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Merz visita Ucrânia e anuncia ajuda econômica de 1,3 bilhão de euros

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, esteve em Kiev, a capital da Ucrânia, para demonstrar apoio ao país. Durante a visita, ele anunciou um pacote significativo de ajuda militar no valor de 1,3 bilhão de euros e ressaltou a importância da participação da Rússia nas negociações de paz para a região do Leste Europeu.

Merz alertou que, caso a Rússia não seja contida, sua máquina bélica poderá eventualmente se voltar contra outras nações. Ele garantiu ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que o apoio alemão continuará firme.

Além disso, Merz destacou a colaboração entre empresas da Alemanha e da Ucrânia na criação de tecnologias que beneficiam ambos os países, fortalecendo sua segurança conjunta.

Em sua rede social X, Zelensky agradeceu à Alemanha pela assistência, mencionando que o novo pacote inclui armamentos e suporte ao setor energético, essencial para a preparação do inverno, caracterizando-o como um pacote energético importante.

Zelensky também informou que hoje foram assinados 15 acordos relacionados à cooperação em segurança, produção e aquisições relevantes, totalizando mais de 8,5 bilhões de euros em investimentos.

A Alemanha destaca-se como a maior apoiadora financeira da Ucrânia, tendo encaminhado mais de 43,3 bilhões de euros em recursos, equipamentos e armamentos desde o início do conflito.

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ONU alerta sobre riscos do calor extremo para gravidez e parto

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O calor intenso aumenta os riscos de partos prematuros e pode afetar negativamente o peso dos recém-nascidos, alertou nesta segunda-feira (5) o chefe do Clima da ONU, durante um fórum preparatório para a COP31, sediado em Fiji.

O evento ‘pré-COP’ ocorre na cidade de Nadi, em Fiji, e no país insular Tuvalu, com o objetivo de conscientizar o mundo sobre as ameaças das mudanças climáticas.

Simon Stiell, chefe do Clima da ONU, pediu uma ação rápida e destacou uma pesquisa recente que revelou que mais de dois terços dos profissionais de saúde em cinco continentes observaram problemas relacionados ao calor extremo nos últimos cinco anos.

“O calor extremo durante a gravidez está ligado a partos prematuros, mortes fetais, baixo peso ao nascer e complicações para a mãe”, afirmou Stiell.

A região do Pacífico Sul é uma das mais vulneráveis ao aquecimento global, enfrentando a elevação do nível do mar que ameaça moradias, além do branqueamento dos corais.

Lynda Tabuya, ministra do Clima de Fiji, ressaltou a necessidade de apoio dos países industrializados para uma transição justa rumo às energias renováveis, auxiliando os países mais afetados pelas mudanças climáticas.

Os níveis do mar estão subindo rapidamente devido ao aquecimento dos oceanos e ao derretimento das geleiras, conforme relatório da ONU.

Até 1,2 bilhão de pessoas podem ser deslocadas até 2050, e as ilhas do Pacífico enfrentam aumentos no nível do mar superiores à média global.

Os países em desenvolvimento necessitam de bilhões de dólares para adaptação, mas os recursos disponíveis atualmente são insuficientes.

Tabuya pediu compromisso dos países desenvolvidos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e abandonar os combustíveis fósseis, ressaltando que a transição deve ser justa.

Chris Bowen, ministro de Mudanças Climáticas da Austrália e presidente das negociações da COP31, reafirmou o apelo por união entre ambição e ação global.

Embora o fórum tenha uma lista de convidados menor que o esperado, líderes como o chanceler nepalês Shisir Khanal, de um país afetado por desastre natural recente, participam do evento.

Tuvalu planeja a possível transferência de sua população caso o território seja inundado, com dois novos atóis de coral já submersos devido à elevação do mar.

Feleti Teo, primeiro-ministro de Tuvalu, enfatizou na Assembleia Geral da ONU que o aumento do nível do mar é uma realidade presente e pediu ação urgente para proteger as futuras gerações.

A Austrália, grande exportadora de carvão, enfrenta críticas por adotar discurso ambíguo em meio às negociações climáticas.

