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Economia

Feriado em Olinda: saiba o que funciona no dia de São Salvador do Mundo

O município de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, celebra nesta quinta-feira (6) a festividade de São Salvador do Mundo, padroeiro local e um dos títulos atribuídos a Jesus Cristo na tradição católica.

Por isso, a prefeitura de Olinda não terá expediente nos órgãos públicos. As escolas da rede municipal estarão fechadas durante o dia, com retomada das atividades conforme calendário oficial.

Na área da saúde, os serviços de urgência e emergência permanecem com atendimento 24 horas por plantão, disponíveis no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) de Peixinhos, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da PE-15 e Rio Doce, além do Hospital Tricentenário, em Bairro Novo.

Os mercados públicos funcionam normalmente das 6h às 18h, e a coleta de lixo acontece sem mudanças, com toda a frota operacional.

Diferente de outros feriados estaduais ou nacionais, a ciclofaixa de lazer não será implantada neste dia. Segundo a administração municipal, devido ao feriado ser específico de Olinda, o intenso trânsito em direção a cidades vizinhas torna perigosa a prática para ciclistas.

O Shopping Patteo abrirá em horário reduzido, das 12h às 21h.

Festa de São Salvador do Mundo

A celebração começou no domingo (2) com a procissão da bandeira, partindo da Paróquia de São Pedro Mártir de Verona, na Praça Conselheiro João Alfredo, rumo à Catedral de São Salvador, localizada no Alto da Sé.

A missa inaugural foi presidida por Dom Fernando Saburido, arcebispo emérito da Arquidiocese de Olinda e Recife. Na quarta-feira (5), a programação seguiu com missa às 19h, conduzida por Dom Josivaldo José Bezerra, bispo auxiliar da arquidiocese.

Na quinta-feira (6), dia dedicado ao padroeiro, as atividades iniciam às 17h com a procissão do andor saindo da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Bairro Novo.

As celebrações encerram com missa às 19h na Catedral de São Salvador, presidida por Dom Paulo Jackson, atual arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife.

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Economia

BNDES aprova R$ 102,1 milhões para comprar ônibus novos e verdes no Grande Recife

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou financiamentos no valor de R$ 102,1 milhões para que as empresas Transportadora Itamaracá e Cidade Alta Transportes e Turismo adquiram 126 novos ônibus.

Os veículos são do padrão euro 6, com motor a diesel que atende normas internacionais estritas para emissão reduzida de poluentes e baixo nível de ruído, destinados ao transporte público coletivo da Região Metropolitana de Recife (RMR).

O apoio financeiro beneficiará cerca de 168,5 mil usuários em Recife e municípios vizinhos como Olinda, Paulista, Abreu e Lima, Araçoiaba, Itapissuma, Itamaracá e Igarassu. Os novos ônibus substituirão os mais antigos da frota, equipados com tecnologia embarcada, plataformas elevatórias, câmeras, GPS e ar-condicionado.

Com investimento aproximado de R$ 53 milhões, a Itamaracá adquirirá 66 veículos urbanos. A Cidade Alta contará com R$ 49,1 milhões para comprar 60 ônibus novos, dos quais 32 são do padrão BRT — com cinco portas e capacidade para 110 passageiros — e os demais, com três portas e capacidade para 82 passageiros, destinados a corredores exclusivos e linhas alimentadoras.

Com essa atualização, a frota padrão Euro 6 da Itamaracá terá um aumento de 85%, chegando a 146 ônibus; e a Cidade Alta ampliará sua frota em 122%, totalizando 109 veículos.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destaca: “Estamos substituindo ônibus antigos e poluentes por veículos modernos, padrão euro 6, que melhoram a qualidade do ar e a vida de milhares de usuários do transporte público da Região Metropolitana de Recife”.

Para Almir Buonora, diretor da Cidade Alta Transportes e Turismo, o financiamento do BNDES é crucial para a modernização do transporte público local: “Esta renovação reforça nosso compromisso com a qualidade, oferecendo ônibus mais modernos, confortáveis, acessíveis e ambientalmente sustentáveis, contribuindo para uma mobilidade urbana eficiente e melhor experiência aos passageiros”.

José Anchieta, diretor da Transportadora Itamaracá, ressalta que a aquisição reforça a inovação e sustentabilidade da empresa: “A ampliação da frota com tecnologia euro 6 garante transporte mais seguro, confortável e menos poluente, beneficiando diretamente passageiros e o meio ambiente, e reafirmando nosso compromisso com um serviço qualificado na Região Metropolitana de Recife”.

Este investimento traz impactos positivos para a mobilidade urbana e sustentabilidade ambiental. O padrão Euro 6 reduz significativamente as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) de 180 mg/km para 80 mg/km nos motores a diesel, conforme normas da União Europeia.

Além disso, os novos ônibus diminuem a poluição visível e o ruído em áreas com grande tráfego, beneficiando a saúde pública; promovem economia de combustível; e são compatíveis com biocombustíveis como biodiesel e HVO, facilitando a transição para fontes de energia mais limpas.

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Economia

Nordeste produzirá mais de um milhão de toneladas de algodão pela primeira vez

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A quantidade de algodão em pluma produzida no Nordeste deve ultrapassar pela primeira vez a marca de 1 milhão de toneladas na safra 2025/2026. Essa quantidade estimada é 4% maior do que a registrada na safra anterior. Enquanto isso, a produção brasileira geral está projetada para cair 2,5%, totalizando cerca de 3,98 milhões de toneladas. Os dados foram apresentados em um estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste, disponível para consulta na internet.

