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Putin chama de aventura viagem de Pelosi a Taiwan, parte da estratégia de desestabilização da região

A situação mundial está mudando de forma dinâmica, cada vez mais países e povos escolhem o caminho do desenvolvimento soberano, declarou o presidente russo, Vladimir Putin, durante a abertura da X Conferência de Segurança Internacional de Moscou.

© Sputnik / Mikhail Klementiev

 

“Ressalto: justamente o mundo multipolar, baseado no direito internacional e nas relações mais justas, abre novas possibilidades para combater ameaças comuns. Entre essas estão os conflitos regionais e a disseminação das armas de destruição em massa, terrorismo e criminalidade cibernética”, afirmou Vladimir Putin.

Ele notou que todos esses desafios têm caráter global e sem esforços e potencial unidos de todos os Estados não podem ser ultrapassados.
Os países ocidentais, no entanto, tentam manter a hegemonia realizando uma política de contenção e minando quaisquer vias de desenvolvimento alternativas de outras nações, disse o mandatário russo.
“Elites globalistas ocidentais estão resistindo aos processos objetivos, provocando caos, incitando conflitos antigos e novos e realizando a chamada política de contenção, mas em essência – de enfraquecimento de quaisquer caminhos de desenvolvimento independentes e alternativos.”
Conforme suas palavras, de tal maneira o Ocidente pretende manter seu poder e conter os países “presos em uma ordem neocolonial em sua essência. Sua hegemonia significa a estagnação para todo o mundo, para toda a civilização, fanatismo e cancelamento cultural, totalitarismo neoliberal”, sublinhou Putin.
O líder russo ainda ressaltou que todos os meios estão sendo utilizados.
“Os EUA e seus vassalos interveem grosseiramente nos assuntos internos de Estados soberanos: organizam provocações, golpes de Estado e guerras civis. Com ameaças, chantagem e pressão, eles tentam forçar os países independentes a obedecer e viver seguindo as regras alheias”, acrescentou.
De acordo com Putin, o Ocidente toma todas essas medidas perseguindo um único objetivo – “manter seu domínio e o modelo que permite parasitar por todo o mundo, como era antes por séculos, e tal modelo pode ser mantido apenas através da força”.
A visita da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan não foi uma simples viagem de um político irresponsável individual, mas uma demonstração ostentativa de falta de respeito à soberania de outros países, acredita Vladimir Putin.

“A aventura norte-americana em relação a Taiwan não foi simplesmente uma viagem de um político irresponsável, mas parte da estratégia consciente e deliberada dos EUA de desestabilização e caotização da situação na região e no mundo, impertinente manifestação de desrespeito à soberania de outros países e aos seus compromissos internacionais. Vimos nisso uma provocação cuidadosamente planejada”, afirmou o presidente.

A visita de Pelosi à ilha de Taiwan ocorreu de 2 a 3 de agosto, se tornando a primeira viagem de um presidente da Câmara dos Representantes americano a Taiwan desde 1997. Assim, ela foi a primeira alta funcionária norte-americana a visitar a ilha nos últimos 25 anos.

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Milei acusa Lula de corrupção e roubo

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O presidente da Argentina, Javier Milei, reafirmou neste domingo (2) suas acusações contra Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-o como corrupto e ladrão, uma semana após suas declarações causarem um atrito diplomático entre as maiores economias da América do Sul.

Milei declarou em uma entrevista à emissora LN+ que Lula foi condenado por crimes de roubo e corrupção, tendo cumprido pena, o que justifica chamá-lo de preso. Ele ainda ressaltou que a soltura de Lula decorreu de um erro administrativo no processo, e não por inocência.

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Trump diz que EUA e Irã retomam negociações na segunda

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, conforme reportado pela Al Jazeera, que Washington está em diálogo com autoridades iranianas para discutir os termos das negociações bilaterais. Segundo a emissora, as conversações estão previstas para iniciar na noite de segunda-feira.

