Esporte
Prêmio Brasil Olímpico destaca os melhores do esporte brasileiro em 2025
Rio de Janeiro – O Prêmio Brasil Olímpico (PBO) 2025, principal evento de reconhecimento do esporte nacional organizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), ocorreu na quinta-feira, 11, na Cidade das Artes, Rio de Janeiro. Muitos atletas se reuniram para celebrar suas conquistas e parabenizar os talentos do país.
Premiação
Nas categorias de Melhor Atleta do Ano, os vencedores foram Maria Clara Pacheco (taekwondo) e Caio Bonfim (marcha atlética). A revelação do ano foi Rebeca Lima, do boxe.
Gabi Guimarães, do vôlei, e João Fonseca, do tênis, ganharam nas categorias Atleta da Torcida feminina e masculina. Os melhores treinadores foram Gianetti Bonfim, mãe de Caio Bonfim e treinadora da marcha atlética, e Diego Guimarães, do taekwondo.
Diversos atletas foram premiados de acordo com suas modalidades, entre eles o pernambucano Jhon Xavier, do pentatlo moderno, que emocionou ao receber o prêmio.
Outros vencedores incluem: Ana Marcela Cunha (águas abertas), Caio Bonfim (atletismo), Juliana Viana (badminton), Gabriela Guimarães (basquete 3×3), Yago Santos (basquete 5×5), Victor Coutinho (beisebol), Rebeca Lima (boxe), Ana Sátila (canoagem slalom), Gabriel Assunção e Jacky Goldmann (canoagem velocidade), Gustavo ‘Bala Loka’ (ciclismo BMX freestyle) e muitos outros destacados.
No futebol, a premiada foi Marta. Atletas de ginástica artística, de trampolim e rítmica também foram reconhecidas, bem como atletas de golfe, handebol, hipismo, hóquei sobre grama, judô, lacrosse, levantamento de peso, nado artístico, natação, polo aquático, remo, rugby 7, saltos ornamentais, skateboarding, softbol, squash, surf, tênis de mesa, tiro com arco, triatlo, vela, vôlei de praia, wrestling e wrestling livre foram homenageados.
Homenagem
Este ano, o COB instituiu a Medalha Vanderlei Cordeiro de Lima para valorizar ações de espírito olímpico, ética e humanidade. O nome homenageia o atleta que conquistou bronze na maratona de Atenas 2004, mesmo após ser interrompido por um invasor.
Receberam a medalha os atletas do Quatro Sem no remo – Andrei Jessé, Diogo Volkmann, Kayki Rocha e Miguel Marques – que conquistaram bronze nos Jogos Pan-americanos de Assunção 2025.
O Troféu Adhemar Ferreira da Silva, em reconhecimento a trajetória esportiva, foi entregue ao velejador Robert Scheidt, maior medalhista olímpico do Brasil, ao lado de Torben Grael, ambos com cinco pódios.
A equipe destaque do ano foi a Ginástica Rítmica. Davi Souza de Lima, do atletismo, e Clarisse Valim, do judô, foram homenageados pelos Jogos da Juventude CAIXA Brasília 2025.
Esporte
Santos deve pagar quase 20 milhões ao Cuiabá
O Santos foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF a pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá.
Esse montante corresponde a uma dívida referente à compra do zagueiro Joaquim pelo clube paulista, em 2023, e à participação do Cuiabá na revenda do atleta ao Tigres, do México, em 2024.
Em comunicado, o clube mato-grossense solicitou o pagamento imediato e destacou débitos de outros times, como o Corinthians e o Grêmio.
“O Cuiabá acolhe a decisão com respeito, porém sem alívio. A sentença não resolve falta de salário. O que o clube deseja agora é a quitação imediata. O Santos ainda pode recorrer ao CBMA. O Cuiabá registra desde já que não aceitará pacificamente manobras e recursos judiciais usados apenas para adiar o que está pendente há quase dois anos”, afirmou trecho do comunicado.
Segundo o Cuiabá, um acordo foi firmado para o pagamento em cinco parcelas, mas o Santos quitou somente a primeira parcela. O processo tramitava desde maio de 2025 na CNRD.
Nota oficial do Cuiabá informa que, nesta data, a CNRD da CBF determinou que o Santos Futebol Clube deve pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá.
A dívida decorre da compra do zagueiro Joaquim pelo Santos em fevereiro de 2023, e da participação do Cuiabá na venda subsequente do jogador para o Tigres, do México.
A última parcela venceu em janeiro de 2025. Para facilitar o acerto, o Cuiabá renegociou e abriu mão de parte relevante do crédito. Mesmo assim, o Santos pagou apenas a primeira das cinco parcelas novas. O Cuiabá recorreu à CNRD em maio de 2025, e a decisão demorou dezesseis meses para ser emitida.
O Cuiabá recebe a decisão com respeito, mas ressalta que sentença não substitui salários atrasados. O clube espera o pagamento imediato.
