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Economia

Dólar previsto em R$ 5,20 para 2026 e ajuste leve para 2027

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar ao final de 2026 manteve-se em R$ 5,20 pela sétima semana consecutiva. Considerando apenas as 77 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, que são mais sensíveis a novidades, a previsão também ficou estável em R$ 5,20.

Para o fim de 2027, a mediana da cotação da moeda americana apresentou uma leve variação, passando de R$ 5,29 para R$ 5,28. Quatro semanas antes, a estimativa era de R$ 5,28.

A projeção para o dólar ao final de 2028 permaneceu em R$ 5,30, contra R$ 5,35 há um mês. Já para 2029, a estimativa subiu de R$ 5,37 para R$ 5,39, enquanto que há um mês estava em R$ 5,40.

A projeção anual da taxa de câmbio divulgada no Focus é calculada com base na média da taxa no mês de dezembro, não no valor da última data útil do ano, como era feito até 2020.

Este conteúdo foi criado com o apoio de Inteligência Artificial e revisado pela redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Economia

Copom inicia reunião para decidir taxa básica de juros

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa nesta terça-feira (4) a quinta reunião de 2026, em meio às expectativas do mercado financeiro sobre possíveis cortes nas taxas de juros e a diminuição das projeções de inflação.

A decisão sobre a taxa Selic será divulgada na noite de quarta-feira (5), após dois dias de discussões sobre o panorama econômico nacional e global.

A Selic está atualmente em 14,25% ao ano, o menor patamar de 2026, após três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual realizadas pelo Copom nas reuniões de março, abril e junho.

Na véspera do encontro, o Boletim Focus publicado nesta segunda (3) indicou uma alteração nas previsões do mercado financeiro. A mediana das estimativas para a Selic ao final de 2026 caiu de 14% para 13,75%, após cinco semanas de estabilidade.

Essas projeções indicam que o Banco Central pode realizar um ou dois cortes adicionais até o encerramento do ano.

Boletim Focus

Pela quinta semana consecutiva, os analistas consultados pelo BC para a elaboração do boletim reduziram a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, para este ano. A projeção mudou de 5,12% para 5,03%.

Apesar da melhora, a previsão continua acima do limite máximo da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, deixando o teto em 4,5%.

Taxa Selic

A taxa básica de juros influencia as negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve como referência para as demais taxas na economia. Ela é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação.

Quando o Copom eleva a taxa básica, o objetivo é frear a demanda aquecida. Juros mais altos tornam o crédito mais caro, incentivam a poupança e aliviam pressões nos preços.

No entanto, taxas elevadas também podem dificultar o crescimento econômico. Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro ao determinar os juros para os consumidores.

Quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais barato, favorecendo o consumo, os investimentos e estimulando a economia.

O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia, são feitas apresentações técnicas sobre o andamento e as perspectivas das economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro.

No segundo dia, os membros do comitê avaliam os cenários e definem o nível da taxa básica de juros.

Meta

Pelo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, o CMN estabelece a meta de inflação em 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Embora as projeções do mercado para a inflação tenham diminuído nas últimas semanas, as expectativas continuam acima do teto da meta para 2026, aspecto que permanece como preocupação do Banco Central ao determinar os rumos da política monetária.

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Economia

Produção de petróleo e gás aumenta 4,3% em junho, atingindo 5,842 milhões de boed, diz ANP

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A extração de petróleo e gás natural no Brasil apresentou um crescimento de 4,3% em junho em comparação a maio, alcançando um total de 5,842 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), conforme dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A região do pré-sal contribuiu com 82% dessa produção, correspondente a 4,788 milhões de boed.

A produção de petróleo registrou um volume de 4,475 milhões de barris por dia (bpd), representando um aumento de 4% em relação ao mês anterior.

Quanto ao gás natural, sua produção cresceu 5,5%, somando 217,3 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d).

O aproveitamento do gás natural alcançou 97% em junho, com uma oferta ao mercado de 64,36 milhões de m³/d. A queima do gás foi de 6,63 milhões de m³/d, refletindo um aumento de 12,9% em relação a maio e 10,1% ante junho de 2025.

A elevação na queima é atribuída principalmente à entrada em operação da plataforma P-79, localizada no campo de Búzios, de acordo com informações da ANP.

No mesmo período, a Petrobras reportou uma produção de 3,437 milhões de boed, correspondendo a um crescimento de 3,2% em comparação a maio, sendo 2,618 milhões de bpd de petróleo e 130,2 milhões de m³/d de gás natural.

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Economia

Trabalho na América Latina Melhorou Lentamente em Três Décadas, Segundo BID

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As condições para os trabalhadores na América Latina apresentaram uma melhoria pequena ao longo das últimas três décadas, enquanto enfrentam a crescente incerteza trazida pela inteligência artificial, conforme explica o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em um estudo publicado nesta segunda-feira (3).

O rendimento real dos trabalhadores teve um aumento de apenas 18% nos últimos trinta anos, o que representa cerca da metade do crescimento observado nas nações desenvolvidas que fazem parte da OCDE, afirmam os autores do relatório “Fazer os mercados de trabalho funcionarem”.

Mais mulheres têm conseguido empregos formais na região, e as redes de apoio social foram ampliadas, destaca a publicação. No entanto, a produtividade permanece praticamente estagnada por décadas, sendo necessário quase quatro trabalhadores latino-americanos para produzir o equivalente ao trabalho de um único trabalhador nos Estados Unidos, alertam os especialistas.

“O baixo nível de renda resulta principalmente da baixa produtividade, mas também reflete que os trabalhadores não recebem a totalidade do valor gerado por seu trabalho”, aponta o documento.

O jornalista David S. Kaplan, um dos autores do relatório, destacou que “as habilidades dos trabalhadores não acompanham as exigências do mercado de trabalho”.

Além da capacitação profissional, os governos devem investir em sistemas de proteção social e previdência, recomendam os especialistas.

A queda na taxa de natalidade já está causando desafios similares aos enfrentados em países desenvolvidos, como a diminuição da população ativa economicamente, com impactos sobre os sistemas de aposentadoria.

O estudo sugere que seja promovido o aumento das contratações formais.

Em 2024, quase metade dos trabalhadores latino-americanos (46%) atuavam por conta própria ou em negócios de pequeno porte.

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