Economia
TCU analisa documentos do Master no Banco Central
ADRIANA FERNANDES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, informou que a equipe técnica do órgão fará uma revisão detalhada da documentação que está guardada no Banco Central. Só depois dessa análise é que eles apresentarão uma posição oficial sobre o caso que investiga problemas relacionados ao banco Master.
Após a inspeção dos auditores, o material será encaminhado para o relator do processo, o ministro Jhonatan de Jesus. O caso está sob sigilo a pedido do relator.
Vital do Rêgo ressaltou que o processo continua normalmente, mesmo durante o recesso, devido à análise da documentação.
De acordo com o presidente do TCU, os documentos permanecem no Banco Central. “O Banco Central nos enviou uma nota técnica, mas os papéis originais estão no banco e eles permitiram nossa análise, pois essa é nossa função”, explicou. “Nossa equipe técnica se pronunciará após a revisão dos documentos.”
A verificação começou na sexta-feira (02), mesmo durante o recesso. Vital do Rêgo destacou que todas as secretarias do TCU têm equipes de plantão para responder a emergências. “Este é um procedimento normal em que o tribunal fiscaliza o órgão regulador”, afirmou.
O relator, ministro Jhonatan de Jesus, já tinha comunicado por meio da assessoria de imprensa do TCU que a análise do relatório enviado pelo Banco Central na última segunda-feira (30) será feita pela equipe técnica do TCU antes de seu parecer final. “Após essa etapa, o processo será encaminhado ao gabinete do relator para decisão”, disse a nota oficial.
Na prática, isso significa que o relator espera o estudo técnico antes de decidir. Há preocupação no setor bancário com a possibilidade de o relator suspender a liquidação do banco Master decretada pelo Banco Central em novembro. Se isso ocorrer, pode atrapalhar o pagamento de títulos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ligados ao banco de Daniel Vorcaro.
Ministros do TCU, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que a revisão técnica antes do parecer do relator reduz o risco de uma decisão emergencial durante o recesso.
Especialistas e ministros do tribunal reconhecem que o TCU tem autoridade para investigar o Banco Central, mas há divergências sobre o poder do tribunal para desfazer a liquidação do banco Master feita pela autarquia responsável pelo sistema bancário.
O TCU realiza uma análise para verificar se o Banco Central agiu dentro de suas atribuições e se suas decisões foram razoáveis. Não cabe ao TCU decidir qual seria a melhor medida regulatória a ser adotada.
Apesar das discussões sobre o alcance dos poderes do TCU, ministros importantes do tribunal acreditam que não há votos suficientes para reverter a liquidação do banco Master. Um ministro influente destacou que é improvável que Jhonatan de Jesus suspenda a liquidação com uma medida cautelar.
Fontes ouvidas indicam que a defesa de Daniel Vorcaro busca no TCU anular o processo administrativo contra o Master no Banco Central, sem necessariamente tentar reverter a liquidação. Essa estratégia visa enfraquecer as decisões do órgão regulador e dificultar o andamento do processo criminal, protegendo o ex-banqueiro e evitando futuras delações que podem envolver políticos e autoridades influentes.
Economia
Avanço lento no refino de minerais críticos fora da China, diz presidente da Vale
O progresso em projetos relacionados a minerais críticos ainda não corresponde ao ritmo dos investimentos, principalmente devido a desafios no refino, segundo declarou nesta terça-feira (4) o presidente da Vale, Gustavo Pimenta.
Ele explicou que é possível dividir a mineração em duas fases: a da extração, com vários projetos em andamento, embora com prazos mais longos, e a do refino, etapa em que a China domina grande parte da cadeia global.
O refino tem evoluído mais lentamente fora da China, pois é uma atividade mais complexa e com margens menores comparadas à extração.
Pimenta afirmou que a China alcançou um nível de eficiência difícil de ser igualado por concorrentes, o que dificulta a criação de projetos competitivos fora do país sem mecanismos comerciais específicos.
Por esse motivo, o diálogo com governos — como o dos Estados Unidos, Brasil e Europa — tem focado em criar alternativas de oferta e reduzir a dependência de minerais críticos.