O Santos ainda pode recorrer ao CBMA. O Cuiabá deixou claro que não aceitará atrasos e manobras processuais que só visam postergar o que é devido há quase dois anos.
O histórico recente é preocupante: em cobranças feitas pelo Arouca e pelo Mônaco junto à FIFA, o Santos só quitou as dívidas após sofrer punição com transfer ban, mesmo já estando condenado meses antes. Nesse mesmo período, continuou realizando contratações.
O caso do Santos não é isolado:
- Corinthians: dívida pela venda do volante Raniele foi incluída pela própria CNRD em plano coletivo com 24 parcelas trimestrais, até 2031, corrigidas pela inflação e sem juros, o que é bastante favorável ao devedor e severo para o credor. Mesmo assim, a parcela vencida em 17 de julho permanece em aberto.
- Sport: deve cerca de R$ 6 milhões pela venda do lateral Matheus Alexandre.
- Grêmio: o Cuiabá aguarda julgamento sobre a inclusão de um crédito de aproximadamente R$ 900 mil em plano coletivo de pagamento.
Outros clubes também possuem débitos menores.
Somando, os créditos do Cuiabá contra times brasileiros ultrapassam R$ 40 milhões.
Esporte
Perito afirma em testemunho que Maradona sofreu morte súbita com suspeita de Covid-19
Pablo Ferrari, perito oficial envolvido no julgamento da morte de Diego Armando Maradona, declarou que é impossível descartar que o ex-jogador tenha falecido devido à Covid-19, classificando o evento como uma morte repentina.
Ele também refutou a versão que indicava que o ídolo argentino teria vivido cerca de 12 horas de sofrimento antes de sua morte, conforme reportado pelo jornal argentino Clarín.
Ferrari foi a última testemunha a ser ouvida no segundo julgamento sobre a morte de Maradona, e seu depoimento era muito aguardado no processo.
Segundo Ferrari, a Covid-19 pode levar a uma evolução rápida e causar morte em algumas horas apenas.
Perito discorda de versão de longa agonia
Analisando exames feitos ao longo dos últimos anos por Maradona, o perito afirmou não ter encontrado sinais que exigissem atendimento médico emergencial baseado em indicadores de função hepática, com resultados normais em 2018, leve piora em 2019 e alterações em 2020, ainda sem necessidade de emergência.
Ele explicou que o acúmulo de líquido nos pulmões aconteceu em um período curto, entre minutos e poucas horas, levando a um edema pulmonar agudo que causou sufocamento e parada cardíaca.
Ferrari enfatizou que a agonia final foi breve, não sustentando academicamente a hipótese de longas horas de sofrimento.
Confronto durante o interrogatório
Durante as questionamentos feitos pela acusação, comandados pelo fiscal-geral adjunto de San Isidro, Patricio Ferrari, houve tensões, incluindo dúvidas sobre a experiência do perito, que não é cardiologista, mas ressaltou ter vasta experiência pericial.
Também foi mencionada sua atuação em outro processo que divergia das conclusões médicas convencionais, gerando debate acalorado entre advogados e o tribunal.
Leitura parcial do laudo
Quando questionado, Pablo Ferrari admitiu não ter lido todo o relatório, pois partes estavam ilegíveis, e declarou que não avaliou conteúdos que não entendeu, o que surpreendeu o juiz responsável.
Julgamento se aproxima do fim
Ferrari foi a 74ª testemunha ouvida no julgamento que já soma 44 audiências e ocorre no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, composto pelos juízes Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón.
As alegações finais das partes acusadoras estão programadas para os dias 8, 13 e 14 de outubro, e as defesas terão seus momentos nos dias 20, 21 e 22 do mesmo mês. A próxima fase do julgamento está agendada para 29 de setembro, quando os acusados poderão apresentar seus depoimentos.
O depoimento do perito trouxe uma visão distinta da Junta Médica oficial, apontando para uma morte súbita e não descartando a possibilidade da Covid-19 como causa, embora essas conclusões estejam sujeitas à avaliação do conjunto das provas.
Esporte
Veja os clubes do futebol brasileiro com mais jogadores estrangeiros
A partir do próximo ano, o futebol brasileiro passará por uma alteração significativa no número de atletas estrangeiros permitidos em partidas oficiais. Em acordo firmado na última segunda-feira (21) entre os clubes e a CBF, foi decidido que a quantidade atual de nove jogadores estrangeiros relacionados será reduzida gradualmente, até o limite de cinco atletas em 2030.
Essa mudança, aprovada pela maioria dos times das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, teve como exceção os clubes Bahia, Flamengo e Londrina, que se posicionaram contrariamente à proposta.
Em 2023, 146 jogadores estrangeiros participaram do Brasileirão, de um total de 159 registrados para jogar. A diminuição da cota será escalonada para minimizar o impacto imediato nos elencos: oito atletas em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco no ano de 2030. Com a única exceção do Mirassol, todos os demais 19 clubes da Série A contam com jogadores estrangeiros.
