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Oposição entra na Justiça para proibir homenagem a Michelle Bolsonaro no Theatro Municipal de SP

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

PSOL quer impedir realização da cerimônia de entrega de honraria para ex-primeira-dama; evento costuma acontecer na própria Câmara Municipal

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) ingressou com uma ação popular na Justiça com o objetivo de impedir a realização da cerimônia de entrega do título de cidadã paulistana à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no Theatro Municipal de São Paulo. No processo, obtido pelo Terra, a parlamentar solicita que o evento seja proibido, sob pena de aplicação de multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Os vereadores Celso Giannazi (PSOL) e Carlos Giannazi (PSOL) também entraram com uma impugnação e requereram à Procuradoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Estado de São Paulo que investigue os acontecimentos. No texto, obtido pelo jornal O Globo, eles alegam que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) estaria utilizando o evento para fins eleitorais.

“Neste sentido, ao utilizar-se, na qualidade de Prefeito da Cidade de São Paulo, do Theatro Municipal, bem público, para evento que o beneficiará eleitoralmente, o Representado pratica o crime contra a administração pública de peculato, motivo pelo qual deve imediatamente o evento ser vedado.”

As solicitações foram feitas após a Prefeitura de São Paulo aprovar o uso do Theatro Municipal para realizar uma cerimônia em homenagem à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O evento está agendado para o dia 25 de março, às 20h. No entanto, essas homenagens costumam ser concedidas em cerimônias realizadas na própria Câmara Municipal.

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Guia simples e inteligência artificial para evitar propaganda enganosa

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Empresas e consumidores têm agora acesso a um guia online gratuito para comunicação transparente, que orienta sobre práticas responsáveis em divulgação socioambiental e governança. Uma inteligência artificial (IA) também foi desenvolvida para tirar dúvidas sobre o assunto.

Este guia foi criado pela Plataforma de Ação Para Comunicar e Engajar (Pace), uma ação do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) – Rede Brasil. O manual traz critérios práticos para ajudar as organizações a comunicar suas iniciativas de ESG (ambiental, social e governança).

Ana Urquiza, gerente de Comunicação e Sustentabilidade Corporativa do Pacto Global da ONU, comenta que esta ferramenta inclui checklists e metodologias úteis para diferentes profissionais, como conselhos administrativos, marketing, comunicação, sustentabilidade, conformidade jurídica, entre outros.

O conceito de anti-washing vem do termo em inglês greenwashing, criado nos anos 80 para descrever ações ambientais enganosas, e hoje abrange também práticas falsas em áreas sociais e de governança.

Este manual está disponível no site do Pacto Global – Rede Brasil.

Inteligência Artificial

Ellen Bileski, diretora executiva da Ecomunica e cocriadora das ferramentas, explica que o objetivo é dar confiança às equipes de comunicação para divulgar ações ESG de forma segura, superando o receio de ser alvo de críticas infundadas.

A inteligência artificial foi treinada com o conteúdo do manual e também com documentos importantes como os do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), os Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, o Global Reporting Initiative (GRI) e o International Sustainability Standards Board (ISSB), que são referências globais em sustentabilidade.

O assistente está disponível dentro do ChatGPT e pode ajudar na revisão de textos institucionais, criação de campanhas, análise de riscos e suporte à comunicação ESG.

Ellen Bileski destaca que escolheram a plataforma ChatGPT justamente por ser acessível e amplamente usada, tornando a inteligência artificial disponível para todos.

Consumidores também podem usar a ferramenta para verificar a veracidade de campanhas publicitárias.

Ana Urquiza enfatiza que esses recursos foram estruturados com base nos três pilares da Plataforma de Ação Para Comunicar e Engajar: ética, comprovação e envolvimento.

As empresas são orientadas a divulgar informações éticas, baseadas em evidências claras e de maneira transparente, garantindo que a comunidade possa verificar a coerência entre discurso e prática.

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Influenciadora Nick Frazão é presa por roubo e agressão, já teve ligação com gangue

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A detenção da influenciadora digital Nicolly Evangelista do Carmo, de 34 anos, conhecida nas redes sociais como Nick Frazão, na última segunda-feira, reaviva um histórico policial que data de 2011.

Ao longo dos últimos quinze anos, ela enfrentou prisões e inquéritos por furtos, participação em quadrilha, rufianismo — que consiste em explorar a prostituição alheia — e roubos com arma branca. Essa trajetória contrasta fortemente com a imagem que construía para seus mais de 100 mil seguidores, ostentando viagens para destinos como as Maldivas e Paris, além de apresentar um podcast.

Uma longa lista de antecedentes

Os registros mais antigos associam Nicolly, então conhecida como Marlon Evangelista do Carmo antes de sua transição, a um flagrante por furto contra um turista em Copacabana, ocorrido em 2011.

Em 2013, ela foi mencionada em investigação da 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá) como integrante de uma quadrilha que agia nos arredores dos Arcos da Lapa, atacando e roubando pessoas com estiletes.

Na época, uma reportagem detalhou o caso de um estudante de 21 anos que foi brutalmente agredido com 100 pontos no rosto e corpo após tentar recuperar seu celular roubado. Nick, então chamada de Nicolly Frazão, e outra integrante estavam foragidas, e a polícia já mapeava o modus operandi da quadrilha, especialmente ativa nas madrugadas de quinta a sábado.

Em 2014, passou a ser investigada por rufianismo e favorecimento à prostituição, sendo presa em Guarulhos (SP) com base em um mandado expedido no Rio de Janeiro.

