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Testes de glicose em escola: 15 pessoas recebem atendimento médico no Rio

O Hospital Lourenço Jorge, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, informou que pelo menos 15 pessoas buscaram atendimento até o fim da noite deste sábado após realizarem testes de glicose em uma feira de ciências na unidade II do Colégio Tamandaré, no bairro Recreio.

Uma estudante que levou o kit de testes utilizou a mesma lanceta (agulha) para coletar sangue de até três pessoas. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, em casos como este, é recomendado que a pessoa procure atendimento médico em até 72 horas para receber medicações antirretrovirais que previnem infecções por vírus como HIV e hepatites. O tratamento dura 30 dias.

A mãe de uma aluna da escola que foi submetida ao exame pela colega e depois procurou o Hospital Lourenço Jorge relatou que, inicialmente, nenhum representante do Colégio Tamandaré percebeu o que estava acontecendo:

“A estudante que levou o kit tem diabetes. A mãe dela estava ao lado durante os testes. É difícil acreditar que isso tenha ocorrido. Minha filha voltou do hospital chorando, assustada com a possibilidade de ter contraído HIV ou outra doença.” A mãe pretende registrar um boletim de ocorrência na 42ª DP (Recreio) nas próximas horas.

O diretor-geral do Colégio Tamandaré, Antonio Henrique, confirmou que foram pelo menos 15 atendimentos em unidades de saúde: 13 no Hospital Lourenço Jorge e 2 no Hospital Vitória até as 4h deste domingo.

Ele explicou que a feira estava sendo organizada desde o retorno às aulas em agosto e que os responsáveis pela aluna, que tem entre 12 e 13 anos, haviam sido orientados a apresentar apenas o equipamento, sem realizar testes.

“Até o momento, todos os testes deram resultado negativo. O risco de contaminação existia, mas era reduzido, pois a lanceta era trocada a cada três exames. Não houve qualquer intenção maldosa no ocorrido. Estamos com equipes de plantão oferecendo suporte psicológico às famílias.”

A substituição da lanceta, usada para coletar a amostra de sangue, era feita a cada três testes. O diretor comentou que essa prática se baseava na recomendação do fabricante para exames individuais.

As atividades da feira eram monitoradas, mas o incidente não foi detectado de imediato pela grande quantidade de pessoas presentes — cerca de 3 mil entre alunos e responsáveis.

“Acionamos a Vigilância Sanitária da Prefeitura no sábado, que nos orientou sobre os procedimentos a seguir. Na segunda-feira, equipes estarão na escola para esclarecer dúvidas e identificar se outras pessoas precisarão iniciar o tratamento.”

No sábado, um comunicado foi enviado aos responsáveis informando que professores e a coordenação haviam determinado que o aparelho pudesse apenas ser exposto e não utilizado em pessoas.

O comunicado explicou que as medições foram realizadas perto do fim do evento, sem autorização da equipe. A escola destacou que os participantes se aproximaram voluntariamente do estande e que nenhum professor, coordenador ou funcionário supervisionou ou orientou a ação.

A instituição ressaltou que o material é de uso individual e que o compartilhamento dos equipamentos motivou o alerta para as famílias. A atividade foi interrompida assim que o uso do aparelho foi percebido. O equipamento e as lancetas foram recolhidos, e a responsável pela aluna foi informada sobre a gravidade do ocorrido.

Vale lembrar que a filial do Colégio Tamandaré onde ocorreu o incidente é a mesma onde um professor de inglês foi preso em outubro do ano passado sob acusação de importunar sexualmente alunas.

A escola forneceu imagens das aulas analisadas pela polícia. Antes da denúncia, as estudantes escreveram cartas relatando o comportamento do professor, porém o material foi retido por outro educador, segundo as autoridades. Conforme o diretor, o acusado foi demitido.

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Ibge vai acionar PF e Agu por notícias falsas sobre pesquisa de saúde

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comunicou na última segunda-feira (14) que vai solicitar apoio à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar a propagação de notícias falsas na internet relacionadas à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026).

O IBGE detectou uma campanha de desinformação nas redes sociais que sugere, incorretamente, que a pesquisa visa criar um “banco de DNA estatal”, informação que o instituto refuta veementemente.

Em comunicado oficial, o órgão esclareceu que a coleta de sangue e urina na pesquisa é feita exclusivamente para fins científicos e que os materiais serão descartados após os exames. O estudo analisa aspectos como os níveis de glicose, colesterol e creatinina da população.

Nos últimos dias, o IBGE destacou que a circulação dessas informações falsas tem prejudicado a realização da pesquisa em todo o território nacional, o que justificou a tomada das medidas legais para identificação dos responsáveis.

Sobre a pesquisa

O instituto explicou que a pesquisa é feita em parceria com o Ministério da Saúde e busca fornecer dados que auxiliem no planejamento de ações preventivas, serviços de saúde, campanhas de vacinação e na promoção de hábitos alimentares saudáveis.

Trata-se da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde, iniciada em julho, que pretende visitar 140 mil residências para coletar dados sobre os hábitos de vida e o acesso a serviços de saúde da população brasileira.

Além da coleta de materiais biológicos, os agentes também medem peso, pressão arterial e altura de alguns entrevistados, até o fim de novembro.

A coleta de sangue e urina, feita por profissionais capacitados, envolverá entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais.

O IBGE afirmou: “Ao participar da PNS 2026, o cidadão não está apenas respondendo a uma pesquisa, mas colaborando para que o Brasil conheça melhor seu povo e possa planejar, agora e no futuro, cuidados em saúde adequados às necessidades da população brasileira.”

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Stf: Dino fala sobre exclusão da imprensa no plenário e nega ter sido consultado

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (14) que não foi consultado a respeito da restrição ao acesso da imprensa ao plenário da Corte durante o julgamento marcado para esta terça-feira (15). Nesta sessão, o Tribunal decidirá sobre a autorização para abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes, relacionado a possíveis ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O acesso ao plenário estará liberado apenas para pessoas que realizaram inscrição por meio de um link fornecido pelo Supremo e cujo credenciamento foi validado pela cerimônia da Corte.

Flávio Dino esclareceu, em comunicado, que não foi consultado sobre essa decisão e que, se tivesse sido, defenderia a presença dos jornalistas dentro do plenário. Ele ressaltou que, mesmo com a presença de várias pessoas, algumas supostamente convidadas, não vê motivo para a exclusão da imprensa do local.

A Secretaria de Comunicação do Supremo, por sua vez, declarou que não há convidados presentes no plenário.

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Flávio Bolsonaro: terça-feira será um dia crucial para o Brasil

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reiterou nesta segunda-feira (14) seu pedido para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, seja afastado. Ele ressaltou a importância do julgamento que acontecerá na terça-feira (15) sobre a abertura de um inquérito contra o ministro.

“Amanhã será um dia decisivo para o Brasil nos últimos anos. Começa um julgamento que, tenho certeza, resultará na investigação oficial de Alexandre de Moraes diante das evidências já apresentadas”, afirmou, durante visita a Belém (Pará).

Flávio Bolsonaro destacou que não há dúvidas de que a maioria dos ministros do Supremo deve aprovar o início da investigação contra Alexandre de Moraes, e que ele deve ser afastado.

Além disso, ele defendeu a transparência de outros inquéritos, solicitando a exclusão do sigilo que envolve casos relacionados à disseminação de notícias falsas e investigações sobre possíveis fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

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