De acordo com a análise, o crescimento regional é puxado principalmente pelos estados da Bahia e do Piauí, que devem ficar, respectivamente, em segundo e terceiro lugares entre os maiores produtores de algodão do país. A Bahia deve produzir cerca de 862,2 mil toneladas, enquanto o Piauí pode alcançar uma produção de 87,6 mil toneladas, um aumento de 38,4% em comparação com a safra anterior.

O estudo revela ainda que o Nordeste está ganhando mais importância na produção nacional de algodão. A produtividade média da região deverá ser de 2.027 quilos por hectare, superior à média nacional de 1.969 quilos por hectare.

Jackson Dantas Coêlho, economista do Etene e autor do estudo, afirma que a região tem condições favoráveis para manter um bom desempenho na cotonicultura.

“As entidades envolvidas veem boas expectativas de estabilidade ou até crescimento na cadeia produtiva para 2026/27: o consumo interno pode crescer 2,1%, com melhorias no emprego, previsão de aumento do PIB e controle da inflação, mesmo com juros ainda altos e incertezas geopolíticas internacionais. As exportações brasileiras, com a segunda maior produção histórica, mantêm o Brasil como líder mundial”, declarou.

Avanço das exportações

Além do aumento na produção, o levantamento também aponta crescimento nas exportações de algodão nordestino no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, as vendas externas da região cresceram 11,5% em valor e 17,6% em volume em relação ao mesmo período de 2025.

A China voltou a ser o principal destino do algodão do Nordeste, representando 24% das exportações regionais tanto em valor quanto em volume. Outros grandes compradores incluem Bangladesh, Paquistão, Vietnã e Turquia.

Bahia, Maranhão e Piauí foram os principais responsáveis pelas exportações da região no período, com a Bahia liderando e ampliando sua participação de 85% para 88% do total das vendas externas do Nordeste.

Contexto do mercado

O estudo destaca que o Brasil continua sendo o maior exportador mundial de algodão e o terceiro maior produtor global da commodity. No mercado internacional, a demanda está forte, especialmente na Ásia, embora fatores como flutuações no preço do petróleo, tensões geopolíticas e condições climáticas influenciem o cenário.

Apesar das perspectivas positivas para o crescimento da produção no Nordeste, o estudo aponta desafios como o aumento dos custos de produção e a concorrência por terra com culturas como soja e milho. Mesmo assim, as expectativas continuam otimistas para a região, que vem alcançando recordes de produção consecutivos desde a safra 2022/2023.

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Economia

Sistema financeiro sofre fraude milionária na Americanas, diz CEO do Itaú

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O presidente do Itaú, Milton Maluhy, declarou que o desfalque no caixa da Americanas foi uma das maiores fraudes já observadas no país. Segundo ele, o Itaú e todo o sistema financeiro foram gravemente impactados, enfrentando perdas bilionárias.

O executivo negou veementemente qualquer envolvimento dos bancos na fraude, alegando que seria incoerente para uma instituição bancária participar de um esquema que gerou prejuízos enormes para si mesma.

Ele destacou que a questão não foi apenas uma discrepância contábil, mas uma ação intencional para esconder passivos, com a responsabilidade recaiendo sobre a empresa e seus auditores.

Mesmo somando todas as receitas provenientes de operações de risco sacado nos anos anteriores, o sistema financeiro registrou um saldo negativo bilionário devido à fraude.

Milton Maluhy revelou ainda que o Itaú havia interrompido suas operações com a Americanas antes da descoberta da fraude, devido a rigorosos critérios exigidos para o fornecimento de informações pela empresa.

Ele ressalta que os auditores têm papel essencial e que a comunicação enviada pelos bancos serve apenas como suporte para esses auditores, não como indício de conivência.

Em junho de 2024, a Polícia Federal intensificou a investigação da fraude, cumprindo mandados em diferentes estados e incluindo acionistas e executivos de bancos como alvos da operação.

As investigações apontam evidências fortes de manipulação de mercado e associação criminosa, com os envolvidos plenamente conscientes dos atos fraudulentos praticados ao longo dos anos.

Impactos econômicos e cenário eleitoral

Milton Maluhy comentou que os conflitos globais têm pressionado os preços de commodities e fretes, causando efeitos inflacionários em escala mundial. Por isso, o banco adota uma postura cautelosa.

Ele demonstrou preocupação com a economia dos Estados Unidos, que pode levar o Federal Reserve a manter ou aumentar as taxas de juros, influenciando o câmbio globalmente. O banco revisou a expectativa de crescimento do PIB para 1,9% em 2024 e projeta inflação em 5,1%, acima do teto estipulado.

Quanto ao período eleitoral, o CEO destacou que o banco está familiarizado com a alternância democrática em seus 101 anos de existência. Ele prevê alguma instabilidade no mercado, porém sem impactos excessivos, ressaltando que a clareza nos planos de governo e na política fiscal será crucial para a reação dos investidores.

Milton Maluhy enfatizou que é fundamental equilibrar as políticas sociais e fiscais, pois um cenário fiscal desorganizado pode gerar inflação e diminuir o poder de compra da população.

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