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Operação russa na Ucrânia frustrou planos ucranianos de começar ofensiva em Donbass, diz Defesa

Segundo informou o Ministério da Defesa russo durante briefing de hoje, sexta-feira (25), a operação militar especial russa segue em plena conformidade com o plano programado.

© Sputnik

O MD russo declarou ter interceptado as criptografias contendo uma ordem secreta de janeiro do chefe da Guarda Nacional da Ucrânia com o planejamento para começar uma ofensiva de grande escala em Donbass, território não controlado por Kiev.
O representante da pasta ressaltou que a “prioridade incondicional” das Forças Armadas da Rússia é não causar vítimas entre a população civil. Através dos ataques seletivos de alta precisão são destruídos exclusivamente os alvos da infraestrutura militar, equipamento e armazéns de munições ucranianos.
De acordo com os dados do Exército russo, Kiev realizou em fevereiro um grande treinamento de artilharia na região de Donbass às vésperas do ataque de um agrupamento de combate, que acabou sendo frustrado pelas forças russas.
“Já a partir de fevereiro de 2022, as tropas ucranianas aumentaram e muito os bombardeios de artilharia contra Donbass usando armamentos de grande calibre proibidos”, constatou o major-general Igor Konashenkov.
A operação militar iniciada em 24 de fevereiro por ordem do presidente Vladimir Putin salvou dezenas de milhares, senão centenas, de civis de Donbass, que “nos últimos oito anos foram fuzilados sistematicamente pelo regime de Kiev”.
Foram destruídos praticamente a Força Aérea e o sistema de defesa antiaérea da Ucrânia. Além do mais, a Marinha ucraniana já não existe, segundo o ministério russo. Todas as 24 unidades das Forças Terrestres ucranianas existentes antes do início da operação tiveram perdas consideráveis. O representante acrescentou que a Ucrânia esgotou todas as suas reservas organizadas.
Além disso, foi praticamente interrompido o fornecimento de mísseis, munições, combustível e alimentação para as forças ucranianas.
Até hoje (25), 1.351 militares russos morreram e 3.825 sofreram ferimentos na operação, revelou a Defesa russa. Enquanto isso, o Estado-Maior russo informou que o Exército ucraniano perdeu 14 mil soldados e mais 16 mil ficaram feridos desde o início da operação russa.
Ainda de acordo com o Estado-Maior da Rússia, havia duas direções para a operação: se limitar às regiões de Donetsk e Lugansk ou agir em todo o território da Ucrânia, incluindo a desmilitarização e desnazificação.
O desenvolvimento da operação demonstrou que a decisão de realizá-la em todo o território ucraniano foi certa, ressaltou o Estado-Maior russo. As Forças Armadas russas bloquearam Kiev, Carcóvia, Chernigov, Sumy e Nikolaev e controlam a região de Kherson e grande parte da região de Zaporozhie. A presença das forças russas nessas regiões “contém as forças de Kiev e não permite reforçar o agrupamento em Donbass agora e no futuro”, segundo os oficiais.
Segundo os dados do Estado-Maior, no território ucraniano agem 6.595 mercenários estrangeiros e terroristas de 62 países, que “vão ser eliminados sem piedade”.
“Nossas forças vão se concentrar no principal objetivo: libertação completa de Donbass.”
A Milícia Popular da República de Lugansk já libertou 93% de seu território, enquanto a República de Donetsk – 53%, de acordo com dados do lado russo.
“Consideramos um grande erro as entregas de armas a Kiev pelo Ocidente: isso prolonga o conflito e aumenta o número de vítimas, mas não afetará o resultado final”, diz o MD russo.
O verdadeiro objetivo das entregas de armamento para Kiev é “envolvê-la em um conflito duradouro ‘até o último ucraniano'”, e as Forças Armadas russas reagirão imediata e consistentemente às tentativas de fechar o espaço aéreo da Ucrânia.
O ministério sublinhou mais uma vez que as forças militares da Rússia não atacam alvos de infraestrutura civil no terreno ucraniano, isso se aplica inclusive à destruição de pontes. As 127 pontes destruídas nos campos de combate foram explodidas pelos nacionalistas ucranianos a fim de conter a ofensiva da Rússia.
Conforme a entidade, é justamente a entrega de armas “incontrolada” aos civis pelo regime de Kiev a causadora do banditismo e das mortes de civis. No futuro, a situação com banditismo no país vai apenas piorar, acrescentou.
Desde o início da operação russa, 420 mil pessoas foram evacuadas da Ucrânia para a Rússia e as forças russas cumpriram estritamente o regime de cessar-fogo ao longo de todas as rotas humanitárias. O Exército ucraniano, por sua vez, segundo afirma o ministério russo, continua alvejando os comboios humanitários: nesta semana, foram registrados 17 bombardeios realizados pelo lado ucraniano contra os evacuados.
Quanto aos capturados, os soldados ucranianos encontram-se em condições decentes. O lado russo segue as normas do direito humanitário internacional. Enquanto isso, conforme o MD russo, as autoridades ucranianas violam seriamente as normas contidas nas Convenções de Genebra sobre o tratamento com os capturados.

