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Chuva em SP: Capital tem alerta para alagamentos

Áreas de instabilidade vindas da região de Sorocaba atingem a Grande São Paulo e provocam pancadas de chuva nesta quarta-feira

(Nikada/Getty Images)

Todas as regiões da capital paulista correm risco de alagamentos nesta quarta-feira, 15, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE). O estado de atenção para alagamentos foi divulgado às 15h25.

Áreas de instabilidade vindas da região de Sorocaba atingem a Grande São Paulo e provocam pancadas de chuva nesta quarta-feira. Imagens do radar meteorológico da Prefeitura de São Paulo indicam que os pontos de maior intensidade se concentram na zona norte da capital paulista e nos municípios de Osasco e Guarulhos. Nas próximas horas, novas áreas de chuva podem atingir outras regiões da cidade.

Próximos dias também terão chuva no final das tardes

Os próximos dias seguem com condições típicas de verão, ou seja, sol entre nuvens e tempo abafado com pancadas de chuva no final das tardes. Os modelos de previsão indicam que a propagação de uma frente fria pelo litoral paulista deve aliviar o calor e provocar chuvas volumosas durante o carnaval.

Nesta quinta-feira, 16, o sol aparece entre nuvens e favorece a elevação das temperaturas. As mínimas oscilam em torno dos 20°C, enquanto as máximas podem superar os 30°C. O calor e a chegada da brisa marítima devem provocar pancadas de chuva entre o meio da tarde e o início da noite.

A sexta-feira, 17, também deve começar com sol e temperaturas elevadas. Os termômetros variam entre mínimas de 21°C e máximas que podem superar os 31°C. A aproximação de uma frente fria provoca pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, com raios e rajadas de vento, principalmente entre o final da tarde e o decorrer da noite.

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Militar é condenado por abuso durante ditadura

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A Justiça Federal puniu o sargento reformado do Exército Antônio Waneir Pinheiro de Lima, conhecido como “Camarão”, pelos crimes de cárcere privado qualificado e abuso sexual contra a historiadora e ativista política Inês Etienne Romeu, ocorridos em 1971 na Casa da Morte, um centro clandestino de tortura mantido pelo Centro de Informações do Exército (CIE) em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro.

O réu recebeu uma sentença de 12 anos, 11 meses e 25 dias de prisão, podendo recorrer em liberdade. Ele nega as acusações.

As investigações foram conduzidas pelos procuradores Vanessa Seguezzi, Antonio do Passo Cabral e Sergio Suiama.

Desde o início, os procuradores requisitaram a perda do cargo público do acusado, incluindo a revogação da aposentadoria ou qualquer benefício remunerado a que ele tenha direito.

O grupo de Justiça de Transição do Ministério Público Federal considerou que os crimes de abuso sexual e cárcere privado, realizados em um contexto de ataque sistemático do Estado, configuram crimes contra a humanidade.

Segundo o MPF, de acordo com o direito internacional e decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, tais crimes não prescrevem e não são cobertos pela Lei de Anistia de 1979.

Inês Etienne faleceu em abril de 2015, aos 72 anos, em sua residência em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.

A ex-guerrilheira deixou um testemunho histórico ao Conselho Federal da OAB, em 1979, narrando as torturas físicas e psicológicas que sofreu na Casa da Morte em Petrópolis, um centro clandestino de desaparecimento e tortura durante a ditadura militar.

Na decisão datada de 31 de julho, a juíza federal Maria Isadora Frizao acatou o pedido do Ministério Público Federal e condenou o acusado pelos crimes de abuso sexual e cárcere privado.

Foi determinada uma pena de 12 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão em regime fechado, além da perda do posto militar público.

A sentença também reconheceu o estupro cometido nesse período como crime contra a humanidade, o que o torna imprescritível e não sujeito à Lei de Anistia.

A magistrada ainda condenou o réu ao pagamento das despesas processuais e ordenou que o Ministério da Defesa seja informado sobre a sentença de perda do cargo público aplicada ao militar.

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Lito Sousa fala sobre câncer de próstata, inflamação no cérebro e perda de movimento no braço

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Lito Sousa, youtuber do canal Aviões e Músicas, revelou em vídeo que foi diagnosticado com câncer de próstata e uma inflamação cerebral que afetou os movimentos do seu braço esquerdo.