Ele comentou: “Estamos vendo uma possível divisão de mercado, em que um cliente final, como um país, pode optar por não depender exclusivamente de um fornecedor e desenvolver mecanismos comerciais para garantir preços mínimos e incentivos ao desenvolvimento.”
Esse modelo proporciona segurança aos desenvolvedores para investir em unidades de refino, algo que o mercado tradicional de commodities não oferece devido à volatilidade dos preços.
Pimenta também destacou que a demanda por minerais críticos cresce rapidamente, impulsionada por tecnologias da nova economia, incluindo eletrificação, e que muitas nações, como os Estados Unidos, não possuem oferta interna suficiente. O governo brasileiro tem se envolvido para posicionar o país como um fornecedor relevante nesse mercado.
Sobre a atuação da Vale, o presidente afirmou que a empresa continuará focada na extração, buscando fornecer minério e concentrados de forma competitiva, não tendo conhecimento alinhado para avançar diretamente no refino.
Ele afirmou: “Nosso papel é ser o melhor operador possível na mineração para fornecer matéria-prima de qualidade com os melhores preços e condições. Essa é nossa expertise.”
Estratégia de mega hubs
A estratégia da companhia, segundo Pimenta, consiste em facilitar cadeias produtivas eficientes por meio de parcerias, incluindo o conceito de “mega hubs” para produção de insumos como ferro-esponja (HBI), com apoio de parceiros e consumidores finais.
Ele mencionou que o desenvolvimento de HBI a partir de gás natural no Oriente Médio, região onde a Vale opera em Omã, está em avaliação, embora o avanço tenha desacelerado devido ao conflito na região. Apesar disso, o local permanece atraente pela oferta de gás barato e sua posição logística.
A discussão também inclui alternativas energéticas, como o uso do hidrogênio, com potencial participação do Brasil na agenda.
Apesar de flutuações econômicas, Pimenta vê a descarbonização como um caminho irreversível, que traz oportunidades estratégicas para a Vale, especialmente por produzir minério com alto teor.
Economia
Multimodal Nordeste 2026 inicia com crescimento de público e expectativa de novos negócios
O primeiro dia da Multimodal Nordeste 2026 juntou empresas, especialistas e profissionais do setor logístico no Recife Expo Center, localizado no bairro de São José.
Esta terceira edição da feira começou com expectativas positivas de expansão, aumento das oportunidades de negócios e a apresentação de inovações tecnológicas voltadas para transporte, armazenagem, comércio exterior e logística integrada.
De acordo com a organização, este ano conta com mais de 140 marcas expositoras, aproximadamente 30% a mais que em 2025.
Além disso, espera-se um crescimento de cerca de 39% no número de visitantes durante os três dias de evento.
Para o diretor da Multimodal Nordeste, Domênico Carneiro, esse crescimento indica o fortalecimento da feira no calendário nacional do setor.
“A cada ano observamos um aumento constante da feira, graças à conexão entre expositores, visitantes, mídia e o setor público”, destacou.
Domênico Carneiro também ressaltou que a evolução contínua do setor garante que cada edição ofereça novas soluções, tecnologias e oportunidades para empresas e profissionais.
“O setor logístico é muito dinâmico, sempre surgem inovações tecnológicas, mudanças no mercado e atualizações normativas”, explicou ele.
Entre os participantes, a avaliação do primeiro dia foi positiva. A LogMaxxi marcou presença pela primeira vez com o objetivo de fortalecer sua marca, resultado da fusão de três empresas do ramo.
O representante da empresa, José Augusto, avaliou que o retorno inicial superou as expectativas.
“Já tivemos vários contatos, tanto com clientes antigos quanto com potenciais novos parceiros. Parece que estamos alcançando nosso objetivo”, afirmou.
Outra empresa que ampliou sua presença foi a Titanium Logística. Depois de estrear na feira em 2025, a empresa dobrou o tamanho do estande e aposta na aproximação com clientes e parceiros para consolidar sua atuação no mercado.
A diretora da Titanium Logística, Vanessa Ribeiro, considerou que o movimento registrado no primeiro dia demonstra o potencial do evento.
“Esperamos receber clientes, parceiros, fechar novos negócios e fortalecer relacionamentos já existentes”, disse.
Ela acrescentou que o fluxo de visitantes foi tão intenso que sua equipe não conseguiu visitar outros estandes durante a abertura da feira.
