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Rússia bombardeia fábrica nos arredores de Kiev e anuncia novos ataques na capital ucraniana

Duas semanas após retirar suas tropas de toda a região de Kiev e concentrar ataques na região leste da Ucrânia, a Rússia voltou a bombardear os arredores da capital ucraniana nesta sexta-feira (15) e anunciou uma nova ofensiva em toda a área. Durante a madrugada, explosões foram ouvidas nos arredores da cidade, e há pontos sem internet.

Detalhe de prédio que teve a fachada derrubada após bombardeio russo a uma fábrica de mísseis nesta madrugada — Foto: Fadel Senna/ AFP

Detalhe de prédio que teve a fachada derrubada após bombardeio russo a uma fábrica de mísseis nesta madrugada — Foto: Fadel Senna/ AFP

O Ministério também anunciou nesta sexta-feira (15) que “o número e a frequência de ataques com mísseis a instalações em Kiev aumentará”, em resposta ao que Moscou chama de “sabotagem de forças ucranianas em território russo”.

O Ministério da Defesa russo afirmou ter atacado com mísseis de cruzeiro uma fábrica de mísseis que fica no complexo militar e industrial de Vizar, em Vyshneve, no subúrbio de Kiev. O ataque aconteceu durante a madrugada, quando moradores da capital afirmaram ter ouvido explosões.

Fachada de prédio no subúrbio de Kiev veio abaixo por impacto de bombardeio russo a fábrica de mísseis próxima ao local — Foto: Fadel Senna/ AFP

Fachada de prédio no subúrbio de Kiev veio abaixo por impacto de bombardeio russo a fábrica de mísseis próxima ao local — Foto: Fadel Senna/ AFP

O anúncio acontece um dia depois de um dos maiores e mais famosos navios russos, o Moskva, ter afundado. Kiev afirma ter atingido a embarcação com ataques a míssil. Moscou nega e alega que um acidente com munições próprias danificaram o navio.

Oficialmente, o governo russo alega que o anúncio da escalada de ataques em Kiev é uma represália a recentes ataques de forças ucranianas ao território russo. Nesta sexta-feira (15), a Ucrânia atacou mais de 20 prédios e uma escola em um vilarejo no sudeste da Rússia próximo à fronteira, segundo a agência de notícias russa Tass. Na quinta-feira (14), o governo da cidade russa de Belgorod, a 40 quilômetros da fronteira, afirmou que tropas ucranianas também fizeram ataques na região.

Loja nos arredores de Kiev afetada por bombardeio com mísseis de cruzeiro que a Rússia alega ter lançando nesta madrugada — Foto: Herbert Villarraga/ Reuters

Loja nos arredores de Kiev afetada por bombardeio com mísseis de cruzeiro que a Rússia alega ter lançando nesta madrugada — Foto: Herbert Villarraga/ Reuters

Kiev ainda não se posicionou sobre as acusações.

A ofensiva pode abrir uma nova fase na guerra, que já dura mais de 50 dias e havia se concentrado no leste do país e na cidade de Mariupol, no sul. Na cidade portuária, que a Rússia tenta tomar o controle, o Ministério da Defesa russo afirmou também que tomou completamente o controle de uma das principais siderúrgicas da cidade.

Navio atacado

De importante valor simbólico e conhecido como “assassino de porta-aviões”, o Moskva era o maior navio russo no Mar Negro, e tinha mísseis de longa distância capaz de atacar a costa e até aviões, além de radar de defesa de toda a frota.

 

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Milei acusa Lula de corrupção e roubo

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O presidente da Argentina, Javier Milei, reafirmou neste domingo (2) suas acusações contra Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-o como corrupto e ladrão, uma semana após suas declarações causarem um atrito diplomático entre as maiores economias da América do Sul.

Milei declarou em uma entrevista à emissora LN+ que Lula foi condenado por crimes de roubo e corrupção, tendo cumprido pena, o que justifica chamá-lo de preso. Ele ainda ressaltou que a soltura de Lula decorreu de um erro administrativo no processo, e não por inocência.