Shiva Gounden, chefe do Greenpeace para o Pacífico, afirmou que a Austrália deve transformar sua retórica em ações concretas para acabar com o uso de combustíveis fósseis durante sua presidência das negociações da COP31.

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Mundo

Esposa de Maduro enfrenta grave problema cardíaco

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Cilia Flores, esposa do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que se encontra presa nos Estados Unidos após ser capturada em uma operação militar americana em janeiro, em Caracas, sofre de um sério problema no coração, conforme informou à AFP o filho do casal, nesta segunda-feira (5).

Acusada de envolvimento com tráfico de drogas em Nova York juntamente com o ex-presidente, Flores está encarcerada com mais 40 mulheres. Segundo o deputado Nicolás Maduro Guerra, não há condições para que ela possa se recuperar totalmente após a necessária intervenção médica.

Nas últimas semanas, foi solicitado o benefício de prisão domiciliar para que Flores pudesse receber cuidados médicos adequados, mas o pedido foi negado pela justiça.

Ela permanece detida em um presídio federal no Brooklyn, em Nova York, onde, conforme seus advogados, faz uso de quatro medicamentos e enfrenta problemas cardíacos que demandam avaliação coronariana e possível procedimento cirúrgico.

Em 23 de setembro, a Promotoria recomendou ao tribunal que negasse o pedido de liberdade provisória de Flores, já que o julgamento está previsto para iniciar em 1º de junho de 2027.

A Promotoria destacou que a ré apresenta risco elevado de fuga e representa um perigo claro para a sociedade e demais indivíduos.

De acordo com Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, sua madrasta tem um prolapso cardíaco, condição que pode causar insuficiências cardíacas graves.

Flores começou a apresentar problemas de pressão arterial após a operação militar de 3 de janeiro, o que nunca havia ocorrido anteriormente, acrescentou o deputado referindo-se à ação que levou à captura do casal presidencial.

Além disso, Flores enfrentou complicações após um incidente envolvendo agentes penitenciários que usaram spray de pimenta para conter uma briga entre detentas. Ela sofre de asma, segundo o parlamentar, que espera por boas notícias em breve.

Nicolás Maduro, de 63 anos, e sua esposa negam as acusações de tráfico de cocaína para os Estados Unidos, enquanto o ex-presidente se declara prisioneiro de guerra.

Cilia Flores, advogada de formação, foi presidente da Assembleia Nacional e procuradora-geral, desempenhando papel importante no governo, conforme observadores políticos.

Ela também esteve envolvida em um escândalo relacionado à prisão de seus sobrinhos em 2015 no Haiti, acusados de tentar traficar cocaína para os Estados Unidos.

Seus sobrinhos, Franqui Francisco Flores de Freitas e Efraín Antonio Campos Flores, foram condenados a 18 anos de reclusão em 2017 e libertados em 2022 após uma troca de prisioneiros com o governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Joe Biden.

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EUA monitoram possível caso de peste na Rússia

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos está acompanhando um possível caso fatal de pneumonia de causa desconhecida, associado a um laboratório de estudos sobre peste na Rússia.

“Temos conhecimento de relatos sobre um caso potencialmente fatal de suspeita de peste pneumônica na região de Irkutsk, Rússia. Estamos acompanhando atentamente a situação em conjunto com o CDC e parceiros interinstitucionais”, informou um porta-voz do Departamento de Estado.

“Muitos detalhes ainda não foram confirmados. Recomendamos que as autoridades russas divulguem informações precisas de forma rápida e transparente”, acrescentou o representante.

Autoridades sanitárias na área de Irkutsk adotaram medidas de prevenção após a confirmação de que um empregado de um instituto de pesquisa em peste apresentou pneumonia de etiologia desconhecida, segundo a agência nacional de vigilância sanitária, Rospotrebnadzor, no domingo.

O instituto em questão é o Instituto de Pesquisa Anti-Peste localizado em Shelekhov, no sul da Sibéria, Rússia.

Esta informação surge após reportagens de veículos russos e comentários de figuras públicas que associaram a morte a um trabalhador do laboratório. As autoridades russas ainda não forneceram informações adicionais sobre esse empregado.

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