Esporte
Uefa ameaça processar Fifa por plano de Infantino e crise na entidade se aprofunda
A crise envolvendo Gianni Infantino ganhou um novo episódio nesta terça-feira. A Uefa avisou que pode tomar ações legais contra a Fifa devido a um plano, depois abandonado, de vender participação nos direitos comerciais das suas principais competições a investidores privados.
Ao mesmo tempo, a Federação Inglesa de Futebol (FA) também pode retirar o apoio que tinha dado à candidatura do presidente suíço para um novo mandato na Fifa.
De acordo com o jornal britânico The Telegraph, a Uefa enviou uma carta a Infantino informando que está considerando “ações judiciais, arbitragem e/ou denúncias regulatórias” relacionadas ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa criada para gerenciar torneios como a Copa do Mundo, que poderia receber investimentos privados.
Além da ameaça de ir à Justiça, a entidade europeia pediu que a Fifa mantenha todos os documentos ligados ao projeto. O pedido inclui e-mails, mensagens em aplicativos como WhatsApp, Signal, Microsoft Teams e Slack, mensagens de texto, registros de reuniões e quaisquer outros documentos envolvendo dirigentes da Fifa, confederações, associações nacionais, patrocinadores, emissoras e entidades financeiras.
A Uefa destacou que essa preservação deve ocorrer mesmo que vá contra as políticas internas de arquivamento da Fifa e pediu que Infantino confirme, no prazo de cinco dias úteis, que tomou medidas para evitar a exclusão de qualquer material relacionado.
O plano da Fifa previa a criação da Fifa Forward Enterprise, empresa que gerenciaria os direitos comerciais das competições principais. A ideia era vender cerca de 20% da empresa para investidores privados, o que poderia gerar até US$ 4,2 bilhões (aproximadamente R$ 22,8 bilhões).
No entanto, essa ideia foi abandonada na última sexta após forte oposição de confederações continentais e federações nacionais. Antes disso, Infantino mandou uma carta às 211 associações filiadas prometendo repassar US$ 40 milhões para cada uma caso apoiassem o plano. A primeira parcela prevista era de US$ 20 milhões, condicionada à aprovação das federações até 19 de setembro.
O grupo de investidores era liderado pela Thrive Eternal, uma empresa dos Estados Unidos de capital de risco fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Pressão política aumenta
A ameaça da Uefa amplia o isolamento político de Infantino. No último sábado, tanto a confederação europeia quanto a Concacaf declararam publicamente que perderam a confiança na liderança do presidente da Fifa por causa dessa situação.
Na segunda-feira, a Federação Galesa de Futebol tornou-se a primeira associação nacional a retirar oficialmente o apoio à candidatura de Infantino para o mandato 2027-2031. A expectativa é que a Federação Inglesa prossiga da mesma forma, aumentando a pressão sobre o dirigente suíço.
Segundo a BBC, dirigentes da Uefa estão se mobilizando para reunir os votos necessários entre os membros do Conselho da Fifa para convocar uma reunião extraordinária da entidade. De acordo com o estatuto, são necessários 19 dos 37 votos do Conselho para pedir a convocação da reunião, que poderia discutir um pedido formal de renúncia de Infantino.
Esporte
Oscar Pistorius tem emprego como técnico de som e vive discretamente após sair da prisão
Mais de 13 anos após o assassinato da modelo Reeva Steenkamp, Oscar Pistorius tenta seguir a vida longe dos holofotes. O ex-velocista sul-africano, de 39 anos, está atualmente empregado como técnico de som em uma empresa na África do Sul, conforme informações do jornal britânico Daily Mail.
Liberto em regime condicional no começo de 2024, Pistorius mora em Waterkloof, um bairro de Pretória, onde ocorreu o crime que encerrou sua carreira esportiva e transformou seu nome numa das histórias criminais mais notórias dos últimos tempos.
Moradores do local dizem que o ex-atleta mantém uma vida muito reservada e evita aparecer em público. De acordo com relatos no Daily Mail, ele trabalha em uma companhia do ramo de engenharia de som, embora não tenha sido revelado o nome da empresa.
“Ele sumiu do mapa e a maioria das pessoas prefere que continue assim”, declarou um morador ao jornal britânico.
Condenado pelo assassinato da namorada Reeva Steenkamp, Pistorius vive em Pretória e está sob liberdade condicional desde 2024.
Outra fonte relatou que, embora tenha encontrado uma ocupação profissional, ele enfrenta desafios para reconstruir sua reputação.
“Aparentemente, ele tem um trabalho agora, porém nenhuma grande empresa deseja contratá-lo”, informou a fonte.
Famoso mundialmente como “Blade Runner”, Oscar Pistorius foi uma lenda no esporte paralímpico. Vencedor de seis medalhas de ouro nos Jogos Paralímpicos, ele fez história ao ser o primeiro atleta com dupla amputação nas pernas a competir numa edição dos Jogos Olímpicos, em Londres 2012.