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Projétil atinge navio de carga no Estreito de Ormuz, diz agência britânica

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Um projétil de origem não identificada atingiu um navio de carga no Estreito de Ormuz, conforme informou a agência marítima britânica UKMTO na madrugada desta terça-feira (4), sem detalhar se houve feridos ou danos.

O navio, cujo nome permanece confidencial, comunicou à UKMTO que foi “atingido por um projétil desconhecido”, conforme divulgado pela organização. O incidente aconteceu a aproximadamente 37 quilômetros da cidade omanense de Al Khasab.

Na segunda-feira, o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos estão em negociações com o Irã para encerrar o conflito iniciado em fevereiro, que tem afetado a passagem pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte global de hidrocarbonetos.

Trump afirmou que estas conversas representam a “última chance antes de uma ação severa contra” a república islâmica. Por sua vez, Teerã negou recentemente estar dialogando com Washington.

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Conselho de Paz de Trump acalma Israel sobre saída em Gaza

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O Conselho de Paz do presidente Trump, responsável pela implementação da segunda fase do plano para a Faixa de Gaza, garantiu nesta segunda-feira (3) a Benjamin Netanyahu que a saída de Israel do território palestino só ocorrerá após o completo desarmamento do Hamas, mesmo diante das objeções do primeiro-ministro israelense.

O desarmamento do grupo islamista, que controla Gaza desde 2007, é um dos principais desafios para a resolução do conflito com Israel, após o cessar-fogo prorrogado para outubro de 2025.

“Confirmamos que a retirada de Israel além da Linha Amarela será feita apenas depois do desarmamento total, conforme compromisso do Hamas com os mediadores”, declarou o Conselho na rede X, referindo-se à linha que delimita as áreas sob controle do Hamas e de Israel.

Nikolai Mladenov, representante sênior para Gaza no Conselho, reuniu-se hoje com Netanyahu numa reunião que descreveu como complexa, mas afirmou que foi alcançado um consenso sobre os objetivos comuns com Israel.

Israel havia mostrado discordância ao texto publicado pelo Conselho na última quinta-feira, que sugeria uma retirada gradual no território palestino e a cessação imediata dos ataques israelenses em Gaza.

Um porta-voz de Netanyahu informou à AFP que “Israel expressou preocupações sobre a proposta apresentada”, evidenciando tensões entre os aliados apesar do encontro recente entre o primeiro-ministro israelense e Trump em Washington.

O porta-voz, Doron Spielman, complementou que “a versão pública não representa a posição de Israel”. O Hamas confirmou na sexta-feira que aceitou o plano elaborado pelo Conselho.

A proposta prevê a cessação das operações militares por ambas as partes e o desmantelamento das armas do Hamas, as quais seriam confiadas ao Comitê Nacional para Administração de Gaza (NCAG), órgão técnico palestino que administraria o território em fase de transição.

Esse processo de desarmamento estaria ligado a uma retirada gradual das forças israelenses. A Força Internacional de Estabilização (ISF), em formação, será ativada para separar os militares israelenses das áreas sob controle do NCAG.