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Trump diz que EUA e Irã retomam negociações na segunda

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, conforme reportado pela Al Jazeera, que Washington está em diálogo com autoridades iranianas para discutir os termos das negociações bilaterais. Segundo a emissora, as conversações estão previstas para iniciar na noite de segunda-feira.

Até o momento, não houve nenhuma declaração por parte de Trump em sua conta na Truth Social.

Anteriormente, a agência estatal IRNA comunicou que as tratativas entre o Irã e Omã para criar um protocolo de navegação no Estreito de Ormuz estão na etapa final.

O propósito dessas negociações é desenvolver procedimentos para monitorar e coordenar o tráfego marítimo, assegurando a passagem segura dos navios pelo estreito.

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Famílias marroquinas ainda esperam por notícias dos familiares que tentaram chegar a Ceuta

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Na cidade marroquina de Castillejos, aproximadamente 30 pessoas permaneciam presas a uma cerca que bloqueia o acesso ao mar e à fronteira, ansiosas por informações sobre seus parentes que cruzaram ilegalmente para o território espanhol de Ceuta neste domingo (2).

Abdellatif, trabalhador rural oriundo de Moulay Bousselham, situado a cerca de 200 km de Castillejos, está angustiado pelo desaparecimento de seu irmão mais novo, de 17 anos, que na quinta-feira entrou no mar acompanhado de dois amigos para tentar alcançar Ceuta nadando.

Mais de 60 mil migrantes conseguiram entrar no enclave nos últimos dias, porém a maioria foi rapidamente devolvida a Castillejos, de onde são transportados de ônibus até suas cidades de origem.

As autoridades espanholas relatam pelo menos 72 mortes, enquanto a Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) estima cerca de 130 vítimas e várias pessoas desaparecidas.

Abdellatif relatou à AFP que dois amigos do irmão disseram na sexta-feira que partiram um dia antes, mas que ele sofreu uma lesão muscular ao nadar e acabou separado deles. O jovem de 27 anos se questiona se o irmão ainda está vivo, especialmente porque os dois companheiros retornaram.

Medo de voltar sem notícias

Ele teme retornar sem seu irmão e estranha o silêncio das autoridades. Abdellatif manifestou indignação com o governo por não alertar os jovens sobre os perigos da migração irregular, especialmente com a influência prejudicial das redes sociais.

O aumento do fluxo migratório ocorreu após boatos de que a fronteira estava aberta, alimentados por imagens de jovens celebrando a chegada a Ceuta.

Próximo à cerca, familiares mostram fotos em seus telefones para as pessoas que retornam do enclave espanhol. Uma mãe se tranquiliza ao ouvir que seu filho foi visto em Ceuta no sábado.

No entanto, Rachida Mamakh, de 48 anos, com os olhos vermelhos pelo choro, pergunta para cada pessoa se há alguma notícia de Zuhair, seu filho de 23 anos. Ele informou que havia deixado sua motocicleta em Castillejos e que chegou a Ceuta, mas desde então não atende mais o telefone.

Ela pede a Deus pela segurança do filho e clama às autoridades e ao rei Mohammed VI para que façam tudo o que for possível para trazer os jovens de volta. Zuhair terminou o ensino médio, está desempregado, aprendeu alemão em escola particular e, apesar da situação financeira da família ser razoável devido ao trabalho do pai como taxista, sonhava em ir para a Alemanha em busca de uma vida melhor.

Fadoua Allam, residente em Castillejos, passou por um momento terrível quando, ao voltar para casa na madrugada de sexta-feira após o trabalho, não encontrou seus dois filhos, uma menina de 13 e um menino de 8 anos.

Desesperada, ela tentou nadar em direção a Ceuta para procurá-los. A filha foi encontrada em um centro de acolhimento, mas o menino foi devolvido a Castillejos. Ela, exausta e incapaz de caminhar, passou a noite na casa de uma amiga no enclave.

Mohamed, encanador de 27 anos, está preocupado com o desaparecimento de dois primos de 18 e 22 anos. Na última comunicação, pediu que se entregassem às autoridades para repatriação, mas desde então não teve mais notícias.

Ele viajou à fronteira para tentar encontrá-los, não entendendo a decisão dos primos, já que suas famílias possuem terras agrícolas e vivem bem.

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