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Primeiro-ministro britânico destitui presidente do Partido Conservador por transparência fiscal
“Como resultado, eu o informei sobre minha decisão de destituí-lo de sua posição no governo de Sua Majestade”, afirmou Rishi Sunak

(AFP/AFP Photo)
O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, destituiu neste domingo, 2, o presidente do Partido Conservador, Nadhim Zahawi — que também era ministro sem pasta do governo -, por uma violação do código ministerial por falta de transparência fiscal.
Após uma investigação independente iniciada na segunda-feira sobre o comportamento de Zahawi a respeito de sua disputa com a Receita, “está claro que houve uma grave violação do código ministerial”, escreveu Sunak em uma publicada por Downing Street.
“Como resultado, eu o informei sobre minha decisão de destituí-lo de sua posição no governo de Sua Majestade”, afirmou Sunak.
Depois das revelações da imprensa de que Zahawi pagou milhões de libras ao fisco britânico para solucionar um litígio, o primeiro-ministro solicitou na segunda-feira uma investigação a seu conselheiro independente de ética.
Zahawi pagou o que devia à Receita, além das sanções, no ano passado, durante um breve período em que foi ministro das Finanças, no governo do ex-primeiro-ministro Boris Johnson.
Depois, com a chegada de Sunak a Downing Street no fim de outubro, Zahawi se tornou presidente do Partido Conservador e ministro sem pasta.
O conselheiro de ética Laurie Magnus concluiu que Zahawi deveria ter declarado a investigação fiscal da qual era alvo e também deveria ter atualizado sua declaração de interesses depois de solucionar a questão com o fisco.
“Negligência”
O caso estava relacionado com a venda de uma participação do instituto de pesquisas YouGov, que Zahawi fundou em 2000, avaliada em 27 milhões de libras esterlinas (33,4 milhões de dólares no câmbio atual), para uma empresa de investimentos, Balshore Investments, registrada em Gibraltar e vinculada à família Zahawi.
Nadhim Zahawi, nascido em Bagdá, filho de pais curdos e que chegou ao Reino Unido ainda criança, alegou uma “negligência” e não um ato deliberado na gestão do caso.
Sunak, ao destituir Zahawi, e não pedir que apresentasse a renúncia, pretende reafirmar sua autoridade, especialmente depois que prometeu “integridade, profissionalismo e responsabilidade” ao assumir o cargo de primeiro-ministro.
Depois de 13 anos no poder, os conservadores viram sua reputação abalada por escândalos de conflito de interesses. O cenário provocou o aumento das acusações de corrupção por parte da oposição trabalhista, que atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto.
No ano passado, o próprio Sunak, quando era ministro das Finanças, se viu envolvido em um escândalo fiscal.
A imprensa revelou que sua esposa, a bilionária Akshata Murty, de nacionalidade indiana, se beneficiou de um status tributário que permitia evitar o pagamento de impostos ao Tesouro do Reino Unido sobre seus rendimentos no exterior.
Sunak foi exonerado de ter violado o código ministerial, mas sua esposa teve que renunciar ao status tributário, em um contexto econômico difícil para a maioria dos britânicos, que enfrenta uma inflação de dois dígitos.
Há apenas 10 dias, Sunak teve que pagar uma multa por não usar o cinto de segurança quando filmava um vídeo no banco de trás de um carro.
Mundo
Julho foi o mês mais quente já registrado na França
O mês de julho de 2026 atingiu temperaturas recordes na França, sendo o mês mais quente e seco já aferido desde o início das medições em 1900, refletindo o impacto crescente das mudanças climáticas.
A temperatura média registrada foi de 24,9°C, ultrapassando os recordes anteriores de agosto de 2003 (24,8°C) e julho de 2006 (24,4°C), conforme divulgado pelo serviço nacional de meteorologia.
A temperatura superou em 3,8°C a média histórica do período de 1991 a 2020.
Durante julho, ocorreram duas ondas de calor: a primeira, entre 4 e 19 de julho, foi a terceira mais prolongada já observada no país, e a segunda, iniciada em 28 de julho, permanece em curso.
Desde o final de maio, a França tem enfrentado seu quarto episódio consecutivo de calor extremo.
As previsões climáticas para os próximos três meses (agosto, setembro e outubro) indicam temperaturas acima do normal, segundo a Météo-France.
Além disso, o nível pluviométrico foi cerca de 70% inferior ao esperado, tornando este julho um dos menos chuvosos já verificados, o que intensifica a secura do solo.
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Três leoas morrem em zoológico de Tóquio por golpe de calor
Três leoas faleceram em um zoológico na cidade de Tóquio, aparentemente devido a um golpe de calor intensificado pela umidade característica do verão no Japão, informou uma porta-voz do parque nesta terça-feira (4).
O ano passado registrou o verão mais quente da história do Japão, com algumas regiões alcançando temperaturas de até 40 ºC nas últimas semanas, consideradas como “dias extremamente quentes”.