No entanto, Israel reafirmou que não pretende se retirar e continuará neutralizando ameaças, conforme fonte política local.

Após o anúncio do acordo, Israel continuou com seus bombardeios na faixa de Gaza, somando mais de dez ataques aéreos desde domingo, que resultaram em 19 mortes, segundo fontes de segurança locais.

Hoje, um ataque israelense atingiu um veículo no oeste da cidade de Gaza, matando dois palestinos e ferindo outros, conforme informado por Mahmud Basal, porta-voz da Defesa Civil. O exército israelense declarou que o alvo eram dois indivíduos específicos.

Violações contínuas

Os países mediadores, Catar, Egito e Turquia, condenaram Israel por suas recentes ações, chamando-as de violações graves do direito internacional e humanitário na região palestina.

Desde outubro, mais de 1.200 palestinos morreram em Gaza, de acordo com as autoridades locais, enquanto Israel registrou a perda de cinco soldados e um empreiteiro civil no mesmo período.

Trump descreveu essa fase do plano como um avanço significativo para encerrar o conflito iniciado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Doron Spielman declarou que a inteligência israelense confirmou que o Hamas se rearmou e recrutou novas pessoas desde o cessar-fogo, sinalizando preparação para ataques futuros semelhantes aos de 7 de outubro.

“A etapa inicial essencial para um acordo duradouro é a desmilitarização real, verificável e definitiva do Hamas”, afirmou. “Qualquer ação que não garanta a desmilitarização completa permitirá que o grupo volte a ameaçar Israel.”

O Hamas defende há tempos o desarmamento gradual, com a entrega das armas a um órgão independente após os acordos de paz, ao invés de uma rendição imediata e unilateral.

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Drones da Ucrânia atacam praia na Rússia e matam sete, incluindo três crianças

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Um ataque com drones realizado pela Ucrânia causou a morte de sete pessoas, entre elas três crianças, em um resort de praia na cidade de Gelendzhik, segundo informações do governo russo. Quarenta pessoas ficaram feridas no incidente, ocorrido às margens do Mar Negro.

Vídeos compartilhados nas redes sociais exibem o momento em que um drone parece colidir com uma área movimentada da praia em Gelendzhik, seguido por uma forte explosão. Essas imagens foram verificadas pela agência Reuters.

Até o momento, o governo ucraniano não emitiu nenhum comentário sobre o ocorrido. Tanto a Ucrânia quanto a Rússia já declararam anteriormente que evitam ataques contra civis na guerra entre os países, iniciada em fevereiro de 2022.

Veniamin Kondratyev, governador da região de Krasnodar, onde fica Gelendzhik, declarou nas redes sociais: “O que aconteceu hoje configura um ataque intencional do regime de Kiev contra civis, sem relação com infraestrutura militar. Um ato terrorista cruel e desumano contra crianças não pode ser justificado.”

Kondratyev também informou que 17 dos feridos estão recebendo atendimento médico e ofereceu condolências às famílias das vítimas, assegurando assistência completa.

O governador mencionou inicialmente a queda de fragmentos do drone, uma expressão usualmente utilizada quando as defesas aéreas russas derrubam uma aeronave inimiga. Não está claro se foram usadas interferências eletrônicas ou outros métodos para desviar o drone antes do impacto na praia.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou a Ucrânia de terrorismo, conforme reportado pela agência estatal Tass.

Em julho, a Rússia acusou forças ucranianas de atacarem um acampamento de férias na região de Zaporizhzhia, controlada pelos russos, resultando em 11 mortes, incluindo quatro crianças.

Nos últimos meses, a Rússia aumentou seus ataques a centros urbanos ucranianos, tornando junho o mês mais fatal para civis desde abril de 2022, segundo a ONU, devido ao incremento dos bombardeios de longo alcance.

Paralelamente, a Ucrânia intensificou ataques profundos na Rússia, mirando principalmente refinarias e depósitos comerciais. As forças armadas ucranianas afirmam que a estratégia visa fazer os russos sentirem os impactos da guerra.

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