, a turnê passará por este estado.

O lançamento da nova turnê ocorreu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em março, marcando o esperado retorno da cantora ao público. O show chegará ao Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, no dia 4 de dezembro. Segundo Maria Rita, as informações sobre a venda de ingressos serão divulgadas em breve.

Sucessos

O público de Pernambuco pode esperar um repertório cheio de músicas marcantes da história da música brasileira, além de composições de grandes músicos nacionais, eternizadas por sua mãe, a cantora Elis Regina (1945-1982), como “Cais” e “O Bêbado e a Equilibrista”. Esta turnê é diferente do show “Redescobrir” (2012), que foi uma homenagem à Elis.

Durante sua carreira, Maria Rita acumulou muitos sucessos e prêmios, incluindo oito Grammy Latino. Ela é também a única brasileira a ganhar o prêmio de Artista Revelação no Grammy, conquista que obteve em 2004.

Redescobrir

Para Maria Rita, a volta aos palcos com a turnê Redescobrir Vol. 2 tem um significado especial, representando uma busca pelo acolhimento da mãe, conforme declarou em entrevista ao videocast Conversa vai, conversa vem do jornal O Globo, em julho deste ano.

A cantora se afastou dos palcos em 2024 devido a um diagnóstico de burnout.

Roteiro da turnê

A turnê Redescobrir Vol. 2 começou oficialmente em julho, com várias apresentações pelo interior de São Paulo, nas cidades de Ribeirão Preto e Campinas. A agenda inclui ainda shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, antes de chegar ao Teatro Guararapes em Pernambuco no dia 4 de dezembro.

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Cultura

Tamara Klink pede que leitores doem ou emprestem seu livro

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Tamara Klink, escritora e velejadora, fez um apelo em suas redes sociais para que as pessoas parem de comprar seu livro mais recente, “Bom Dia, Inverno” (Companhia das Letras), que é muito popular atualmente. O livro ocupa a terceira posição entre os mais vendidos na Amazon, atrás apenas de “A Metamorfose”, de Franz Kafka, e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos.

Em seu vídeo, Tamara expressa preocupação com o meio ambiente e incentiva que o livro seja preferencialmente doado ou emprestado. “Já existem muitos exemplares de ‘Bom Dia, Inverno’ circulando pelo Brasil. Se você puder, tenha acesso a uma biblioteca ou conheça pessoas da família, colegas ou do trabalho, faça o livro circular. Ele existe para isso”, explicou.

A autora lamenta que livros fiquem em bibliotecas e sejam lidos uma única vez, ressaltando o desperdício de papel e energia natural empregados na produção da obra.

Tamara reforça seu pedido para que o livro seja compartilhado via doação ou empréstimo e incentiva seguidores a indicar bibliotecas que ainda não disponham da obra. “O mais valioso no livro, e em qualquer objeto — como quem já leu sabe — é que ele circule e cumpra sua função pelo maior tempo possível, valorizando os recursos naturais que foram usados para produzi-lo”, declarou.

Por fim, ela agradeceu a todos que adquiriram “Bom Dia, Inverno”. O livro foi lançado em maio e traz o relato da preparação e dos oito meses que Tamara Klink passou isolada em um veleiro no Ártico, navegando pelo mar congelado da Groenlândia, entre outubro de 2023 e maio de 2024, mantendo comunicação mínima com o mundo exterior.

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Cultura

Dia da Cerveja: Pernambuco e a origem da bebida nas Américas

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Cadeira de plástico, Reginaldo Rossi ao fundo, calor, tira-gosto… O que falta? Uma cerveja gelada. Presente em bares, festas e encontros, esta bebida atravessou séculos para se tornar uma das maiores paixões do Brasil. Na última sexta-feira (7), quando comemoramos o Dia Internacional da Cerveja, também lembramos que foi em Pernambuco que essa história começou para as Américas.

Os registros históricos indicam que a cerveja surgiu originalmente na Mesopotâmia, antes de chegar à Europa.

No período em que Maurício de Nassau governou Pernambuco, entre 1637 e 1644, durante a invasão holandesa, chegou ao Recife uma tripulação que incluía cientistas, artistas, cartógrafos e o mestre cervejeiro Dirck Dicx. Essa etapa marcou o início da primeira cervejaria do Brasil e, por consequência, a produção da primeira cerveja nas Américas.

Em 1641, Dirck Dicx iniciou a fabricação da bebida na “La Fontaine” – que significa “A Fonte” em francês – utilizando equipamentos holandeses e ingredientes como cevada e açúcar produzido em Pernambuco, que na época era a principal riqueza econômica da região. Apesar de pioneira, a cerveja daquela época estava longe de ser clara e translúcida, muito menos popularizada.

