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Gigantes da tecnologia anunciam ações para frear fake news diante da pressão do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem exigido que grandes empresas de tecnologia adotem medidas concretas para enfrentar os desafios da desinformação que podem comprometer o processo eleitoral brasileiro.

Até o dia 16, as plataformas deverão apresentar à Corte os seus “planos de conformidade” para as eleições de 2026, um passo crucial para prevenir crimes eleitorais no ambiente digital e aumentar a transparência dessas empresas.

Desde 2018, o papel das redes sociais nas campanhas eleitorais cresceu significativamente, evidenciado pela vitória do ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja campanha esteve fortemente ligada às redes. Na eleição de 2022, o ministro Alexandre de Moraes, que liderava o TSE, adotou medidas rigorosas, como a remoção de publicações e o bloqueio de perfis que ameaçassem o processo democrático. Atualmente, o presidente do tribunal, ministro Kássio Nunes Marques, enfrenta pressão para implementar ações que evitem abusos eleitorais via tecnologias.

Os planos de conformidade, instituídos em resolução no início de março e conduzidos por Kássio, exigem que as plataformas determinem como vão impedir o uso de robôs para disseminar desinformação sobre a integridade das eleições.

Também são estipuladas diretrizes relacionadas à transparência e integridade na promoção de conteúdos políticos, incluindo o cumprimento de ordens judiciais eleitorais, moderação proativa de informações falsas facilmente verificáveis e a gestão ética de sistemas de inteligência artificial. Essas regras impactam provedores com mais de 5 milhões de usuários ativos mensais no Brasil.

Além disso, as plataformas devem garantir mecanismos para evitar que tecnologias de IA e chatbots produzam conteúdos que favoreçam candidatos ou induzam o voto, bem como impedir a geração de material sexual envolvendo candidatas.

Para a diretora do InternetLab, Heloisa Massaro, esses planos representam um avanço importante para a transparência e fiscalização das obrigações das plataformas.

No entanto, algumas propostas iniciais foram suavizadas na versão final da resolução, reduzindo o papel do presidente do TSE na supervisão e detalhamento das equipes responsáveis pelas respostas judiciais. A coordenadora do Aláfia Lab e pesquisadora da USP, Liz Nóbrega, aponta que a falta de detalhes pode tornar os planos genéricos e menos efetivos, destacando a necessidade de participação da sociedade civil para o acompanhamento dessas medidas.

Outro ponto crítico é que os relatórios finais serão apresentados somente após as eleições, limitando a possibilidade de ajustes e monitoramento em tempo real durante o processo eleitoral.

Os memorandos firmados em colaboração entre o TSE e as empresas Meta, X, Telegram, ByteDance (TikTok), Joyo Tecnologia (Kwai), LinkedIn e Google incluem acesso ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), que permite a análise de denúncias sobre conteúdos falsos ou descontextualizados com potencial de prejudicar as eleições.

Diferentemente dos pleitos anteriores, as grandes empresas tecnológicas agora têm obrigação de analisar notificações extrajudiciais e atuar de imediato contra conteúdos que violem as regras eleitorais e crimes relacionados ao Estado Democrático de Direito, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além da interlocução constante com o TSE, as empresas participarão de treinamentos para servidores eleitorais, partidos políticos, checadores de fatos e pesquisadores, com foco na prevenção da desinformação e na promoção de boas práticas no uso das plataformas durante as eleições.

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Cultura

Aung San Suu Kyi encontra representante da Cruz Vermelha em Mianmar

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Aung San Suu Kyi, ex-líder de Mianmar e ganhadora do Nobel da Paz, que está detida desde o golpe militar de 2021, teve um encontro nesta segunda-feira (3) com o chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no país.

O golpe foi conduzido pelo general Min Aung Hlaing, que derrubou a líder eleita e mergulhou Mianmar em um conflito interno.

O líder militar assumiu a presidência em abril após uma eleição bastante contestada, vista por muitos na comunidade internacional como uma tentativa de manter o controle militar sob a aparência de um governo civil.

Aung San Suu Kyi foi sentenciada à prisão, que logo foi convertida em prisão domiciliar, porém as autoridades não informaram o local exato onde ela está confinada na capital Naypyidaw, nem a duração da pena remanescente.