O processo culminou em sua condenação em 2019, após um roubo igualmente violento na Avenida Mem de Sá que deixou uma vítima hospitalizada com ferimentos no rosto causados por um estilete. A sentença final fixou a pena em 8 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão em regime fechado, conforme mandado da 29ª Vara Criminal da Capital.

Em 2023, uma vítima relatou à polícia ter sido perseguida e ameaçada por Nicolly em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, onde ela era conhecida como “dona da prostituição de travestis”. A vítima informou ainda ter sido atacada com spray de pimenta e proibida de frequentar o calçadão do bairro.

No ano seguinte, Nicolly foi presa pela Delegacia Especializada em Armas e Explosivos (Desarme) por um caso de roubo que foi arquivado posteriormente.

Vida de ostentação e podcast

Nas redes sociais, Nicolly mostrava um estilo de vida luxuoso destoando de sua ficha criminal. Seu perfil oficial, com 103 mil seguidores e 39 publicações, exibia relatos de viagens ao Brasil, Dubai, França, Reino Unido e Ilhas Maldivas e informava que sua conta já fora derrubada três vezes.

Ela também apresentava o podcast PodTmais+, com 23,9 mil seguidores, descrito como um espaço para conversas inspiradoras, provocativas e divertidas, incluindo um quadro picante chamado “Cospe ou Engole”.

Fotos fixadas exibem Nicolly em cenários sofisticados, como as Maldivas com biquínis e acessórios de grife, e uma imagem na Torre Eiffel, em Paris.

Publicações recentes celebram a marca de 100 mil seguidores e mostram encontros com amigas, ensaios fotográficos, maquiagem refinada, roupas elegantes, joias e presença em camarotes exclusivos.

Sobre a prisão recente

Policiais civis da 17ª DP (São Cristóvão), com apoio da 28ª DP (Praça Seca) e da 44ª DP (Inhaúma), cumpriram um mandado de prisão temporária contra Nicolly nesta segunda-feira, seguindo denúncia de uma vítima que contratou um programa na Rua Ceará, mas desistiu ao perceber uma situação divergente do combinado.

O homem foi levado a um Hyundai Creta azul, agredido, teve seu cordão de ouro avaliado em aproximadamente R$ 14 mil roubado e foi forçado a sair do veículo. A vítima reconheceu Nicolly por fotografia e por seu perfil nas redes sociais.

No endereço em Paciência, os policiais apreenderam o carro, que apresentava características semelhantes a casos investigados pela 17ª DP, além de um bastão de beisebol com estampa da Barbie, bastão retrátil, spray de pimenta e uma faca. As semelhanças foram notadas também em outro inquérito sobre roubos na região da Quinta da Boa Vista.

A prisão temporária, válida por cinco dias, foi determinada pelo plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio, em razão da suspeita de roubo. Trata-se de um procedimento distinto da condenação por roubo em 2019, que já havia motivado sua detenção em 2024.

A reportagem entrou em contato com a defesa da influenciadora, que até o momento não se manifestou sobre o caso.

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Augusto Cury sugere semipresidencialismo e indica Tarcísio como primeiro-ministro

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Augusto Cury (Avante) afirmou nesta segunda-feira, 3, que, caso seja eleito presidente da República, irá apoiar a mudança do sistema político brasileiro para um regime semipresidencialista. Neste modelo, um presidente cuidaria das questões de Estado, enquanto um primeiro-ministro comandaria o governo do país.

Ele ainda revelou que indicaria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para assumir a posição de primeiro-ministro.

“Eu acompanho e admiro muito o Tarcísio. Se eu for eleito presidente, convocarei duas reformas importantes”, declarou Cury, enfatizando a alteração no sistema de governo.

“No novo modelo, o presidente será responsável pelas questões estratégicas, como as Forças Armadas. Já o primeiro-ministro administrará o país. Um nome que considero ideal para este cargo é o Tarcísio de Freitas, e eu teria a honra de convidá-lo”, continuou ele.

Essas afirmações foram feitas durante a convenção que confirmou o escritor como candidato à presidência.

Tarcísio, que estava presente na mesa principal da convenção, não demonstrou reação ao anúncio. Ele troca palavras com outra pessoa enquanto o discurso ocorria. Mais cedo, o governador desejou “boa sorte” ao escritor.

“Quero dizer a você, Augusto Cury, que com muita coragem você está se lançando à Presidência da República. Estamos aqui para lhe desejar sucesso nessa jornada. É uma alegria poder contar com todos vocês e espero que vocês também possam contar comigo”, afirmou Tarcísio, dirigindo-se também aos candidatos a deputado presentes.

A proposta do semipresidencialismo chegou a ser discutida na Câmara dos Deputados no ano anterior. Nesse sistema, o presidente divide o poder com um primeiro-ministro, escolhido pelo Congresso Nacional. São os parlamentares que votam para eleger o nome, que é posteriormente nomeado pelo presidente.

No plano apresentado na Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o premiê teria a responsabilidade de formular o plano de governo e gerir a administração federal, incluindo o orçamento e a indicação de ministros.

O presidente, por sua vez, teria autoridade para dissolver a Câmara dos Deputados em situações de grave crise política e chamar o Congresso Nacional para sessões extraordinárias.

Além disso, o chefe de Estado manteria poderes como nomear ministros do Supremo Tribunal Federal e de outros tribunais superiores, chefes de missão diplomática, diretores do Banco Central, o procurador-geral da República e o advogado-geral da União.

Também poderia aprovar ou vetar projetos do Congresso e cuidar de assuntos relacionados às Forças Armadas, assim como questões de guerra e paz.

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