“Achei que conseguiria conhecer outros expositores, mas não consegui sair do nosso espaço, e isso já no primeiro dia”, comentou.
A programação da Multimodal Nordeste 2026 segue até esta quarta-feira (6) e inclui palestras, rodadas de negócios e exposição de soluções nos segmentos de logística, transporte, tecnologia e comércio exterior.
Os organizadores esperam manter a intensa visitação inicial e consolidar esta como a maior edição da feira desde sua criação.
Economia
Novo Lexus ES 350h estreia no Brasil por R$ 399.990 com luxo e tecnologia híbrida
A Lexus começou a pré-venda do novo ES 350h no Brasil. Este sedã de luxo chega à sua oitava geração na versão ES 350h, equipada com motorização híbrida total, comercializada pelo valor de R$ 399.990.
As primeiras unidades serão entregues aos clientes a partir de outubro.
Reconhecido como o sedã mais vendido da marca, o novo Lexus ES marca uma nova era de eletrificação para a fabricante no país. Além da versão híbrida, a empresa confirmou que lançará o ES 500e, uma variante totalmente elétrica prevista para o final de 2026.
Eletrificação
O Lexus ES 350h é lançado no Brasil com a sexta geração da tecnologia híbrida série-paralelo da marca.
Esse conjunto une um motor 2.5 litros a gasolina com um sistema elétrico e uma nova bateria de íons de lítio instalada sob o banco traseiro, uma solução que ajuda a manter o espaço interno e o conforto dos passageiros.
Essa estratégia segue o conceito global “Multipathway”, adotado pela Lexus para entregar diferentes formas de mobilidade, incluindo carros híbridos e elétricos adaptados às necessidades dos consumidores.
Design
Inspirado no conceito LF-ZC, o novo Lexus ES apresenta uma identidade visual mais moderna, combinando elegância com aerodinâmica. A tradicional grade frontal evoluiu para o conceito “spindle body”, com elementos integrados à carroceria e uma silhueta mais fluida.
Na parte frontal, o sedã exibe a assinatura luminosa Twin L Signature, enquanto a traseira traz uma barra de iluminação horizontal e lanternas em formato de “L”, enfatizando a sensação de largura e sofisticação.
Com dimensões maiores que a geração anterior, o modelo mede 5,14 metros de comprimento, 1,92 metro de largura e possui entre-eixos de 2,95 metros, priorizando o espaço para os ocupantes.
Interior
O interior foi completamente reformulado, priorizando conforto, tecnologia e acabamento premium. O painel segue o conceito japonês Tazuna, que visa aproximar o motorista do veículo, com um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e Head-Up Display colorido.
Outro destaque é a iluminação ambiente com 14 cores, inspiradas em fenômenos naturais, que criam diferentes atmosferas dentro da cabine.
Na parte tecnológica, o sedã é equipado com a central multimídia LexusConnect, contando com uma tela Full HD de 14 polegadas, a maior já oferecida pela marca, além do sistema de áudio Mark Levinson Premium Surround com 17 alto-falantes.
Segurança
O novo Lexus ES 350h inclui o pacote Lexus Safety System 4.0 (LSS 4.0), trazendo tecnologias de assistência ao motorista como sistema de pré-colisão, controle de cruzeiro adaptativo, alerta e assistente de permanência na faixa, reconhecimento de sinais de trânsito e monitoramento do condutor.
Quanto à proteção dos ocupantes, o modelo conta com dez airbags, abrangendo bolsas frontais, laterais, de joelho e de cortina.
Garantia
Para aumentar a experiência premium, a Lexus disponibiliza garantia de até 10 anos ou 200 mil quilômetros por meio do programa LexusCare. Este benefício é válido para veículos fabricados a partir de 2020, desde que o cliente siga as condições de manutenção estipuladas pela marca.
Nancy Serapião, que é Head da Lexus e GAZOO Racing no Brasil, afirma que a chegada do novo ES reforça a proposta de oferecer uma experiência que vai além do carro.
“A introdução do novo ES expressa claramente nosso conceito de ‘More than a car’, que visa proporcionar não apenas um automóvel de excelência, mas também uma relação de total confiança durante toda a jornada do cliente”, declara a executiva.
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