Entre as equipes paulistas, o Palmeiras lidera com oito jogadores estrangeiros em seu plantel, destacando-se Gustavo Gómez, um dos mais antigos, presente desde 2018. Já Corinthians e São Paulo possuem sete atletas estrangeiros cada um, enquanto o Santos tem seis.
Na temporada atual, o Athletico-PR, o Botafogo e o Vasco apresentam os maiores números de jogadores estrangeiros. O Botafogo, por exemplo, conta com 11 atletas, incluindo o recém-contratado Hakim Ziyech, que participou da Copa do Mundo defendendo Marrocos.
Lista de jogadores estrangeiros por clube
- Athletico-PR (11): Carlos Terán, Aguirre, Portilla, Alejandro García, Mendoza, Kevin Viveros, Kerwin Vargas e Jorge Rivaldo (Colômbia); Benavídez, Lucas Esquivel, Bruno Zapelli (Argentina)
- Atlético-MG (9): Alan Franco, Alan Minda e Preciado (Equador); Tomás Cuello e Tomás Pérez (Argentina); Cassiera e Kevin Castaño (Colômbia), Mamady Cissé (Guiné) e Thiago Borbas (Uruguai)
- Bahia (8): Sanabria, Román Gómez, Lautaro López, Guido Herrera e Alejo Véliz (Argentina); Nicolas Acevedo e Michel Araújo (Uruguai); Marco Moreno (Espanha)
- Botafogo (11): Mateo Ponte, Lucas Monzón, Lucas Villalba (Uruguai); Ferraresi (Venezuela); Medina, Montoro (Argentina); Domingos Andrade (Angola); Jhoan Hernández e Jordan Barrera (Colômbia); Hakim Ziyech (Marrocos) e Kadir (Panamá)
- Red Bull Bragantino (8): Herrera (Argentina); Mosquera e Weimar Palacios (Colômbia), Sosa (Uruguai); Sant’Anna, Guzmán Rodríguez (Uruguai), Isidro Pitta (Paraguai), Hurtado (Equador)
- Corinthians (7): Labyad (Marrocos); Garro e Angileri (Argentina); Milans (Uruguai); Carrillo (Peru); Lingard (Inglaterra); Memphis (Holanda)
- Coritiba (7): Nico Fonseca, Ocampo e Lavega (Uruguai); Bustos (Argentina); Sebastián Gómez e Ararat (Colômbia) e Josué (Portugal)
- Cruzeiro (9): Viña e Lucho Rodríguez (Uruguai); Villalba, Romero, Rojas (Argentina); Sinisterra e Neyser Villarreal (Colômbia); Arroyo (Equador) e Peralta (Paraguai)
- Chapecoense (5): Borrero (Colômbia), Miguel Carvalho (Espanha); Franco Rossi (Uruguai); Bolasie (RD Congo) e Kevin Ramírez (Uruguai)
- Flamengo (10): Rossi e Freitas (Argentina); Arrascaeta, De la Cruz, Varela (Uruguai); Pulgar (Chile), Saúl (Espanha); Carrascal (Colômbia), Plata e Valencia (Equador)
- Fluminense (9): Acosta, Cano, Castillo e Freytes (Argentina); Millán, Serna (Colômbia); Canobbio (Uruguai); Savarino e Soteldo (Venezuela)
- Grêmio (10): Krovinovic (Croácia), Enamorado (Colômbia), Nardoni e Pavón (Argentina), Jovane Cabral (Cabo Verde), Noriega (Peru), Amuzu (Bélgica), Balbuena e Villasanti (Paraguai), Braithwaite (Dinamarca)
- Internacional (10): Rochet (Uruguai), Maripán (Chile), Félix Torres (Equador); Gabriel Mercado, Bernabei, Aguirre, Villagra (Argentina), Benjamin (Gana), Carbonero (Colômbia) e Sanabria (Paraguai)
- Palmeiras (8): Emiliano Martínez e Piquerez (Uruguai); Barboza, Flaco López e Giay (Argentina); Gustavo Gómez e Sosa (Paraguai); Jhon Arias (Colômbia)
- Remo (6): Andrés González (Colômbia); Tchamba (Camarões); Catarozzi e Tassano (Uruguai) Picco (Argentina) e Galeano (Paraguai)
- São Paulo (7): Duarte e Cedric (Portugal); Arboleda (Equador); Calleri e Enzo Diaz (Argentina), Buta (Angola), Bobadilla (Paraguai)
- Santos (6): Caballero (Paraguai); Barreal, Escobar e Rollheiser (Argentina); Oliva (Uruguai); Miguelito (Bolívia)
- Vasco (11): Puma Rodríguez e Saldívia (Uruguai); Andrés Gómez, Rojas, Hinestroza e Carlos Cuesta (Colômbia); Colídio, Lescano, Sosa e Spinelli (Uruguai); Nuno Moreira (Portugal)
- Vitória (6): Brítez, Pochettino, Martínez, Tarzia (Argentina); Ismael (Portugal); Laquintana (Uruguai)
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