Segundo o sommelier de cervejas Ângelo Nunes, “o Brasil não tinha acesso aos principais ingredientes atuais para a produção da cerveja, como o malte e o lúpulo”. Isso fazia com que o sabor fosse mais forte.

Além disso, durante o período colonial, a Coroa Portuguesa tinha grande interesse econômico no vinho importado de Portugal. A cerveja, por ser mais barata e menos lucrativa, ficou em segundo plano.

Quem consumia a cerveja?

Ângelo Nunes comenta que a cerveja chegou ao Brasil principalmente para atender ao consumo pessoal de Maurício de Nassau, não sendo uma bebida popularizada inicialmente. Ele trouxe um mestre cervejeiro e montou a cervejaria para seu próprio uso.

Somente em 1808, com a abertura dos portos pelo Dom João VI, a cerveja começou a ser consumida em todo o país. No século XIX, a imigração alemã impulsionou a criação de fábricas e popularizou estilos mais leves e claros, como a Pilsen.

A cerveja no Brasil atual

Hoje em dia, é difícil imaginar o Brasil sem a cerveja. O país é o terceiro maior produtor mundial, abrigando 1.954 cervejarias, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

Pernambuco mantém seu papel importante na história da cerveja, com uma crescente cena de cervejarias artesanais. A Associação Pernambucana das Cervejarias Artesanais (Apecerva) informa que o estado possui 13 cervejarias produzindo mais de 200 mil litros por mês. Recife chegou a ser chamada de “capital da cerveja artesanal” pela Revista Veja.

O desafio do setor artesanal é oferecer sabores diferentes da tradicional cerveja gelada e clara, a Pilsen. O presidente da Apecerva, Sidney Wanderley, destaca que as marcas comerciais com sabores mais marcantes ajudaram a educar o paladar e a introduzir novos estilos, como Bock e Pale Ale.

Quase quatro séculos após a primeira produção de cerveja em Recife por Dirck Dicx, a bebida chegou ao Brasil pelas mãos dos holandeses e atravessou diversos momentos da história, ganhando seus próprios estilos, sotaques e receitas.

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Cultura

Quem é o cantor sertanejo da dupla Derick e Eduardo com leucemia

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O cantor sertanejo Alcemir da Luz Carlos Filho, de 38 anos, conhecido pelo nome artístico Eduardo, foi diagnosticado com Leucemia Promielocítica Aguda (LPA), um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas produzidas na medula óssea, especialmente os glóbulos brancos. Ele é integrante da dupla Derick e Eduardo, formada em Goiás.

Atualmente, Eduardo está internado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), em Goiânia, onde está recebendo tratamento. Familiares e amigos iniciaram uma campanha para incentivar doações de sangue e plaquetas, essenciais para o cuidado do cantor. Quem puder ajudar pode comparecer ao hospital e informar o nome completo do artista: Alcemir da Luz Carlos Filho.

A internação teve início na última segunda-feira, dia 3, em um hospital de Orizona, ao sul de Goiás. Após necessitar de transfusões sanguíneas, Eduardo foi transferido durante a madrugada de quarta-feira, dia 5, para a capital, onde permanece sob supervisão médica.

Começo da parceria

A dupla Derick e Eduardo iniciou sua trajetória na escola, em Pires do Rio (GO). Eduardo e Gleydison Batista Siqueira, conhecido como Derick, se conheceram como estudantes e passaram a cantar juntos nos intervalos das aulas. O que começou como uma brincadeira entre amigos evoluiu para uma carreira profissional.

Nascido em São Luís de Montes Belos (GO), Eduardo reside atualmente em Orizona, enquanto Derick nasceu em Pires do Rio. Eles continuam com o projeto Daquele Jeitão, que traz releituras de clássicos sertanejos e músicas inéditas.

A união oficial da dupla ocorreu em 2009, e desde então eles têm se apresentado em várias regiões do Brasil. Realizaram shows em Goiás, Minas Gerais, Pará e Distrito Federal, além de participarem de exposições, festivais, eventos corporativos, casamentos e formaturas. Também abriram shows de artistas renomados do sertanejo, como Michel Teló e Hugo e Guilherme.

Entre as canções que marcaram o início da carreira estão “Feitos um para o outro” e “Sonho pra mim”. Em 2011, Derick e Eduardo ganharam visibilidade nacional ao participar do quadro Parada da Garagem, do Domingão do Faustão. Naquela época, a dupla já tinha lançado um CD com 14 faixas.

Nos anos seguintes, seguiram produzindo músicas. Entre os lançamentos disponíveis nas plataformas digitais estão o single “UFC de sofrimento” (2019), além de “Pinga Pura, Solta Eu” e o EP “Daquele Jeitão (ao vivo)”, gravado em Pires do Rio em 2023. Este projeto contém versões de sucessos sertanejos e reforça a forte ligação musical da dupla com as raízes do gênero em Goiás.

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