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O plano do novo governo para tirar a Grécia de uma crise sem fim

O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, líder do partido de centro-direita Nova Democracia, prometeu dobrar o crescimento e diminuir impostos para empresas

Após a vitória na eleição, hora de trabalho para o novo governo da Grécia. O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, líder do partido de centro-direita Nova Democracia, realiza nesta quarta-feira a primeira reunião com seu recém-formado gabinete e dará os primeiros sinais sobre que política econômica pretende implementar para tirar a Grécia do buraco em que se encontra desde a crise de 2008.

Um dos partidos mais tradicionais da Grécia, o Nova Democracia derrotou nas eleições de domingo, 7, o partido de esquerda Syriza, do então primeiro-ministro Alexis Tsipras, que estava no poder desde 2015. O Nova Democracia obteve 40% dos votos contra 31% do adversário.

O mandato de Tsipras terminaria apenas em outubro, mas o premiê convocou eleições antecipadamente depois que seu partido perdeu as eleições do Parlamento europeu, em maio. Tsipras, contudo, subestimou a insatisfação dos gregos, que enfrentam uma taxa de desemprego de 18%.

Com três calotes a credores internacionais nos últimos dez anos e uma dívida de 170% do Produto Interno Bruto (PIB), a Grécia tem dificuldade para atrair investimentos. Além disso, governo após governo foi obrigado a negociar com credores como a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) medidas de austeridade, como cortes em aposentadorias, o que irritou os cidadãos gregos.

Fundado em 2004, o Syriza ganhou relevância como partido de oposição justamente com a queda do partido social-democrata Pasok, que esteve no poder durante a crise (e perdeu tanta popularidade que oficialmente acabou no ano passado). Contudo, na gestão do Syriza, embora o PIB grego tenha voltado a crescer lentamente desde 2017 (a estimativa do FMI é de alta de 2,4% neste ano e de 2,2% em 2020), a recessão da última década, que fez o PIB chegar a cair quase 10% em 2011, colocou a Grécia em um buraco difícil de sair.

Em negociações com a União Europeia, a Grécia se comprometeu a atingir um superávit de 3,5% até 2022, o que limita os gastos do governo. Apesar de sua linha conservadora e liberal, o novo premiê afirmou à rede americana CNBC que a Grécia “foi longe demais” com as políticas de austeridade. Deve adotar uma estratégia similar à portuguesa, que após anos de austeridade conseguiu sair do buraco voltando a investir para atrair investidores.

Mitstotakis prometeu dobrar o crescimento grego nos próximos anos e diminuir os impostos para empresas em 20%. Com a maioria no Parlamento obtida agora (158 das 300 cadeiras), o premiê afirma ter condições de fazê-lo.

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Milei acusa Lula de corrupção e roubo

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O presidente da Argentina, Javier Milei, reafirmou neste domingo (2) suas acusações contra Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-o como corrupto e ladrão, uma semana após suas declarações causarem um atrito diplomático entre as maiores economias da América do Sul.

Milei declarou em uma entrevista à emissora LN+ que Lula foi condenado por crimes de roubo e corrupção, tendo cumprido pena, o que justifica chamá-lo de preso. Ele ainda ressaltou que a soltura de Lula decorreu de um erro administrativo no processo, e não por inocência.

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Trump diz que EUA e Irã retomam negociações na segunda

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, conforme reportado pela Al Jazeera, que Washington está em diálogo com autoridades iranianas para discutir os termos das negociações bilaterais. Segundo a emissora, as conversações estão previstas para iniciar na noite de segunda-feira.

Até o momento, não houve nenhuma declaração por parte de Trump em sua conta na Truth Social.

Anteriormente, a agência estatal IRNA comunicou que as tratativas entre o Irã e Omã para criar um protocolo de navegação no Estreito de Ormuz estão na etapa final.

O propósito dessas negociações é desenvolver procedimentos para monitorar e coordenar o tráfego marítimo, assegurando a passagem segura dos navios pelo estreito.

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Famílias marroquinas ainda esperam por notícias dos familiares que tentaram chegar a Ceuta

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Na cidade marroquina de Castillejos, aproximadamente 30 pessoas permaneciam presas a uma cerca que bloqueia o acesso ao mar e à fronteira, ansiosas por informações sobre seus parentes que cruzaram ilegalmente para o território espanhol de Ceuta neste domingo (2).

Abdellatif, trabalhador rural oriundo de Moulay Bousselham, situado a cerca de 200 km de Castillejos, está angustiado pelo desaparecimento de seu irmão mais novo, de 17 anos, que na quinta-feira entrou no mar acompanhado de dois amigos para tentar alcançar Ceuta nadando.

Mais de 60 mil migrantes conseguiram entrar no enclave nos últimos dias, porém a maioria foi rapidamente devolvida a Castillejos, de onde são transportados de ônibus até suas cidades de origem.

As autoridades espanholas relatam pelo menos 72 mortes, enquanto a Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) estima cerca de 130 vítimas e várias pessoas desaparecidas.

Abdellatif relatou à AFP que dois amigos do irmão disseram na sexta-feira que partiram um dia antes, mas que ele sofreu uma lesão muscular ao nadar e acabou separado deles. O jovem de 27 anos se questiona se o irmão ainda está vivo, especialmente porque os dois companheiros retornaram.

Medo de voltar sem notícias

Ele teme retornar sem seu irmão e estranha o silêncio das autoridades. Abdellatif manifestou indignação com o governo por não alertar os jovens sobre os perigos da migração irregular, especialmente com a influência prejudicial das redes sociais.

O aumento do fluxo migratório ocorreu após boatos de que a fronteira estava aberta, alimentados por imagens de jovens celebrando a chegada a Ceuta.

Próximo à cerca, familiares mostram fotos em seus telefones para as pessoas que retornam do enclave espanhol. Uma mãe se tranquiliza ao ouvir que seu filho foi visto em Ceuta no sábado.

No entanto, Rachida Mamakh, de 48 anos, com os olhos vermelhos pelo choro, pergunta para cada pessoa se há alguma notícia de Zuhair, seu filho de 23 anos. Ele informou que havia deixado sua motocicleta em Castillejos e que chegou a Ceuta, mas desde então não atende mais o telefone.

Ela pede a Deus pela segurança do filho e clama às autoridades e ao rei Mohammed VI para que façam tudo o que for possível para trazer os jovens de volta. Zuhair terminou o ensino médio, está desempregado, aprendeu alemão em escola particular e, apesar da situação financeira da família ser razoável devido ao trabalho do pai como taxista, sonhava em ir para a Alemanha em busca de uma vida melhor.

Fadoua Allam, residente em Castillejos, passou por um momento terrível quando, ao voltar para casa na madrugada de sexta-feira após o trabalho, não encontrou seus dois filhos, uma menina de 13 e um menino de 8 anos.

Desesperada, ela tentou nadar em direção a Ceuta para procurá-los. A filha foi encontrada em um centro de acolhimento, mas o menino foi devolvido a Castillejos. Ela, exausta e incapaz de caminhar, passou a noite na casa de uma amiga no enclave.

Mohamed, encanador de 27 anos, está preocupado com o desaparecimento de dois primos de 18 e 22 anos. Na última comunicação, pediu que se entregassem às autoridades para repatriação, mas desde então não teve mais notícias.

Ele viajou à fronteira para tentar encontrá-los, não entendendo a decisão dos primos, já que suas famílias possuem terras agrícolas e vivem bem.

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