Mas, poucos meses depois, em fevereiro de 2013, sua vida mudou dramaticamente. Pistorius matou sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, ao disparar quatro tiros pela porta fechada do banheiro de sua casa, alegando ter confundido-a com um invasor.
Após vários recursos judiciais, o sul-africano foi considerado culpado por homicídio e cumpriu parte da sentença antes de obter a liberdade condicional em janeiro de 2024.
Esporte
Proximidade com Trump intensifica crise de Infantino e motiva reação da Uefa
A crescente aproximação entre Gianni Infantino e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sido apontada como um dos fatores que agravaram o desgaste político do líder da Fifa durante a maior crise de sua administração.
De acordo com análise do jornal espanhol As, a relação entre esses dois líderes teria extrapolado os padrões tradicionais da principal organização do futebol mundial, alimentando a insatisfação de federações e confederações em relação ao dirigente suíço.
Infantino sempre manteve relações próximas com governantes dos países anfitriões das Copas do Mundo, tendo estado ao lado de Vladimir Putin na Rússia em 2018, do emir do Catar em 2022, do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, para 2034, além de conservar laços com o rei Mohammed VI do Marrocos, coanfitrião do Mundial de 2030 junto à Espanha e Portugal.
No entanto, o diferencial teria ocorrido na preparação para a Copa do Mundo de 2026, sediada pelos Estados Unidos, Canadá e México. Conforme o As, Trump teria exercido crescente influência nas decisões relacionadas ao torneio, liderando a força-tarefa responsável pela organização e transformando a Casa Branca em palco para eventos do campeonato.
Diversas aparições públicas de Infantino ao lado do troféu mundial na residência oficial do presidente americano, assim como a participação de Trump na cerimônia de premiação da Copa do Mundo de Clubes, ilustram essa proximidade. Destaca-se ainda o momento em que Infantino concedeu o “Prêmio da Paz da Fifa” a Trump durante o sorteio da edição de 2026, em Washington.
O jornal também criticou alterações adotadas na competição, como pausas para hidratação usadas como intervalos comerciais e um show extenso durante o intervalo da final.
Um episódio que evidencia a influência política é o caso do atacante Folarin Balogun, cuja suspensão foi revertida após um telefonema de Trump para Infantino, conforme admitido pelo ex-presidente americano.
Para o As, o ponto crítico foi a proposta da Fifa de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária para gerenciar os direitos comerciais das competições principais e vender até 20% para investidores privados, com previsão de arrecadar até US$ 4,2 bilhões. Este plano foi abandonado devido à forte oposição de confederações continentais, especialmente da Uefa, e diversas federações nacionais.
Recentemente, a entidade europeia ameaçou ações judiciais contra a Fifa, e algumas associações, como a Federação Galesa, retiraram seu apoio à reeleição de Infantino.
Esporte
Vini Jr. volta aos treinos no Real Madrid com futuro incerto
Vinicius Junior retornou aos treinamentos do Real Madrid nesta segunda-feira, em meio a dúvidas sobre seu futuro no time.
Após um período prolongado de férias devido à participação na Copa do Mundo, o atacante brasileiro chegou ao centro de treinamentos em Valdebebas, iniciando as atividades sob a orientação do técnico José Mourinho.
Além de Vinicius, também voltaram o português Bernardo Silva, contratado nesta janela de transferências, e Brahim Díaz. Os três passaram por exames médicos de rotina antes da primeira sessão da pré-temporada.
A reapresentação do camisa 7 ocorreu em momento crucial. Informações da imprensa espanhola indicam que Vinicius tem uma reunião agendada com o presidente Florentino Pérez para decidir seu futuro no Real Madrid.
Com contrato próximo do fim, o jogador já recebeu uma proposta para renovação. A diretoria está aguardando a resposta dele e, caso o atacante decida não renovar, planeja negociá-lo nesta janela para evitar perdê-lo sem custos ao término da próxima temporada.
O interesse do Arsenal chamou atenção nas últimas semanas. O técnico Mikel Arteta apresentou pessoalmente ao brasileiro o projeto do clube inglês, onde ele seria figura central da equipe. Mesmo assim, Vinicius sempre declarou o desejo de continuar no Santiago Bernabéu.
Enquanto a decisão não é tomada, Mourinho conta novamente com um de seus principais jogadores para a preparação da temporada 2026/27.
-
Cidades2 semanas atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Brasil8 meses atrásAnvisa recolhe lava-roupas líquido Ypê por contaminação
-
Brasil8 meses atrásPrincipais mudanças no licenciamento ambiental aprovadas pelo Congresso
-
Brasil8 meses atrásContador revela casos de fraudes ligadas ao INSS na CPMI
-
Mundo8 meses atrásChina executa ex-banqueiro por aceitar subornos de US$ 156 milhões
-
Economia7 meses atrásNovo salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de janeiro
-
Brasil8 meses atrásZanin permite julgamento de ação contra deputados do PL por corrupção
-
Destaque8 meses atrásApoio de Rodrigo Pinheiro a Humberto Costa e deputada do MST causa reação entre aliados e bolsonaristas em Caruaru
