Mundo
Nasry Asfura, Conservador Apoiado por Trump, É Eleito Presidente de Honduras
Nasry Asfura, candidato conservador com o apoio do ex-presidente Donald Trump, venceu as eleições presidenciais em Honduras. Sua campanha destacou valores tradicionais e promessas de estabilidade econômica para o país.
O resultado das urnas refletiu o desejo de muitos hondurenhos por uma liderança firme e alinhada com políticas conservadoras, o que impulsionou Asfura à vitória nas eleições presidenciais.
Com o novo mandato, espera-se que Nasry Asfura implemente medidas para fortalecer a segurança e estimular o crescimento econômico em Honduras.
Mundo
EUA aguardam acordo sobre Estreito de Ormuz até quarta-feira
Os Estados Unidos informaram nesta terça-feira (4) que esperam firmar um acordo em breve para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital no centro do conflito entre Washington e Irã.
O Catar, atuando como mediador junto com Paquistão e Omã, afirmou que os esforços para encontrar uma “solução temporária que permita retomar o diálogo” continuam em progresso, conforme declarado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed al-Ansari.
Teerã negou o andamento de negociações, embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha insistido na segunda-feira (3) que conversas estavam em curso.
“Esta é a última oportunidade para que eles assinem um bom acordo”, declarou Trump aos jornalistas na Casa Branca.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Washington pode concretizar um acordo com o Irã até quarta-feira (5).
“Estamos negociando com os iranianos e acredito que poderemos chegar a um acordo hoje ou amanhã para reabrir o estreito e avançar para uma situação mais estável nesse conflito”, disse Bessent em entrevista à CNBC.
Questionado sobre se o acordo permitiria ao Irã cobrar pedágio dos navios, Bessent respondeu: “Creio que haveria liberdade de navegação”.
Queda nos preços do petróleo
Após o anúncio, a perspectiva de reabertura do Estreito provocou queda nos preços do petróleo. Por volta das 10h35 (horário de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte caiu 4,25%, sendo negociado a US$ 80,21 (R$ 406,80), após ter atingido US$ 79,73 (R$ 404).
O equivalente nos EUA, o West Texas Intermediate (WTI), recuou 4,75%, cotado a US$ 76,52 (R$ 388,08), após diminuir mais de 5%.
Trump ameaçou bombardear o Irã na semana passada, porém recuou e garantiu no domingo que as negociações seriam retomadas na segunda-feira.
“Não estamos negociando diretamente com os Estados Unidos neste momento. Estamos dialogando com Omã para garantir passagem segura pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o porta-voz iraniano, Esmaeil Baqaei.
Baqaei também revelou estar próximo de um acordo com Omã para reabrir essa importante rota de comércio global de hidrocarbonetos.
“Estamos para fechar um entendimento sobre uma rota aceitável para ambas as partes — que não será nem a rota norte nem a sul — respeitando a soberania de cada país e garantindo nossos interesses e segurança”, declarou.
Desde o início da guerra e dos ataques dos EUA e Israel contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, o Estreito está bloqueado pelo Irã.
Entretanto, os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram um ataque a um aeroporto na Arábia Saudita nesta terça-feira. Esse grupo pró-Irã já havia bloqueado a passagem de navios sauditas pelo Mar Vermelho, que servia como rota alternativa para o petróleo do maior produtor mundial.
Controle rigoroso da navegação
O Irã declarou que o tráfego no Estreito de Ormuz não voltará ao estado anterior à guerra, quando a navegação era livre, e que permitirá apenas uma rota ao longo de suas costas. Também está considerando a cobrança de pedágio pela passagem, proposta rejeitada por Washington.
O estreito foi temporariamente reaberto após um acordo assinado em junho entre Washington e Teerã, que possibilitou a saída de vários navios detidos por meses e a gradual normalização do trânsito marítimo.
No entanto, o Irã endureceu novamente sua posição com o bloqueio após o retorno dos ataques americanos.
Na noite de segunda-feira, um cargueiro foi atingido por um “projétil não identificado”, de acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO, sem registro inicial de feridos ou danos ao navio.
Trump afirmou na segunda-feira que o estreito está “completamente sob controle” da Marinha americana e alertou que o bloqueio imposto aos portos iranianos só será levantado com um “acordo” ou com uma “rendição completa”.
Mundo
Ong responsabiliza Marrocos pela crise migratória
A Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) aponta o governo de Marrocos como principal responsável pelo fluxo migratório de mais de 50 mil pessoas em direção a Ceuta e Melilla, enclaves espanhóis localizados no continente africano. Quase 100 pessoas perderam a vida durante a trajetória, conforme informações do governo local.