O governo anunciou que Arnaud de Baecque, representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Mianmar, visitou a premiada com o Nobel na manhã desta segunda-feira. O Comitê confirmou o encontro, sem dar detalhes adicionais.

A publicação oficial da presidência inclui fotos onde Suu Kyi, com 81 anos, aparece cumprimentando e dialogando com Arnaud de Baecque.

Outra imagem mostra Suu Kyi cortando um bolo com a frase “Feliz aniversário, Tia Suu”, datada de 19 de junho de 2026.

O filho dela, Kim Aris, cidadão britânico, comentou nas redes sociais que este foi o primeiro progresso positivo em mais de cinco anos. Ele ressaltou que essa é uma etapa importante, mas que não deve ser a única.

“Espero que esta iniciativa permita um melhor auxílio humanitário, contato direto com minha mãe, acesso a informações confiáveis e independentes sobre sua saúde e, finalmente, sua libertação total e imediata”, declarou ele.

O especialista independente David Mathieson acredita que os militares estão utilizando Suu Kyi como uma forma de barganha.

Ela enfrentou inicialmente uma condenação superior a 30 anos por várias acusações, que incluem corrupção e violações às medidas contra a pandemia de covid-19. Seus apoiadores afirmam que tais acusações são apenas desculpas para afastá-la da política e da vida pública.

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Cultura

História da planta especial que acompanha Aguinaldo Silva desde 1970

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Aguinaldo Silva, renomado escritor de novelas da televisão brasileira, compartilhou com seus mais de 600 mil seguidores no Instagram a trajetória de sua planta querida, chamada de ‘árvore da vida’, que está com ele desde a década de 1970, quando a recebeu como presente de um amigo.

Em 1970, na data em que mudou para sua nova residência no Rio de Janeiro, seu amigo Gasparino Damata presenteou-o com uma muda dessa planta, dizendo: ‘Esta é a sua árvore da vida. Cuide para que ela não morra.’

Desde então, essa planta tem sido uma companhia constante em todas as casas do autor. A planta que aparece na foto foi cultivada em seu escritório em Lisboa. Chegou até lá apenas como um pequeno galho e agora ocupa um grande espaço. Sua ‘árvore da vida’, sempre vibrante, simboliza que ele segue vivo.

Gasparino Damata foi um jornalista e escritor pernambucano, natural de Catende, que também trabalhou na Marinha Mercante.

Além de seus vários livros e contos, como ‘Queda em ascensão’ (1951), ‘A sobra do mar’ (1953) e ‘Os solteirões’ (1976), ele colaborou no jornal ‘Lampião da Esquina’, o primeiro periódico dedicado exclusivamente à comunidade LGBTQIAP+, que circulou entre 1978 e 1981, também com a participação de Aguinaldo.

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Economia

Petrobras descobre gás no poço Sandia-1 na Colômbia

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A Petrobras anunciou uma nova descoberta de gás no poço exploratório Sandia-1, localizado no bloco GUA-OFF-0, em águas profundas da Colômbia. Este poço se situa a aproximadamente 42 quilômetros da costa, em uma lâmina d’água de 1.251 metros, além de estar próximo dos poços Sirius-1, Sirius-2 e Copoazu-1, a 18 e 9 quilômetros, respectivamente.

De acordo com a empresa, esta descoberta evidencia o potencial de gás natural na região offshore colombiana, aumentando volumes que devem fortalecer a segurança energética local. Os intervalos contendo gás estão em processo de avaliação por meio de perfis do poço e serão analisados posteriormente em laboratórios para melhor caracterização.

A perfuração começou em 12 de junho e foi concluída em 29 de julho. A Petrobras destaca que sua atuação no bloco está alinhada à sua estratégia de longo prazo, que visa a recomposição das reservas de petróleo e gás, explorando novas fronteiras e trabalhando em parceria com outras empresas durante o processo de transição energética global.

A Petrobras opera o consórcio do bloco por meio de sua subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIBCOL), com uma participação de 44,44%, em parceria com a Ecopetrol, que detém 55,56%.

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