No vídeo publicado no domingo (2), ele detalha o diagnóstico e seu estado atual de saúde.

Há cerca de três meses, Lito soube do câncer de próstata após uma alteração no PSA em exames de rotina. Ressonância magnética e biópsia confirmaram um tumor classificado como nível 3.

Segundo ele, esse nível indica um câncer intermediário e não emergencial, mas que precisa de tratamento.

Lito optou por uma prostatectomia, remoção completa da próstata, visando cura total, já que outros tratamentos não garantiriam 100% de cura.

Perda de movimento no braço esquerdo

Durante o acompanhamento, começou a perder o controle e movimentos da mão e braço esquerdo, além de sentir dormência.

Exames neurológicos mostraram assimetria entre os hemisférios cerebrais.

Mesmo com o sintoma, manteve viagem aos Estados Unidos após orientação médica.

O uso de corticoide para tratamento, aliado ao diabetes tipo 2, agravou seu quadro, aumentando a dormência e perda de controle motora.

No aeroporto dos Estados Unidos, sua esposa Mila Seidl percebeu que Lito estava andando de forma alterada, levando à antecipação do retorno e internação em São Paulo.

Exames confirmaram inflamação no lado direito do cérebro.

Tratamento e recuperação

Após tratamento com corticoides e imunoglobulina, sofreu perda de peso de 7 kg, consequência do tratamento e uso temporário de insulina.

O foco atual é na recuperação neurológica com fisioterapia, terapia ocupacional e exercícios físicos intensos.

Lito demonstra determinação em se recuperar e continuar produzindo conteúdo para seu canal.

Importância da prevenção

Lito Sousa ressalta a importância dos exames preventivos para detecção precoce, que pode garantir mais de 99% de chance de sobrevida em 5 anos.

Ele enfatiza que o câncer de próstata pode atingir qualquer pessoa, independente dos cuidados com a saúde, e que o exame de rotina foi crucial para seu diagnóstico e tratamento precoce.

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Milei agrava tensão com Lula e atrasa retorno do embaixador do Brasil à Argentina

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O presidente argentino, Javier Milei, intensificou recentemente suas críticas ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em uma entrevista para o canal LN+, dificultando o progresso para um acordo diplomático e atrasando o retorno do embaixador brasileiro Julio Bitelli a Buenos Aires. A retomada das relações diplomáticas dependia de sinais de acalmia.

Em 2 de abril, Milei reafirmou, em entrevista, declarações feitas anteriormente no Brasil, durante evento que marcou a candidatura presidencial do senador e aliado Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nesta ocasião, o presidente argentino defendeu ter chamado o petista de “presidiário”, “ladrão” e “corrupto”.

“Eu menti?”, questionou-se Milei na TV, acrescentando: “Ele é ladrão, corrupto. Foi condenado por crimes de corrupção e esteve preso, por isso é correto chamá-lo assim. Foi solto por um erro processual, não por inocência.”

Até o dia 31, o Itamaraty mantinha uma postura de espera por sinais positivos para a normalização e monitorava a situação política na Argentina por meio do trabalho diplomático a distância. A embaixada continuava operando sem o embaixador.

Julio Bitelli foi chamado a Brasília para consultas, uma resposta diplomática ao gesto de Milei na convenção bolsonarista. Após reuniões com o presidente Lula e o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, o embaixador recebeu orientação para permanecer no Brasil até que a situação política permita uma nova avaliação.

O governo brasileiro não deseja diminuir sua representação diplomática, desativar a embaixada ou romper relações, mas está adotando uma postura cautelosa. As recentes declarações de Milei vão na contramão das expectativas até então.

Diplomatas envolvidos nas reuniões do Itamaraty consideraram positiva, para o contexto do governo Milei, a fala do chanceler argentino Pablo Quirno, em 29 de março, na rádio Mitre, indicando que não há intenção de romper relações com o Brasil.

Bitelli permanece em Brasília, tendo realizado três encontros com membros do governo federal, duas vezes com o presidente Lula e uma última reunião somente com o ministro Mauro Vieira no dia 31 de março.

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