“A ausência de oportunidades e o aumento da frustração e do desespero, especialmente entre os jovens, deixaram de ser sentimentos isolados para se transformar na realidade de toda uma geração, que agora expressa sua revolta através da mobilidade e do desejo de migrar, como forma de manifestar indignação contra o insucesso das políticas públicas”, afirma a entidade.
O documento, aprovado pelo Bureau Central da AMDH, reconhecida como uma das organizações mais influentes e relevantes de Marrocos na defesa dos direitos humanos, critica a desigualdade social e a má distribuição da riqueza gerada pela apropriação dos recursos nacionais por uma minoria através de um sistema baseado em economia rentista, corrupção, autoritarismo e tirania.
De acordo com a associação, o fenômeno migratório revela uma crise estrutural profunda e é o resultado de décadas de exclusão social e econômica.
A AMDH rejeita o uso da crise migratória como instrumento de pressão política ou negociação entre Espanha, Europa e Marrocos, destacando que as pessoas não podem ser envolvidas em disputas políticas e diplomáticas à custa dos seus direitos fundamentais.
Especialistas consultados pela Agência Brasil possuem opiniões divergentes sobre a participação do governo marroquino na crise migratória em Ceuta, que poderia ser utilizada para obter benefícios político-diplomáticos junto à Europa.
A organização condena ainda o silêncio suspeito dos órgãos estatais do país, que acaba por fomentar uma mobilização ampla na maioria das cidades e regiões.
Além disso, a retórica agressiva de setores da extrema-direita na Europa e nos Estados Unidos também é criticada pela AMDH, que aponta a incitação ao ódio contra imigrantes e a representação destes como ameaça existencial às sociedades ocidentais.
Marrocos é uma monarquia constitucional e parlamentar que mescla tradição islâmica com instituições democráticas modernas, sob o controle forte da dinastia alauíta, liderada pelo rei Mohammed VI, que completou 27 anos no trono recentemente. Ele é o comandante das forças armadas e figura central na política do país.
Desafios enfrentados pela juventude
O professor marroquino de relações internacionais, Mohammed Nadir, da Universidade Federal do ABC (UFABC), destacou que o êxodo massivo dos jovens para Ceuta e Melilla evidencia o insucesso do projeto de desenvolvimento nacional nas últimas décadas.
“Embora o país tenha avançado em infraestrutura e grandes projetos liderados pelo rei, como extensas autoestradas, energias renováveis, além dos setores automotivo e aeronáutico, transformando Marrocos em um polo no Norte da África, essas mudanças não beneficiaram a maior parte da população jovem”, explica o professor.
Ele menciona também o aumento do custo de vida, a falta de oportunidades e o acesso difícil à saúde pública como razões para o mal-estar e a aspiração de muitos jovens em buscar uma vida melhor na Europa.
Perspectivas de desenvolvimento
Em comemoração ao 27º aniversário de seu reinado, Mohammed VI divulgou uma mensagem à nação ressaltando as conquistas recentes e a importância de manter a confiança e o otimismo diante dos desafios.
Ele destacou a estabilidade e segurança do país, o bom funcionamento das instituições públicas e o crescimento projetado do Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 4,9% em 2025.
Marrocos tornou-se o maior exportador automotivo da África, produzindo cerca de 1 milhão de veículos por ano, com os setores automotivo e aeroespacial respondendo por mais de 40% das exportações totais, ultrapassando até a indústria de fosfatos.
Em 2023, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país foi de 0,71, classificando-o com alto desenvolvimento humano e ocupando a 120ª posição entre 193 nações, segundo dados da ONU.
No continente africano, Marrocos tem o 10º maior IDH, ficando atrás de países como África do Sul, Egito, Argélia e Tunísia. Em 2022, a taxa de desemprego entre jovens de 15 a 24 anos era de 24,9%.
Mundo
Mortes chegam a 75 em tentativa de migrantes de entrar em Ceuta
O total de migrantes que perderam a vida ao tentarem alcançar Ceuta na última semana aumentou para 75, segundo informou a Delegação do Governo do enclave espanhol nesta terça-feira (4).
O número anterior indicava 72 falecimentos, principalmente causados por afogamento no mar.
Na última semana, quase 72 mil migrantes conseguiram entrar no território espanhol localizado no norte da África, a maioria nadando ou caminhando, desencadeando uma crise migratória. De acordo com as autoridades espanholas, cerca de 70 mil migrantes já foram enviados de volta a Marrocos.
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