Desde meados de julho, 10 dos 16 leões do Parque Zoológico de Tama mostraram sinais como perda de apetite e diminuição da atividade, de acordo com comunicado do zoológico, que também informou a morte de três destes animais.
As mortes ocorreram em momentos distintos: uma na terça-feira (28) da semana anterior, outra na sexta-feira (31) e a última no domingo (2), conforme detalhado pelo parque.
Uma porta-voz declarou à AFP que o veterinário do zoológico acredita que o golpe de calor foi a causa provável dos falecimentos, observando sintomas de desidratação e falência de múltiplos órgãos.
“Embora os leões sejam normalmente resistentes ao calor, o zoológico tem intensificado nos últimos anos as medidas para combater o calor do verão japonês, que é caracterizado por alta umidade, diferente do ar seco da África”, explicou ela.
Ela também mencionou que estão aumentando as medidas, como borrifar água, melhorar a ventilação e instalar aparelhos de ar-condicionado para proteger os animais.
Vários leões estão recebendo tratamento para problemas associados ao calor.
Entre 20 e 26 de julho, aproximadamente 18.600 pessoas foram internadas por condições relacionadas ao golpe de calor, das quais 45 foram declaradas mortas ao chegarem ao hospital, segundo a agência responsável pelo gerenciamento de incêndios e desastres.
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Bombeiros tentam controlar foco de incêndio perto de Atenas
Com a redução dos ventos, os bombeiros da Grécia esperam conseguir controlar nesta terça-feira (4) um grande incêndio florestal nas regiões próximas a Atenas, que já causa danos significativos há cinco dias.
“Estamos em ação pelo quinto dia consecutivo, enfrentando um fogo muito complicado”, declarou Yannis Artopios, porta-voz do corpo de bombeiros, em entrevista ao canal Ertnews.
Ele informou que para esta terça-feira “quase 30 aeronaves serão mobilizadas” para combater as chamas nas encostas das montanhas próximas ao Golfo de Corinto, localizado a 50 km a noroeste de Atenas.
Mais de 500 bombeiros trabalham nas comunidades ao redor do Monte Citerão, a 60 quilômetros da capital, segundo informações do serviço de combate a incêndios.
“Nossa meta é controlar o fogo”, acrescentou o porta-voz.
A região metropolitana de Atenas e a ilha vizinha de Eubeia permanecem em alerta máximo para risco de incêndio, conforme informou o Ministério da Proteção Civil.
“Esse é o período em que normalmente ocorrem os maiores incêndios. Por isso, é importante manter muita atenção até cerca de 20 a 25 de agosto”, destacou à ERT o diretor de pesquisa do Observatório Nacional, Kostas Lagouvardos, que ainda mencionou a expectativa de aumento das temperaturas ao longo da semana.
Os incêndios florestais já tiraram a vida de cinco bombeiros desde a semana passada. Dois deles faleceram no domingo em uma área próxima à periferia oeste de Atenas durante operações com helicópteros Bell, enquanto outros três morreram em Creta e no Peloponeso na semana anterior.
Outros focos de incêndio no país, incluindo um na ilha de Cefalônia, estão em grande parte controlados, segundo o corpo de bombeiros grego.
“Sem dúvida, esta é uma das piores crises de incêndios que já vi nos últimos oito a dez anos”, afirmou Theodore Giannaros, meteorologista especializado em incêndios florestais no Observatório Nacional, em entrevista à AFP.
Os ventos no final de julho foram os mais fortes em 15 anos, segundo o observatório. Mais de 13 mil hectares de floresta e áreas agrícolas foram consumidos pelo fogo próximo a Atenas, que teve início na sexta-feira passada.
Grandes áreas afetadas ainda apresentam focos ativos ou brasas que dificultam a vigilância constante, dado que rajadas de vento podem gerar novos incêndios, explicou Artopios.
A diminuição dos ventos permitiu a operação dos aviões de combate a incêndios, auxiliando no controle das chamas.
De acordo com a Ertnews, a situação “melhorou” nas últimas horas e, desde a madrugada, foram retomados os lançamentos de água por meios aéreos, incluindo helicópteros, aproveitando melhores condições atmosféricas.
“A ausência de vento, maior umidade vinda do mar e queda das temperaturas durante a noite foram fatores determinantes para a melhora do cenário”, segundo a Ertnews.
O fogo também destruiu vilarejos na região do Golfo de Corinto, como Porto Germeno, onde várias residências foram danificadas ou destruídas.
A polícia realizou duas detenções em Porto Germeno, suspeitos de iniciaram o incêndio, que autoridades acreditam ter começado devido a um cabo elétrico defeituoso.
Embora as condições climáticas desde a noite de segunda-feira tenham ajudado a limitar o avanço das chamas e permitido que as equipes terrestres controlassem uma grande parte dos focos espalhados antes das operações aéreas na terça-feira, o risco de novos incêndios permanece “muito alto” conforme informou a Proteção Civil.
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