Mundo
Lula critica Marco Rubio por posição contra América Latina
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, chamou o secretário de Estado americano Marco Rubio de ‘bolsonarista’ e ‘opositor à América Latina’ nesta sexta-feira (7).
Em comentários críticos, Lula afirmou que Rubio age de maneira contrária ao que foi acertado entre ele e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
“Trump conta com alguém que não aprecia o Brasil e a América Latina, alguém bolsonarista: é o Marco Rubio. Eu falei para o Trump: essa pessoa não gosta do Brasil. Ele é contra a América Latina, ou um latino-americano desapontado”, disse Lula, durante visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). “Ele age de forma diferente do que acordamos com o Trump.”
Lula ainda comentou que forneceu ao Trump, em reunião na Casa Branca em maio, documentos contendo informações sobre comércio, combate ao crime organizado e matérias-primas estratégicas, tentando amenizar o atrito com os EUA.
O líder brasileiro afirmou que aguardava retorno do presidente norte-americano e que sua equipe buscava contato semanalmente para agendar encontros.
Durante a visita ao Inpe, Lula acompanhou a divulgação de dados sobre desmatamento — tema que ganhou importância por ser usado pelo governo dos EUA como justificativa para impor tarifa de 25% sobre exportações brasileiras.
No discurso, Lula reafirmou que os motivos alegados pelo Trump para taxar o Brasil não correspondem à realidade.
Segundo o presidente, os Estados Unidos não demonstram o mesmo compromisso que o Brasil no cuidado ambiental.
Lula também relembrou um discurso de Trump na Organização das Nações Unidas (ONU), no qual o ex-presidente negou a existência das mudanças climáticas.
“Eu assisti à fala dele na ONU, onde ele afirmou não acreditar nas mudanças climáticas, dizendo que tudo isso é falso. Eu não ouvi de terceiros, eu estava presente na ONU ouvindo ele falar”, concluiu Lula.
Mundo
Senado dos EUA aprova Daniel Perez como embaixador do Brasil entre várias nomeações
Senado dos EUA aprovou na sexta-feira (7) a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador do Brasil, como parte de um pacote maior contendo 74 nomeações para diferentes agências federais dos Estados Unidos e postos diplomáticos em diversos países e organizações internacionais como a ONU e a OCDE.
A aprovação foi decidida por 51 votos favoráveis contra 47 contrários.
Embora o Senado americano tenha confirmado a indicação, Daniel Perez ainda necessita da aprovação do governo brasileiro para assumir oficialmente a função.
Além dele, outras nomeações importantes incluem Christopher Phelan para presidente do Conselho de Consultores Econômicos, Brett Matsumoto como comissário do Escritório de Estatísticas de Emprego do Departamento do Trabalho, e Francis Brooke como vice-secretário do Tesouro.
Os países contemplados com nomeações de embaixadores, além do Brasil, são Chipre, Camboja, Austrália e Noruega.
Mundo
Houthis intensificam ataques em área de petróleo no Iêmen
Houthis, apoiados pelo Irã, lançaram ataques contra forças governamentais no Iêmen nesta sexta-feira (7), visando uma região rica em petróleo em meio a uma campanha que causou dezenas de vítimas em apenas dois dias.
Na quinta-feira, ao menos 58 soldados foram mortos em bombardeios com mísseis e drones, marcando os ataques mais letais desde o cessar-fogo firmado em 2022 entre o governo, apoiado pela Arábia Saudita, e os rebeldes.
Este recente aumento na violência reacende o receio de uma nova escalada do conflito no país mais pobre da Península Arábica, onde o cessar-fogo começou a ruir em julho.
Um ataque com drone em Marib, uma área central produtora de petróleo, que já havia sido alvo na quinta-feira, resultou na morte de oito membros das forças governamentais e deixou 12 feridos, de acordo com uma fonte militar que preferiu manter o anonimato.
O ministro da Saúde do governo apoiado pela Arábia Saudita relatou que os rebeldes também mataram pelo menos dois civis em zonas residenciais e acampamentos para deslocados em Marib.
Uma fonte ligada ao exército saudita afirmou que a coalizão liderada por Riade não ficará inerte, considerando Marib uma área crítica.
Foi ressaltado que a coalizão não busca intensificar o conflito, mas não permitirá que o atual equilíbrio de forças seja alterado, rejeitando a tomada de Marib pelos houthis.
Os rebeldes afirmam que os ataques foram uma resposta ao reforço das tropas iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita.
O porta-voz militar dos rebeldes, Yahya Saree, declarou que o inimigo saudita continua a mobilizar suas forças e buscar a escalada do conflito.
Marib é uma província estratégica, dividida entre áreas sob controle dos rebeldes e do governo, que mantém domínio sobre a cidade e instalações petrolíferas locais.
Os houthis estão em guerra com o governo desde 2014, um conflito que já causou centenas de milhares de mortes e gerou uma severa crise humanitária no Iêmen.
Mundo
ONGs relatam pelo menos 141 mortos na tentativa de entrada em Ceuta
Organizações marroquinas de defesa dos direitos humanos informaram nesta sexta-feira (7) que ao menos 141 pessoas perderam a vida na última semana ao tentar alcançar o enclave espanhol de Ceuta, muitas delas nadando, e alertaram que o número de vítimas pode aumentar.
Nas últimas semanas, cerca de 72 mil migrantes entraram ilegalmente em Ceuta em poucos dias, um recorde para um período tão curto. Deste total, 70 mil foram encaminhados de volta ao Marrocos, segundo o Ministério do Interior da Espanha.
Achraf Mimoun, presidente da seção local da Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH), declarou durante uma entrevista coletiva em Rabat que espera que o número de mortos seja, infelizmente, muito elevado e continue crescendo.
A AMDH e a Coordenação Europeia para os Direitos Humanos no Marrocos, que reúne ONGs marroquinas baseadas na Europa, fundamentam seu balanço provisório em dados oficiais, imprensa e informações coletadas por organizações de direitos humanos, sendo necessário ainda incluir desaparecidos e feridos.
O Conselho Nacional de Direitos Humanos, órgão consultivo e independente marroquino, divulgou que houve 14 mortes no lado marroquino da fronteira, enquanto o governo informou anteriormente sobre 11 falecimentos.
Do lado espanhol, as autoridades anunciaram pelo menos 80 mortes.
Mimoun ressaltou que muitas famílias ainda aguardam notícias sobre seus entes queridos.
Atualmente, 21 corpos não identificados estão no necrotério de Tetuão, maior cidade marroquina próxima a Ceuta.
Durante a coletiva, as organizações marroquinas reforçaram o pedido feito na semana anterior para “a abertura de uma investigação independente, transparente e aprofundada”.
Informações indicam que 111 pessoas foram detidas durante a tentativa de entrada em Ceuta.
Até agora, não foram divulgados dados oficiais sobre detenções ou processos judiciais relacionados.
Na última sexta-feira, um repórter da AFP presenciou pelo menos 30 prisões quando a polícia marroquina usou canhões de água e gás lacrimogêneo para conter migrantes que tentavam acessar Ceuta, os quais responderam arremessando pedras contra os agentes.
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