Até o momento, não houve nenhuma declaração por parte de Trump em sua conta na Truth Social.

Anteriormente, a agência estatal IRNA comunicou que as tratativas entre o Irã e Omã para criar um protocolo de navegação no Estreito de Ormuz estão na etapa final.

O propósito dessas negociações é desenvolver procedimentos para monitorar e coordenar o tráfego marítimo, assegurando a passagem segura dos navios pelo estreito.

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Famílias marroquinas ainda esperam por notícias dos familiares que tentaram chegar a Ceuta

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Na cidade marroquina de Castillejos, aproximadamente 30 pessoas permaneciam presas a uma cerca que bloqueia o acesso ao mar e à fronteira, ansiosas por informações sobre seus parentes que cruzaram ilegalmente para o território espanhol de Ceuta neste domingo (2).

Abdellatif, trabalhador rural oriundo de Moulay Bousselham, situado a cerca de 200 km de Castillejos, está angustiado pelo desaparecimento de seu irmão mais novo, de 17 anos, que na quinta-feira entrou no mar acompanhado de dois amigos para tentar alcançar Ceuta nadando.

Mais de 60 mil migrantes conseguiram entrar no enclave nos últimos dias, porém a maioria foi rapidamente devolvida a Castillejos, de onde são transportados de ônibus até suas cidades de origem.

As autoridades espanholas relatam pelo menos 72 mortes, enquanto a Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) estima cerca de 130 vítimas e várias pessoas desaparecidas.

Abdellatif relatou à AFP que dois amigos do irmão disseram na sexta-feira que partiram um dia antes, mas que ele sofreu uma lesão muscular ao nadar e acabou separado deles. O jovem de 27 anos se questiona se o irmão ainda está vivo, especialmente porque os dois companheiros retornaram.

Medo de voltar sem notícias

Ele teme retornar sem seu irmão e estranha o silêncio das autoridades. Abdellatif manifestou indignação com o governo por não alertar os jovens sobre os perigos da migração irregular, especialmente com a influência prejudicial das redes sociais.

O aumento do fluxo migratório ocorreu após boatos de que a fronteira estava aberta, alimentados por imagens de jovens celebrando a chegada a Ceuta.

Próximo à cerca, familiares mostram fotos em seus telefones para as pessoas que retornam do enclave espanhol. Uma mãe se tranquiliza ao ouvir que seu filho foi visto em Ceuta no sábado.

No entanto, Rachida Mamakh, de 48 anos, com os olhos vermelhos pelo choro, pergunta para cada pessoa se há alguma notícia de Zuhair, seu filho de 23 anos. Ele informou que havia deixado sua motocicleta em Castillejos e que chegou a Ceuta, mas desde então não atende mais o telefone.

Ela pede a Deus pela segurança do filho e clama às autoridades e ao rei Mohammed VI para que façam tudo o que for possível para trazer os jovens de volta. Zuhair terminou o ensino médio, está desempregado, aprendeu alemão em escola particular e, apesar da situação financeira da família ser razoável devido ao trabalho do pai como taxista, sonhava em ir para a Alemanha em busca de uma vida melhor.

Fadoua Allam, residente em Castillejos, passou por um momento terrível quando, ao voltar para casa na madrugada de sexta-feira após o trabalho, não encontrou seus dois filhos, uma menina de 13 e um menino de 8 anos.

Desesperada, ela tentou nadar em direção a Ceuta para procurá-los. A filha foi encontrada em um centro de acolhimento, mas o menino foi devolvido a Castillejos. Ela, exausta e incapaz de caminhar, passou a noite na casa de uma amiga no enclave.

Mohamed, encanador de 27 anos, está preocupado com o desaparecimento de dois primos de 18 e 22 anos. Na última comunicação, pediu que se entregassem às autoridades para repatriação, mas desde então não teve mais notícias.

Ele viajou à fronteira para tentar encontrá-los, não entendendo a decisão dos primos, já que suas famílias possuem terras agrícolas e vivem bem.

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